terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O Lombo e a Lombada (Crônica)

Numa boa, caros leitores, tem marido que merece levar uma chinelada de havaiana de pau no meio da cara. Direi a vocês o porquê. A seguir:

Estava eu voltando para casa após confraternizar-me com minha família. Festejamos o Natal de uma forma muito bacana, de acordo com o que penso sobre esta data. Vou dirigindo vagarosamente durante o percurso até minha humilde residência (pois neste período de Festas de Final de Ano algumas pessoas bebem mais do que já bebem e, pasmem, DIRIGEM). Então, conduzo meu veículo prestando atenção por mim e pelos outros. 

Ao passar por uma pequena rua, me deparo com uma lombada. Ok, vamos cuidar da segurança dos pedestres e de desavisados que andam pela rua achando que são carros. Olho para o lado esquerdo e vejo uma mulher de costas para a rua, portadora de um "senhor" LOMBO. Não tinha como eu passar rápido e eu olhei mesmo porque era um derrière (traseiro, em francês) muito belo. De fato, não pisei fundo no acelerador e contemplei um pouco mais aquele bumbum que estava dentro de uma bermuda muito curta. Após meu carro se distanciar mais um pouco, vi pelo retrovisor que um cidadão estava de pé, aos berros, gesticulando. Parei, abri a porta do carro, pois meu vidro está com problemas, e bradei em alto em bom som estas palavras ao distinto cavalheiro:

"MEU CAMARADA, SUA MULHER TEM UMA BELA BUNDA E ESTÁ DE COSTAS PARA A RUA EM FRENTE A UMA LOMBADA, E AINDA COM UMA BERMUDA CURTA! QUALQUER UM VAI OLHAR E QUEM GOSTA, COMO EU, VAI OLHAR MAIS UM POUCO. VÁ RECLAMAR COM SUA MULHER!"

Fechei a porta do carro e não dei direito de resposta para o cidadão, até porque o cara era enorme e estou deveras enferrujado nas artes marciais. Em suma, eu ia ser coberto de porrada. Não, no Natal, não!

Beijo nas crianças e um Feliz Natal,
MB

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

De Lá e de Cá (Poema)

Preciso de uma nova inspiração
Uma mulher que me tire o chão
E me faça sentir voar
Flutuar nos ventos da paixão
Sem medo que de lá eu caia
Que eu me sinta seguro na barra da sua saia
Que eu me perca em suas entranhas
Que ela seja agridoce e tenha novos sabores
Que ela seja descompassada
Pra entrar no compasso dos meus defeitos
Que ela seja o sol que brilha após as trevas
Numa homérica odisseia
Não quero muita coisa
Só quero o amor puro e intenso
De lá e de cá

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A Prateleira Mais Alta do Armário (Crônica)

Fui daquelas pessoas que se fizeram inacessíveis pras outras durante este ano de 2012. É um erro gravíssimo prender-se ao passado, remoer sentimentos que nunca mais serão correspondidos, culpas que nunca serão perdoadas. Porém o ser humano não é uma máquina onde podemos programar o que se deve sentir. Ficamos presos de forma masoquista a pessoas que nos querem mal porque a fizemos mal. É natural. Aprendi que não devo idealizar pessoa alguma, é um grande erro. Aprendi a respeitar o meu momento e o momento dos outros. Sorte daqueles que tiveram a chance de reparar seus erros. Nem sempre temos essa chance. 

Essa coisa de ficar se defendendo de novas decepções (tanto como vítima, quanto vilão) só leva a um estado de solidão muito doloroso. Ficar se colocando lá na última prateleira do armário pra que ninguém alcance é um erro. Quem faz isso não se permite viver, não se permite amar. Decepção faz parte, ela forja o aço e afia o corte. Decepção só mata quando deixamos isso acontecer.

Conversando com uma amiga, falávamos sobre como as pessoas em geral estão temerosas com a decepção, estão com medo de se envolver. Contei uma história de 2010, quando eu estava saindo com uma moça e ficamos pouco mais de um mês nos relacionando. Quando mencionei a palavra NAMORO, achando que estava sendo decente com ela, a moça simplesmente parou com toda aquela coisa bonita que estava acontecendo sob a justificativa de que se sentiu pressionada e de que as coisas tinham que acontecer naturalmente. As coisas estavam acontecendo naturalmente, mas devido ao tempo, sugeri que nos tornássemos namorados, achei que fosse um ato decente meu e foi o que acabou destruindo tudo.

Meu último relacionamento foi fatídico, fui covarde, menti, agredi verbalmente, fui estupidamente inadequado. Hoje, essa pessoa me odeia, quer meu mal e tem toda razão de sentir isso. Eu gostaria de reparar o erro. Eu gostaria de descer da prateleira mais alta do armário e mostrar o quanto me arrependi dos meus erros. Mas isso não será possível. Paciência.

O que resta é viver, me libertar dessa culpa que carrego e descer dessa prateleira e me tornar novamente acessível como sempre fui. Estou me esforçando pra ser uma pessoa melhor. Estou me esforçando pra acreditar na vida. Penso que podemos evoluir aqui no plano físico. 

Quem tem sonhos, tem vida. Eu tenho sonhos e vou resgatar minha vida.

