sábado, 11 de maio de 2013

Minha Mãe (Crônica)

Ela se chama Rosangela Bragança, faz aniversário no mesmo dia que o meu filho Pedro Henrique Bragança. É a mãe que eu escolheria se fosse me dada a opção. Nunca escrevi uma canção pra ela, porque sempre que eu tento escrever, falho. Às vezes parece que nenhuma canção fica suficientemente boa pra ela. Minha mãe vale mais que todas as canções que eu poderia escrever pra ela. Minha mãe me deu a vida, salvou minha vida, cuida da minha vida, é a minha vida. São incontáveis as vezes que a decepcionei, que a desrespeitei, que eu disse que ela é uma chata. Sou tão impaciente com ela... Ela me pede ajuda e muitas vezes atendo com má vontade. Mesmo eu sendo um dos piores filhos do mundo ela continua sendo a melhor mãe do mundo. Perdoa sempre minhas crises, segura junto com meu pai esse rojão, que sou eu. É uma mulher honesta, divertida e sofrida. Foi quem segurou minha avó nos braços quando ela deu o último suspiro. Foi quem lutou nove meses naquela porcaria que é o Hospital dos Servidores do Rio de Janeiro pela vida do meu avô. É ela, que mesmo com pouca instrução, que faz as contas da casa. Meu pai e eu confiamos plenamente nela. Seria uma grande administradora, se a vida lhe permitisse estudar. Desde criança cuidava dos meus tios e sacrificou a escola por causa disso. Com vinte anos me teve e cuida de mim todos esses anos. É uma avó maravilhosa pros meus filhos e eles a amam muito. Ela adora História. Os canais preferidos dela são o Discovery Channel e o History Channel. Tem uma "mania de limpeza" crônica (nesse momento entrou no meu quarto pra passar aspirador de pó e nem imagina que estou escrevendo um texto pra ela...). Não adianta, ela tem que limpar a casa quase todos os dias, apesar de eu e meu pai não sujarmos. Ela é uma mulher forte, pois lida com dois homens de personalidade forte nesta casa.

Pedir perdão a ela é muito pouco. Eu precisaria de muitas vidas pra reparar tudo que fiz pra machucá-la, dos cinco sustos que a fiz passar. Eu amo minha mãe e morreria sem pestanejar por ela. Ainda me chateio quando ela me trata como criança, mas ela sempre vai me tratar assim. Ela é mãe! Mãe é assim! 

Esse texto é uma forma muito pequena de expressar o meu amor por minha mãe. Graças a Deus ela está viva e vai ler isso tudo. Quero ser um filho melhor pra ela, será que tenho tempo? Que os Céus me ajudem a cuidar dignamente de minha mãe quando ela precisar de mim. Eu vou estar lá por ela. Sim, eu vou!

Beijo de sua eterna criança, mãe!
MB

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Fé (Poema)

O impossível
Tornou-se improvável
Depois, provável
Logo, era uma possibilidade
E, finalmente, virou realidade!