domingo, 15 de julho de 2012

Sucessos e Insucessos Sentimentais (Crônica)

Fico aqui lembrando de passagens da minha vida sentimental e dando uma repassada nos insucessos, pra tirar lições desses momentos. Eu gosto muito da palavra SUCESSO, mas os insucessos sempre trazem uma carga maior de ensinamentos, justamente pra gozarmos melhor dos momentos bem sucedidos.

O cerne da questão, nesse texto, é a dificuldade que as mulheres, em sua maioria, tem em aceitar uma negativa de um homem. Pergunto aqui se alguma mulher nunca duvidou da orientação/condição sexual de um homem depois de ser "dispensada" pelo mesmo. Se eu fosse pensar que toda mulher que me deu um "não" fosse lésbica, teria um bocado de lésbicas no mundo, porque o que já levei de "não" na cara não está no gibi! Já aconteceram duas coisas comigo na minha adolescência que me fazem rir hoje: Certa vez, "fiquei" com uma menina que morava na minha rua e fui extremamente respeitoso com ela... Beijei comportadamente, não passei a mão... No dia seguinte, virei motivo de piada pra vizinhança inteira pois a garota disse que eu era "fraco". A outra situação, foi quando eu disse não a uma garota da escola e ela espalhou que eu era gay pra todo mundo.

Quero invocar aqui o meu direito a dizer "não" pra uma mulher que não me despertou algo sem ter consequências que possam me afastar de uma mulher por quem eu sinta algo. Eu vivi uma vida inteira levando negativas das moças e nem por isso morri ou fiquei com raivinha delas.

Abaixo à sociedade que ordena que nós, machos, temos que dizer sim a todas as fêmeas porque nossa natureza tem que ser assim. Se todas as mulheres fossem iguais, legal, eu diria sim a todas, mas cada uma é única. Não são todas as que me encantam. Não são todas que eu quero conhecer melhor. Não são todas que quero beijar a boca. Não são todas que quero provocar orgasmos múltiplos na cama. Não, não são todas que me interessam. Essas, que não sinto coisa alguma, devem aceitar respeitosamente o fato de eu simplesmente não querer.

Beijo nas crianças,
Marcio Bragança

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Legado (Crônica)

Estou, neste momento, pensando em deixar um belo legado aos meus filhos, pensando no futuro deles. Pensando, não planejando! Porque o futuro deles será fruto de suas escolhas. Terão o meu apoio e aconselhamento. Os amo demasiadamente. Não quero que eles carreguem meu sobrenome para serem apenas "mais uns" no mundo. Quando penso no nome e sobrenome deles, penso em pessoas bem sucedidas nas áreas que escolherem e em tudo o que fizerem.

O que faço hoje é, em tudo, pensando neles. Eles são a minha força, eles são a razão de eu estar vivo. Quero que eles se orgulhem do pai depois que eu fizer minha passagem deste mundo para o outro. Quero que eles sejam continuadores de tudo que vou deixar. Porém, quero que eles tenham seus próprios ideais e suas próprias causas e se lutarem por eles, já estarão continuando o que faço. Quero que meus descendentes, aqueles que carregarem o sobrenome BRAGANÇA, sejam pessoas importantes no que fazem, sejam pessoas de bela reputação, sejam pessoas humanitárias! Meu maior desejo é que a minha luz seja apenas para acender a luz própria deles. Não, meus descendentes não serão meras sombras de mim! Serão velas que serão acendidas pelos seus ascendentes e brilharão por si só!

Muita gente, mas muita mesmo, riu da minha cara e algumas pessoas ainda riem. Podem rir de mim o quanto quiserem, mas não rirão dos meus descendentes! Disto lhes dou a certeza!

Tenho um lindo legado dos meus pais, Levy Bragança e Rosangela Bragança, de honestidade, integridade, força de vontade e fé. Eles são pessoas importantes pra mim. Eu me orgulho deles. São pessoas de bem, capazes de tirar a roupa do próprio corpo pra cobrir alguém que esteja precisando. São vencedores, pois nos tiraram de uma condição pobre de vida até termos nossa própria casa e vivermos com decência. O maior e melhor investimento deles em mim foi na educação. Não puderam pagar escolas pra mim. SOU FRUTO DO ENSINO PÚBLICO! E o menino que estudou na Escola Municipal Professor Sousa da Silveira e Colégio Estadual Visconde de Cairu hoje é um homem bem alfabetizado, leitor, escritor, artista! Meus pais me proporcionaram isso com os seus exemplos de vida. Nunca passaram a mão na minha cabeça. Os meus erros foram todos meus e eles nunca foram coniventes. Tenho deles esse ensinamento para fazer com os meus filhos. A vida não perdoa quem faz desdém dela. Aprendi isso nos exemplos que meus pais me deram.