Beijo nas crianças,
MB

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A Semana do Aniversário (Crônica)

Tem gente que diz por aí que começa um tal de "Inferno Astral" exatamente um mês antes do aniversário. Posso dizer que isso não passa de crendice, pois quando a mente está tranquila e não ficamos com essa bobagem pairando os pensamentos, a vida segue normal. Esse ano, o tal período está mais pra "Paraíso Astral". Está tudo correndo razoavelmente bem, os problemas são corriqueiros, bem diferente do ano passado, em que eu era o próprio "Inferno Astral". Brinquei com minha filha e tivemos momentos de conversa, meu filho está cada vez mais meu parceiro... Até compus duas canções, coisa que não fazia há muito tempo. Fazendo um balanço de como eu estava em 2011 nesta mesma época, nossa, quanta diferença. Sinto-me livre, leve e com aquela sensação de que "as coisas vão melhorar", e estão melhorando, faz algum tempo. 

Estou na semana do meu aniversário de 35 anos, vividos com dignidade em boa parte desse tempo todo. Tive momentos de vilania em algumas passagens, que infelizmente não tenho como consertar. Prefiro pensar que posso ser melhor, que posso amadurecer. Eu acredito que o pensamento tem uma força que ainda não conseguimos medir. Sei que é muito poderoso. Eu tinha uma tendência derrotista pra tudo e era essa linha de pensamento que me levava a sempre estar à margem. Porém, mesmo derrotista, eu vencia, conquistava o que queria. Imagina agora com um pensamento vitorioso? O céu é o limite? Tomara...

A semana do meu aniversário está indo bem, apesar de hoje uma grande amiga e humanitária, Dra. Thelma Fraga, ter ido para o plano espiritual. Nós que aqui ficamos perdemos bastante, pois era um ser humano raro, mas meu entendimento sobre as coisas espirituais diz que ela está agora num lugar muito melhor que este. Assim como fará 7 anos, no dia 22 de Novembro, Dia do Músico, que minha avó Laudelina deixou este mundo, dois dias antes do meu aniversário. A saudade delas permanecerá até o momento que nos encontrarmos no outro lado, onde faremos festa!

Agradeço aos céus por hoje eu ter saúde física, mental e espiritual para desempenhar meu trabalho de músico. Agradeço aos meus terapeutas por me ajudarem a retomar o Norte da minha vida, pois eu estava muito perdido. Nada vai apagar o que fiz de bom ou de mau. Já me alegrei e colhi os bons frutos do bem e sofri as consequências do mal. Agora eu só quero ser melhor, só isso. Quero continuar fazendo minha vida algo da qual eu me orgulhe e possa orgulhar meus pais e filhos.

Agora, partindo pra próxima etapa... Que esse aniversário de 35 anos seja a confirmação de uma vida em evolução física, mental e espiritual. Que os sonhos que voltei a ter tomem forma e se realizem. Que eu não me desvie de novo e não permita que a depressão e o transtorno bipolar de humor arruínem minha vida e a de quem me rodeia. Sinto que vou vencer!

Beijo nas crianças,
MB

sábado, 17 de novembro de 2012

O Homem Que Matei (Poema)

Tenho uma dificuldade imensa de amar
Porém, maior ainda é a dificuldade de deixar de amar
Quando o amor adentra meu peito, não tem jeito

Tenho o dom de tudo estragar
Tive o amor nas mãos e no coração, na sua totalidade
Me desequilibrei e cometi erros tão imbecis

Menti sem necessidade, implodi a confiança dela em mim
Surtei e arrasei a mulher amada em três horas
O desespero só foi me levando a erros concatenados

E agora, como faço pra deixar de amá-la?
Sei que isso seria o que ela mais quer
Mais do que quereria uma mudança em mim

Matei o homem que ela amou
Ao contrário do que ela pensa, ele existiu
Eu o destruí e sombria ficou minha alma

Quero reviver este homem que existiu
Não por ela, mas por mim, tão somente
Eu gostava desse cara, eu ria desse cara

Comungo uma religião cujo Líder creio ter ressuscitado
E o Próprio diz em seus escritos sobre nascer de novo
Então o homem que matei aqui dentro pode voltar à vida?

Minha fé diz que sim, ele pode voltar e pode até ser melhor
Sim, essas sombras e névoas que me tomam podem se ir
E aquele homem que matei pode ressuscitar, ele pode sim!

Eu posso ser lavado dos pecados que cometi comigo mesmo
E dos que cometi com ela, independente de seu perdão
Ela me odeia e não ama mais o homem que matei

Hoje seria um dia de comemoração, mas é um dia de lamentação
Lamento por não estar sorrindo ao lado dela, lamento por não ser mais o homem que matei
O começo do acerto é o reconhecimento do erro

(Escrito em 25/05/2012)

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Música e Eu (Crônica)

Estava, dessa vez, determinado a deixar a música. Fazendo planos pra seguir a profissão que deixei (hoje chamada de Profissional de TI) ou seguir uma nova profissão, iniciando em 2013 uma nova faculdade pra concorrer no mercado ali perto dos meus 40 anos, sem nenhuma experiência anterior. Sabe, chega uma hora na vida que uma canção da minha época de Igreja dizia: "Não dá mais pra voltar, o barco está em alto-mar". Só de pensar em deixar a música, eu começo a sentir cada batida do meu coração doer. Cada pulsação é pura dor, é como se estivessem batendo com havaiana de pau no meu peito. E então começo a ouvir tudo aquilo que eu ouvia quando tinha 8 anos... Voltei ao início pra entender a caminhada toda e descobrir onde eu me desvirtuei. Tudo indicava que eu ia acontecer em breve. Gravei um disco de extrema qualidade, faço a minha arte com verdade e respeito. De repente, tudo "estabacou" e perdi o Norte. Os mais íntimos sabem dos detalhes.

