quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Os Solteiros "Felizes" (Crônica)

Parto do princípio de que quem fala muito determinada coisa, na verdade, está inseguro nesta mesma coisa. Quem precisa expôr que está feliz em seu casamento, de forma exagerada, ao meu ver não está. Mas não é sobre os casados que estou escrevendo. Quero falar sobre os "solteiros felizes", aqueles que vociferam em redes sociais ou fora delas a "alegria" de estarem soltinhos "na pista". Na boa, o pouco que estudei sobre psicologia já é o bastante pra determinar que exageros de qualquer coisa que seja, em discursos, denota plena insegurança ou até o contrário daquilo do que se quer mostrar. Confesso que quando estou com excessivo bom humor quer dizer que, na verdade, estou triste. Sei que isso acontece com muita gente também.

Eu, sinceramente, acho graça quando pessoas ficam querendo convencer as outras de que estão felizes sozinhos. Eu não acho que a canção "Wave", que diz: "É impossível ser feliz sozinho" uma verdade absoluta. Acho que um solteiro pode ser feliz de verdade, mas quando se propaga demais essa "felicidade", começo a desconfiar bastante. Fico imaginando essas pessoas assistindo filmes românticos ou ouvindo canções românticas e deixando escapar um sorriso, um suspiro, uma lágrima... Eu sou desses, que suspira, sorri e chora. Concluo que, com isso, não estou feliz por estar solteiro, mas não estou triste também.

Vejo muita gente dizendo que as palavras tem poder, coisa e tal... Tem, de fato... Mas já passei anos falando "não amo mais a fulana" todos os dias e parecia que eu amava mais a "fulana" a cada dia. As palavras tem poder, mas o poder está na fé com que essas palavras são ditas. Se falar da boca pra fora, as consequências dessas palavras serão somente externas. Se você diz: "Sou um infeliz", da boca pra fora, não muda muita coisa dentro de você, mas quem ouve pode querer se afastar ou ficar com pena de você, o que não é nada bom.

Se você é um solteiro feliz, experimente falar menos e SER. É sendo que você vai convencer. Falando, você pode convencer uns poucos. Parafraseando uma frase que eu ouvia na época que eu era ativo na Igreja Católica como músico missionário, "as palavras podem convencer pessoas, mas os atos e atitudes ARRASTAM pessoas". Vamos trocar o "FALAR" pelo "SER". Isso, sim, será convincente de fato.

Beijo nas crianças e juízo no carnaval, se vocês não quiserem beijar crianças daqui a nove meses,
MB