Meus filhos, netos, bisnetos em diante vão ter o respeito que eu não tive, mas que um dia terei, nem que seja post-mortem! Minha linhagem será bem sucedida! Quando ouvirem o sobrenome BRAGANÇA, vão pensar em algo mais do que Família Real, vão pensar em SUCESSO!

Beijos nos meus descendentes,
Marcio Bragança, em 06 de Julho de 2012, aos 34 anos de idade

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Manhãs de Sábado (Poema)


As manhãs de sábado
Sempre me foram especiais por diversos motivos
Aquelas horinhas a mais pra dormir depois da sexta agitada
O futebol com os amigos, pra manter a forma
O nascer do sol em Copacabana
As conversas de bar em bar
Mas teve uma manhã de sábado
Que foi um pouco mais especial que as outras
Foi quando te vi
Foi quando te li
E daí em diante, comecei a pensar em ti
E este singelo poema escrevi

domingo, 1 de julho de 2012

Julho e o Inverno (Crônica)

Julho é um mês bacana, que dá início ao segundo semestre do ano, é um mês de reflexões e projeções. É nesse ponto que você começa a enxergar como o ano está fluindo e pode projetar como será o restante dele. A criançada começa a entrar nas férias escolares, o trânsito fica uma beleza, o inverno chega de mansinho e aqueles flertes que começaram a rolar em junho tomam forma ou simplesmente deformam. Sem problemas, o inverno é a estação do ano propícia para começar novas histórias ou então fazer com histórias em andamento o que o chuveiro faz quando colocamos a chave na posição "inverno": desce aquela água quente gostosa e dá uma vontade danada de ficar mais de meia hora na ducha. Idem com quem namora debaixo das cobertas: é aquele calor delicioso que faz gente sair atrasada pro trabalho, esquecer o jogo do time do coração ou até dar aquela trancadinha na porta pra um momento rápido de prazer, porque as crianças estão lá fora... 

Ah, o inverno... O frio que esquenta... Se bem que aqui no Rio, não esfria tanto, mas esquenta... Como esquenta... Estação do ano onde as pessoas saem de noite com suas melhores roupas, Estação da elegância e do mistério... As mulheres, com todas aquelas peças de roupa cobrindo corpos que deixam homens vidrados e decididos a desvendar aqueles corpos... O inverno é uma estação sexy, no seu sentido mais pleno. Acho o verão libidinoso, mas o inverno é muito mais. Gosto desse mistério, gosto dos vestidos longos que revelam o suficiente pra me fazer pensar no que tem ali dentro. Muitos vão dizer: "Ah, é tudo igual!" (essa frase me lembra o comercial antigo de um banco). Se fosse tudo igual como muita gente diz (e diz mesmo), eu teria igual atração por todas as mulheres. Não, não é tudo igual, graças a Deus! Seria uma bagunça generalizada se todo mundo quisesse todo mundo... Só daria certo uma coisa dessa se os conceitos morais não existissem. Mas eles existem. Ainda... Antigamente, mulher não podia trabalhar e votar. Isso caiu por terra e é maravilhoso. Porém, a televisão tem mostrado comportamentos que na vida real estão sendo imitados ou que já existiam por debaixo dos panos. Daqui a pouco, alguns comportamentos "não conservadores" serão tidos como normais. E isso só daria certo se a sociedade, por inteiro, não fosse conservadora. Sabemos que a sociedade é conservadora. Eu me considero libertário, mas não me considero libertino. Tive uma criação conservadora e com isso, uma certa bagagem conservadora. Porém, eu fui construindo minha personalidade e linha de pensamento com a leitura, com a vivência e, principalmente, observando o erro dos outros. Entendam bem: OBSERVANDO e não APONTANDO, pois quem sou eu pra julgar alguém? Ainda assim, cometi em algumas passagens da minha vida o erro de apontar o dedo pros outros, mas reparei que quando eu aponto o dedo pra alguém, 3 dedos meus apontam pra mim... Então tem alguma coisa errada, não é? Assim como tem o belo raciocínio de que temos uma boca, dois ouvidos e dois olhos, que significa que devemos observar e ouvir mais do que falar.

Espero que esse mês mostre bons resultados a vocês e projetem continuidade dessas benesses. Espero que o inverno de vocês seja quente e delicioso!

E aqui em Gotham City, a vida profissional continua indo muito bem, obrigado!

Beijo nas crianças,
MB