Revisitando tudo o que tenho nos meus arquivos musicais, vi o quanto me abasteci, do que me abasteci e comparei com o que produzi. É bem de acordo, me considero coerente com minhas raízes e com o que faço. Há um certo idealismo, mas a maioria dos artistas dos quais sou fã foram resistentes e, até de certa forma, antagônicos com o que a mídia da época pregava... A mídia, sempre a mídia... Nas mãos de uns poucos. Eu acho a música uma arte tão ampla que não entra na minha cabeça pessoas quererem monopolizá-la e com isso idiotizá-la. O povo não escolhe mais o que toca. É o "investimento" que escolhe o que toca. Músicas com refrões que contêm onomatopeias e até uma simples vogal são a fonte da riqueza de uns poucos. Ok, não quero que essas pessoas parem de ganhar dinheiro. Só quero poder sobreviver com dignidade da minha arte. Não sinto necessidade de mansões, helicópteros, carros. Minha necessidade é apenas de dignidade. Só isso. Já não tiro férias há 7 anos até aqui, mas isso pra mim não doi. Doi é por vezes não ter grana pra me deslocar de casa pra um pequeno show ou grana pra fazer um lanche pós-show porque aquela (pouca) grana que acabei de ganhar já tem destino certo. Doi é receber ligações dos credores e eu não ter resposta pra nenhuma proposta de renegociação com eles. O que eu devo, no geral, tem artista que ganha em um show apenas. E eu teria que fazer uns 30 pra alcançar metade desses lucros.

Hoje tive uma overdose de música na minha vida e vi que somos feitos um pro outro mesmo. Como o barco está em alto-mar, realmente não dá mais pra voltar e então o que me resta é lutar, resistir, persistir... Me resta acreditar que um dia entenderão minha canção, meu canto. Enquanto isso, simplesmente canto onde a música me levar. Quando ela achar que estou pronto pra outro patamar, estarei vigilante para que nenhuma oportunidade seja perdida, pois o mundo artístico, meus caros, é um mundo de muitas poucas oportunidades. 

Ainda tenho forças, obstinação, determinação. Então utilizá-las-ei a favor de mim. É preciso um bocado de "egoismo" e "vaidade", mas não pode passar da medida, senão vira arrogância e a sarjeta é logo ali pros arrogantes.

Não tenho outra alternativa: a Música me escolheu e eu aceitei o desafio. Não vou fugir, até porque essa opção não existe pra mim. É enfrentar ou sucumbir. Então enfrentarei.

Beijo nas crianças,
MB

sábado, 20 de outubro de 2012

V (Poema)

Quando o artista se coloca acima da Arte
A Vaidade aparece

Quando o artista se coloca abaixo da Arte
A Vontade aparece

Mas, quando o artista se funde com a Arte
A Verdade aparece

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O Último Grande Segredo (Crônica)

Enfim, contei o meu último grande segredo para uma mulher por quem fui apaixonado durante a época de escola. Eu a reencontrei certo dia e me causou enorme desconcerto. Ela está ainda mais bela do que era naqueles tempos. Foi nostálgico, foi estranho... Ela era apaixonada por um dos meus melhores amigos e eu, nada competitivo nessa questão, recuei e decidi ocultar aquele sentimento que durou até o último ano que estudamos juntos e que depois foi se apagando com o tempo e com as novas paixões. No dia que eu decidi contar pra ela, foi exatamente quando começou a namorar com o meu amigo, em uma festa. A partir dali, ocultei o sentimento e fui vivendo. Eles se casaram tempos depois e se separaram. 

Houve o primeiro reencontro entre ela e eu depois dos tempos escolares e ela tinha se separado do meu amigo. Foi ultra desconcertante. Pensei em dizer, mas ela me deu a notícia de que estava de namorado novo. Desde a escola fomos bons amigos e não foi dessa vez que revelei o segredo, pois eu prezo sempre mais a amizade. Fiquei pensando nela um tempo, mas o distanciamento foi me levando a outras novas paixões. Aconteceu outras vezes de eu me apaixonar por uma mulher e, seja por timidez ou por falta de oportunidade, tive que guardar os sentimentos. Consegui contar para todas, menos para a moça em questão nesta crônica. 

Então, voltando ao reencontro, que foi o segundo pós escola, senti tudo o que disse acima, mas com imensa classe não deixei transparecer. Ela ainda era uma mulher comprometida e eu não sou destruidor de lares ou coisa que o valha. Vi que eu tinha ainda essa "pendência" comigo mesmo, até que numa conversa via rede social, decidi revelar o segredo. Foi tenso, mas foi libertador. Ela, claro, ficou absolutamente surpresa com a minha revelação e conversamos sobre o assunto um pouco. Demos algumas risadas e deixamos claras algumas coisas. Nossa amizade permanecerá intacta, afinal, tudo passou. Porém, era necessário que eu revelasse esse último grande segredo para que eu não ficasse mais inadimplente com minha consciência. Agora sim! Agora eu disse tudo o que tinha que dizer a todas as pessoas que deveriam ouvir! Acredito que com o passado resolvido, posso mudar o presente e planejar um futuro bom.

Ainda tenho segredos, mas esses são pra guardar mesmo, pois só dizem respeito a "mim comigo mesmo", saca? Eu nunca mais deixei pendências que diziam respeito a outras pessoas. O livro da minha vida foi revelado para quem deveria ser. Agora, mais leve, vejo boas perspectivas de futuro, tanto só, quanto acompanhado. Eu tenho um grande sonho, grande mesmo, porque é muito difícil de alcançar êxito. Mas esse já está encaminhando-se para a sua realização. Ainda falta chão, mas olhando pra trás, tem muito mais chão do que tem na minha frente. 

Agora que joguei o meu último saco de areia, o "balão" vai subir ligeiro! E você, quantos sacos de areia tem no seu "balão"? Já pensou?

Beijo nas crianças,
MB

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Colisão das Ondas (Prosa Poética)

Sinto-me estranho ultimamente... diria que verdadeiramente vazio. As saudades que sinto são de entes queridos. Fugiram-me as vontades mais vorazes que tinha. Não sei se são por culpa dos psicotrópicos ou simplesmente pelo fato de o mundo ter realmente se tornado menos interessante. Tenho evitado criar vínculos, tenho medo. Pouca coisa me interessa, pouca gente me interessa... cada vez menos gente me interessa! E a música, que é o idioma que falo com mais fluência, parece desaparecer de mim. Olho pro meu violão e me sinto, às vezes, incapaz de tocá-lo... ou seria indigno? Não sei, o canto não sai mais alegremente da minha boca. Sai, por muitas vezes, por obrigação ou por necessidade de algo dentro de mim que se perdeu ou que simplesmente perdi a capacidade de enxergá-lo. Meu choro é seco, minha dor é intermitente e sempre volta em lugares diferentes, não me deixa uma pista sequer do seu motivo. Estou perdendo o interesse em mim. Estou pesado, carente e misantropo, um paradoxo. Estou pedindo socorro, mas não sei de que ou de quem. Nem sei se realmente estou precisando de ajuda. Só sei que estou perdendo os meus interesses e ambições. Tenho me agarrado nas pequenas vitórias que conquisto pra sobreviver, pra poder viver, pra querer viver. Estou esfriando por dentro, gelando em processo de criogenia, mas sinto dores no corpo, sinto meu corpo morrendo aos poucos. Sinto-me confuso. Sinto-me bagunçado, fragmentado... Lento... Nebuloso. Não quero a compaixão alheia, tampouco a compreensão. Quero apenas uma coisa: recuperar aquela vontade e orgulho de ser eu mesmo. Não é fácil ser eu, queria poder mostrar de forma prática aos que sentem inveja para ajudá-los. Quero aparecer e quero sumir, muitas vezes ao mesmo tempo. E nessa hora vem uma onda de um lado e uma onda de outro lado, e quando elas colidem, dói. Mas nesse momento de dor, por alguns instantes, consigo saber o que está acontecendo, mas é tão rápido que passa despercebido. Consigo até sentir saudades de quem amei, mas passa. Consigo me interessar pela vida, mas passa. Tudo vem e tudo passa. Confesso ter medo das colisões dessas ondas. A única coisa que controla a minha dor é o momento da escrita. Sei que é uma merda pra quem lê ou ouve esses cantares de lamentações, mas esse sou eu hoje. A colisão das ondas provocou um texto hoje. A cada colisão, uma coisa diferente é provocada. Eu tenho que me tratar, o mundo também tem que se tratar. 

Essas são as minhas loucuras... O abstrato mais concreto de mim. A colisão das ondas... Sei lá se um dia vou me afogar. Sei lá o que vai acontecer. Sei lá se vou viver ou sucumbir. Nada sei, nada sei. Isto é o que sinto agora, nesse dado momento. Fim? Sei lá...

Beijo nas crianças,
MB

sábado, 29 de setembro de 2012

Gélida (Poema)

Nos seus olhos vejo a apostasia do mundo
É tão difícil sentir calor ao seu lado
E eu detesto frio
Sua presença arranha minha garganta
Com tristes canções
E causa-me espirros de melancolia
A sua frieza é tão forte
Que faz-me sentir no Pólo Norte
Em pleno Calçadão de Bangu

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Solitude e Solidão (Crônica)

Ando conversando com muita gente sobre essa coisa de "estar sozinho". Há pessoas que dizem gostar de ficarem sozinhos, no seu mundo. Sou desses. Esse blog, por exemplo, é parte do meu mundo particular. Escrevo o que bem entendo sem me preocupar com a reação alheia. Confundi durante muito tempo da minha vida SOLITUDE com SOLIDÃO. Muita gente confunde, alguns acham que são rigorosamente a mesma coisa. Não são! Solitude é, basicamente, aquele estado de isolamento voluntário e a solidão não é um estado voluntário. Quem diz que optou pela solidão, não compreende o significado dela. Eu vivo as duas coisas, depende do dia, depende do meu "astral". Solidão é uma coisa ruim, muito ruim. Imagina alguém no meio de uma multidão, de pessoas conhecidas, se sentindo só? Isso é triste demais, é a solidão em seu estado mais doloroso. Vivo isso com alguma frequência. Já a solitude, é a opção de ficar só, de se isolar e, principalmente, não ficar triste por isso. Não há tristeza na solitude. 

Gosto, particularmente, de ir sozinho ao cinema. Não saio triste dessas sessões, não fico deprimido quando vejo os casais, quando vejo as pessoas acompanhadas. Isso é solitude. Não gosto de ir a lugares onde conheço boa parte das pessoas presentes e me sinto só, fico triste quando isso acontece. Isso é solidão.

Deixo a pergunta pra vocês, leitores: aqueles entre vocês que dizem gostar de ficar sozinhos, estão no estado de solidão ou solitude? Se a resposta for solidão, recomendo que levantem a poeira e saiam dessa. Se é solitude, bacana, curtam muito a própria presença, mas não é bom, ainda que o mundo esteja cada vez mais fútil e falso, o ser humano ficar só o tempo todo. Nós somos seres sociais. Temos que pensar na fábula dos porcos-espinhos, que num dia de frio uns ficaram separados porque caso se aquecessem, iriam se machucar com os espinhos. Estes todos morreram de frio. Os que resolveram se aquecer entre si, acabaram se machucando com os espinhos dos outros, mas sobreviveram. Sei que essa história é um clichê danado, coisa de livreto de autoajuda, mas é um raciocínio lógico. Alguns clichês são verdades irrefutáveis.

É assim, por hoje, texto curtinho. Vou seguir pensativo no assunto.

Beijo nas crianças,
Marcio Bragança

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Tristesse (Poema)

Os versos mais tristes que escrevo
São estes...
Solitárias palavras que nunca irão expressar metade da dor que sinto
Pra uns, é autopiedade... tenho piedade destes
Pra outros, é carência... tenho piedade destes
Pra mim, sou apenas eu, apenas eu
Ninguém precisa me entender
Tampouco me aceitar
Esse mundo de fingimentos me cansa
Essa obrigatoriedade de sorrir me irrita
Ninguém precisa gostar de mim
Nem precisa me respeitar
Não me importo mais, não mais
Dou o direito de se afastar de mim a qualquer um
Eu só quero o direito de ficar triste
E não ter que explicar o porquê disso
Muitos só veem a cara, a embalagem
Julgam livros pela capa
Não preciso destes por perto
Também não preciso de falsos carinhos
Melhor ficar com a companheira solidão
Com quem partilho minhas dores sem machucar pessoa alguma
Não fiquem perto de mim, recomendo
E àqueles que me amam, não se preocupem
Eu vou ficar bem, vou ficar bem...



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Bunda (Poema)

A bunda desbunda
Abunda a bunda
Glúteos de montão
Afundam o bundão
Cuba lança
A bunda que balança
Bunda pensante
Bunda falante
É a bunda que dá entrevista
E a bunda que vende revista
Todos gostam de bunda
Tem até Dia da Bunda
No país que reina a bunda
É engraçada a bunda
Que desbundou o poeta
Que as desbundadas afeta
Bunda me lembra BBB
De tanta bunda que se vê
As bundas que participam
E os bundões que a TV ligam

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O Amigão (Crônica)

Quem aqui, de ambos os sexos, já não foi "o amigão"? Na minha vida isso sempre foi algo muito frequente. Na verdade, É MUITO FREQUENTE! Sabe, eu tenho muitas amigas e com a grande maioria delas a relação foi (e é) de tão somente amizade. Sim, eu acredito na amizade pura entre homem e mulher, pois vivo isso tão intensamente que seria o cúmulo do ceticismo não acreditar. Já aconteceu algumas vezes de eu me interessar "além da amizade" em algumas amigas, mas sempre vem em seguida aquele texto: "Você é tudo que uma mulher gostaria de ter, é inteligente, atencioso, carinhoso, bonito (as que tem problemas de visão dizem isso...), interessante e muito... AMIGO! Não vamos estragar nossa amizade!"

Acho que vou ser muito sincero nesta crônica como jamais fui, e talvez com isso perder o pouco de respeitabilidade que tenho como artista das palavras. Muitos escritores fazem, muitas vezes, personagens de si próprios. Eu não, eu me exponho, o que é considerado pelos meus amigos um grande erro. Eu tento escrever que "o mundo é bão, Sebastião", mas o texto sempre fica piegas e comum. Fica ruim mesmo e pra publicar coisa ruim, melhor ficar quieto, né?

Tenho conversado muito com minha psicóloga a respeito das relações interpessoais de todos os tipos, mas ela detectou o problema na vida amorosa e cheguei a conclusão de uma coisa: meus vários relacionamentos não deram certo e muita gente culpa os "ex". Me perguntei o seguinte: qual o elemento comum em todos os meus relacionamentos passados? A resposta é simples: EU. Eu sou o elemento comum! Sendo assim, concluí que o problema está em mim e se quero ser bem sucedido no campo amoroso, tenho que descobrir qual é esse problema e solucioná-lo.

Voltando ao cerne da questão, vi que algo tem a ver com esse meu lado "amigão". Não sei o que transmito. Só sei que não é algo que atrai as mulheres no "sentido bíblico". Elas gostam de ficar perto de mim, mas não se atraem. Acho engraçado, pois enchem-me de elogios... Sinceramente, penso que dizem isso pra eu não ficar triste, pois sabem que sou bipolar, coisa e tal... Ser o "amigão" é legal até a página 17. Quando vira pra 18, minha gente, quando o cara se apaixona ou simplesmente tem um interesse a mais, o que é perfeitamente normal entre pessoas que comungam dos mesmos interesses "sexuais". Porém, tem gente que acha "a morte" quando o amigo ou amiga se interessa fora do sentido "fraterno". Não sabem lidar com isso e acabam com a amizade para preservá-la. OI? É isso mesmo? Vamos acabar com a amizade para preservá-la? Sim, eu já ouvi esse absurdo mais de uma vez.

Resolvi assumir de vez o posto de "amigão", falta aceitá-lo de todo o coração, assim, ninguém se machuca mais. O lado bom é que as amizades costumam durar pra sempre. Portanto, não é de todo mal ser "o amigão".

Beijo nas crianças,
MB

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Autoanálise (Crônica)

Por que só consigo escrever quando estou triste? É uma coisa comum quando produzo meus textos aquela dor fininha no peito, ou, melhor dizendo, esta dor que agora sinto. Sinto que tendo à pieguice quando escrevo sem esse espinho no coração. É na solidão e na solitude que faço meus trabalhos mais bonitos e quanto mais belo o texto, mais só estou. Estar escrevendo sobre isso não é um ato de autopiedade. Eu gosto da minha companhia, me acho divertido, vivo rindo de mim mesmo e me conhecendo melhor a cada dia. Como humano que sou, tem vezes que sinto falta de pessoas ao meu lado, principalmente das que eu amo. Porém, preciso muitas vezes estar só, preciso sentir essa dor, pois é ela que me conduz a um mergulho profundo na minha alma. Todas as vezes que busquei pessoas, que busquei companhia, no final era comigo mesmo que eu ficava. Então precisei aprender a ser só, como diz a canção. Esse aprendizado é difícil, pois vai contra a natureza humana. A Bíblia diz que não é bom que o homem fique só, mas fiquei só a maior parte da minha vida e não foi ruim. 

Concluí que buscar a própria felicidade em outra pessoa é uma leviandade consigo próprio. A minha felicidade ou seja lá o que isso for, tem que estar na minha mão. É aquele lance de começar a gostar de si próprio, começar a se cuidar por causa própria.

No mais, quero agradecer a todos que leem meu blog, que já ultrapassou 6.000 visualizações em menos de 1 ano e meio. Creio que escrevo coisas produtivas, senão não teria alcançado esse resultado. Vamos seguir em frente. Quem sabe um livro venha por aí?

Beijo nas crianças,
MB



Mulher Gostosa (Crônica)

Hoje, um colega me abordou e me apontou uma mulher e disse: "Pô, Marcio, ela é muito gostosa, né?". Eu respondi: "De fato, ela é, mas vacilou feio comigo, me desrespeitou, então, poderia ser a Miss Universo e ainda assim não teria o menor encanto pra mim". Ele ficou me olhando como se eu tivesse deixado de gostar de mulher. Nem quis dar explicação alguma pra ele, fala sério!

Vim dirigindo pra casa pensando no assunto e no conceito de "Mulher Gostosa". Sou, assim, tipo Martinho da Vila: "Já tive mulheres de todas as cores...", inclusive gostosas, inclusive capa de revista de mulheres nuas. Eu, sinceramente, gosto de ver uma mulher bem cuidada, com belas curvas, etc e tal. Porém, meu conceito sobre "Mulher Gostosa" é diferente do comum, pelo o que concluí na minha reflexão durante minha volta pra casa. Eu defini em uma frase o meu conceito: MULHER GOSTOSA É AQUELA QUE TORNA A MINHA VIDA MAIS GOSTOSA. 

Sim, de fato, pegar numa pele macia, num corpo bem delineado, é bom pra exercitar o sentido do tato. É bom pra exercitar as funções motoras. Aquele cheiro gostoso de mulher bem cuidada faz com que nós, homens, percamos a cabeça. Mas, taí uma coisa que me deixa contrariado: por que perdemos a cabeça com isso, somente? Permitam-me explicar a questão. Eu já namorei "gostosas" que tornaram minha vida um pandemônio ou simplesmente um tédio, pois muitas das "gostosas" esquecem de malhar o cérebro, de fazer uma lipoaspiração de futilidades e implantes de conhecimento e cultura. 

Aquela pele de pêssego um dia vai virar maracujá de gaveta, cedo ou tarde! O tempo não faz barganha com o dinheiro. Chega um momento que a grana não consegue mais pagar a propina pro tempo e aí cai tudo. E depois disso, o que a "gostosa" vai ter a oferecer? Chega uma hora que os implantes de "sei lá o que" acabam que deformando a mulher, transformando-a em uma coisa meio "extraterrestre". É tanto esticamento de pele que um dia pode simplesmente arrebentar. Rostos ocidentais com aqueles olhos puxados que só ficam bem nas orientais, porque é NATURAL. Aquelas bocas carnudas que só ficam bem na Angelina Jolie e na Cláudia Raia.

Eu fico assustado com a arrogância de certas mulheres, achando que pelo fato da natureza ter sido generosa com elas, se sentirem no direito de agir com total falta de educação e respeito com os homens. Eu já paguei muito o pato por aturar essas atitudes a troco de nada por causa de uns babacas que se desmontam todos por causa de uma mulher "gostosa". Elas acabam achando que todo homem é babão e fazem umas coisas que dá vontade de mandar para um lugar muito feio. Até uma certa idade eu era um babão porque achava que satisfazer os caprichos delas as trariam pra mim. Ledo engano! Só me faziam gastar a grana que sempre ganhei com muito esmero para financiar suas diversões e, em algumas vezes, elas me "presenteavam" com seus belos corpos numa noite de sexo (em sua absoluta maioria, de péssima qualidade). Presente de grego, né? E pagava motel caro pra uma noite de marasmo e frescuras.

Enfim, acho que agora, depois de quase trinta e cinco anos muito bem vividos, estou aprendendo a diferenciar as "gostosas" conforme a convenção geral e as "gostosas" de acordo com o meu padrão. Aprendi que é bom estar perto de mulheres gostosas e não necessariamente ter qualquer tipo de relação física com elas, pois a fase do desespero passou e agora pra passar na minha catraca, tem que ter um passaporte carimbado e esse carimbo necessita de alguns critérios para ser conseguido. Não sou o Brad Pitt, George Clooney, Vin Diesel e outros caras que as mulheres dizem ser "sonhos de consumo", mas eu sou um cara que torna a vida de uma mulher bem mais gostosa. Sei do meu valor e meu passe é caro, não é qualquer "clube" que pode me "contratar". 

Sei que assim como o tempo é cruel com as mulheres, é cruel com os homens. Por isso, mais do que nunca, cuido do meu corpo, mente e espírito, pois quero ter vitalidade, conteúdo e consistência para tornar a vida de uma mulher mais gostosa.

Beijo nas crianças,
MB

domingo, 5 de agosto de 2012

Patinho Feio (Crônica)

A fábula do Patinho Feio sempre fez parte da minha vida. Felizmente, quando criança, consegui entender o contexto dessa história, o que me ajudou a tomar decisões muito importantes. Não existe "festa estranha com gente esquisita". Quando você vai em festas onde se sente deslocado, a culpa não é da festa, não é das pessoas, não é sua. Simplesmente você não faz parte daquele grupo e isso seria resolvido se você conhecesse umas duas ou três pessoas e com isso iria se alastrando a rede de contatos e pronto: tudo deixa de ser estranho e esquisito. Por outro lado, tem a questão do astral... Você nem sempre está na mesma "vibe" da festa e não se culpe por isso. Procure entrar na "vibe" ou vá embora. A fábula do Patinho Feio dá esse entendimento, e ainda se pode esmiuçar muito mais sobre o assunto. 

O Patinho Feio não é feio. Ele é diferente e a fábula mostra a insensibilidade e intolerância de algumas pessoas com gente diferente. Porém, quando esse ser "diferente" está junto dos seus iguais, essas mesmas pessoas intolerantes e insensíveis conseguem até ver beleza no "ser diferente".

Isso acontece comigo sempre. Sou cantor e toco alguns instrumentos musicais. Noto que quando estou executando o ofício de músico, causo certo encantamento, todos me olham e mulheres usam sua imaginação e às vezes me contam o que pensam, quando desço do palco. Sei que isso não é por causa dos meus belos olhos castanhos. Tenho a consciência de que é o encantamento do meu ofício. Porém, quando passo na rua vestido da mesma forma que eu estava no palco, ninguém me olha, ninguém me aborda. Fico triste com isso não, sei que é assim mesmo. Quando escrevo, também sou especial, as pessoas reconhecem e isso me deixa feliz. Quando estou no meio de poetas, literatos, escritores, não sinto nenhuma estranheza. Me sinto em casa. Se me colocarem no meio de um grupo de funkeiros, vou me sentir deslocado, pois não é minha área de interesse. Que fique claro, não há "grupo" melhor que o outro. Quem diferencia "tribos" qualitativamente, ao meu ver, com todo o respeito, é burro!

Namorei uma moça, certo tempo, que adora comédias românticas, fã declarada de Hugh Grant. Eu não gosto muito desse gênero, mas não deixei de assistir Bridget Jones com ela. No entanto, ela era democrática e assistia Bruce Lee e Van Damme comigo... Hahahaha. 

Se o mundo soubesse, de fato, o que é HARMONIA, as diferenças seriam respeitadas e ninguém mais seria rotulado de estranho e esquisito. Ninguém agrediria física e verbalmente seres diferentes. Não haveria guerras. Seria um mundo ideal para John Lennon. Imagine all the people living your life in peace!

Beijo nas crianças,
Marcio Bragança

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Ainda Tentando Entender as Mulheres (Crônica)

Sigo numa interminável saga de entender um pouco sobre as mulheres. Fala-se muito que pessoa alguma nunca as entenderá, mas eu tenho um quê de utopia dentro de mim. Certa data, sentado à mesa de um bar com alguns amigos, todos homens, começamos a falar sobre mulheres, algo trivial. Não sei se era a lua, o chopp ou seja lá o que for, que fez com que contássemos nossas histórias uns aos outros e no final concluirmos que estes seres maravilhosos, que são as mulheres, estão longe do nosso entendimento. Ainda estamos engatinhando sobre a psiquê feminina. 

Um dos participantes contou sua história com uma mulher de meia idade, super bem resolvida, independente, bela e interessante, segundo as descrições dele. Ambos se conheceram de forma casual e encantaram-se um pelo outro assim "de cara". No entanto, houve um espaçamento de tempo consideravelmente grande para que eles tivessem o primeiro encontro. Quando aconteceu, ele foi visitar o apartamento dela e conversaram bastante e no final acabaram dormindo juntos. Durante a semana ele tentou contato com ela, sem sucesso. Exata uma semana depois, ela o atendeu e eles marcaram novo encontro. Chegado o dia do encontro, ele enviou um SMS pra ela pra dizer que estava a caminho, mas eis que surge uma resposta inesperada dela pedindo pra que ele voltasse pois não se sentia bem e precisava descansar pra acordar cedo. Durante a semana ele tentou contato de novo até conseguir: ela responde por SMS que não queria mais vê-lo porque ele é bom demais, envolvente, apaixonante e outros adjetivos fabulosos. Oi? Deixa eu ver se entendi: ela deu um pé na bunda do cara porque ele fez tudo certo? E a risada na mesa foi geral...

Outra história que rendeu risadas foi a da mulher casada que saiu com um dos participantes da resenha. Ela era evangélica (e humana, passível de erros, ok). Os dois se conheceram pelo chat do Terra.com há tempos e ele foi fazer um trabalho musical na cidade dela e ambos se encontraram. Ela foi ao show que ele estava tocando e depois foram pro motel jogar xadrez... Ok, vocês sabem o que eles foram fazer... Hahahaha. Pulando todos os detalhes sórdidos desta noite de volúpia e prazer, ela foi levar o cidadão pra onde ele estava hospedado e colocou um CD de música gospel e começou a tentar "converter" o cara. O músico ficou com uma ressaca moral danada e perguntou como ela conseguia falar da Bíblia normalmente depois de ter cometido adultério... Ela disse que Deus perdoa e que o marido não dá conta... Risadas, risadas...

A história mais preocupante na mesa foi a da mulher que queria casar com o cara depois de dormirem juntos uma única vez. Isso dá medo. O cara correu e a mulher também correu... atrás do cara... Segundo o relato, foram uns cinco meses de perseguição até que ela foi vencida pelo cansaço. Todos nós que estávamos na conversa falamos sobre coisas muito idênticas a isso.

Definitivamente cheguei a conclusão que num primeiro encontro NUNCA se deve falar de casamento. Isso fatalmente bota alguém pra correr. Cheguei a conclusão que NUNCA vou entender as mulheres, mas que SEMPRE vou tentar. São seres maravilhosos e personalizados. As mulheres não são todas iguais, graças a Deus!

Beijo nas crianças,
MB

domingo, 15 de julho de 2012

Sucessos e Insucessos Sentimentais (Crônica)

Fico aqui lembrando de passagens da minha vida sentimental e dando uma repassada nos insucessos, pra tirar lições desses momentos. Eu gosto muito da palavra SUCESSO, mas os insucessos sempre trazem uma carga maior de ensinamentos, justamente pra gozarmos melhor dos momentos bem sucedidos.

O cerne da questão, nesse texto, é a dificuldade que as mulheres, em sua maioria, tem em aceitar uma negativa de um homem. Pergunto aqui se alguma mulher nunca duvidou da orientação/condição sexual de um homem depois de ser "dispensada" pelo mesmo. Se eu fosse pensar que toda mulher que me deu um "não" fosse lésbica, teria um bocado de lésbicas no mundo, porque o que já levei de "não" na cara não está no gibi! Já aconteceram duas coisas comigo na minha adolescência que me fazem rir hoje: Certa vez, "fiquei" com uma menina que morava na minha rua e fui extremamente respeitoso com ela... Beijei comportadamente, não passei a mão... No dia seguinte, virei motivo de piada pra vizinhança inteira pois a garota disse que eu era "fraco". A outra situação, foi quando eu disse não a uma garota da escola e ela espalhou que eu era gay pra todo mundo.

Quero invocar aqui o meu direito a dizer "não" pra uma mulher que não me despertou algo sem ter consequências que possam me afastar de uma mulher por quem eu sinta algo. Eu vivi uma vida inteira levando negativas das moças e nem por isso morri ou fiquei com raivinha delas.

Abaixo à sociedade que ordena que nós, machos, temos que dizer sim a todas as fêmeas porque nossa natureza tem que ser assim. Se todas as mulheres fossem iguais, legal, eu diria sim a todas, mas cada uma é única. Não são todas as que me encantam. Não são todas que eu quero conhecer melhor. Não são todas que quero beijar a boca. Não são todas que quero provocar orgasmos múltiplos na cama. Não, não são todas que me interessam. Essas, que não sinto coisa alguma, devem aceitar respeitosamente o fato de eu simplesmente não querer.

Beijo nas crianças,
Marcio Bragança

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Legado (Crônica)

Estou, neste momento, pensando em deixar um belo legado aos meus filhos, pensando no futuro deles. Pensando, não planejando! Porque o futuro deles será fruto de suas escolhas. Terão o meu apoio e aconselhamento. Os amo demasiadamente. Não quero que eles carreguem meu sobrenome para serem apenas "mais uns" no mundo. Quando penso no nome e sobrenome deles, penso em pessoas bem sucedidas nas áreas que escolherem e em tudo o que fizerem.

O que faço hoje é, em tudo, pensando neles. Eles são a minha força, eles são a razão de eu estar vivo. Quero que eles se orgulhem do pai depois que eu fizer minha passagem deste mundo para o outro. Quero que eles sejam continuadores de tudo que vou deixar. Porém, quero que eles tenham seus próprios ideais e suas próprias causas e se lutarem por eles, já estarão continuando o que faço. Quero que meus descendentes, aqueles que carregarem o sobrenome BRAGANÇA, sejam pessoas importantes no que fazem, sejam pessoas de bela reputação, sejam pessoas humanitárias! Meu maior desejo é que a minha luz seja apenas para acender a luz própria deles. Não, meus descendentes não serão meras sombras de mim! Serão velas que serão acendidas pelos seus ascendentes e brilharão por si só!

Muita gente, mas muita mesmo, riu da minha cara e algumas pessoas ainda riem. Podem rir de mim o quanto quiserem, mas não rirão dos meus descendentes! Disto lhes dou a certeza!

Tenho um lindo legado dos meus pais, Levy Bragança e Rosangela Bragança, de honestidade, integridade, força de vontade e fé. Eles são pessoas importantes pra mim. Eu me orgulho deles. São pessoas de bem, capazes de tirar a roupa do próprio corpo pra cobrir alguém que esteja precisando. São vencedores, pois nos tiraram de uma condição pobre de vida até termos nossa própria casa e vivermos com decência. O maior e melhor investimento deles em mim foi na educação. Não puderam pagar escolas pra mim. SOU FRUTO DO ENSINO PÚBLICO! E o menino que estudou na Escola Municipal Professor Sousa da Silveira e Colégio Estadual Visconde de Cairu hoje é um homem bem alfabetizado, leitor, escritor, artista! Meus pais me proporcionaram isso com os seus exemplos de vida. Nunca passaram a mão na minha cabeça. Os meus erros foram todos meus e eles nunca foram coniventes. Tenho deles esse ensinamento para fazer com os meus filhos. A vida não perdoa quem faz desdém dela. Aprendi isso nos exemplos que meus pais me deram.

Meus filhos, netos, bisnetos em diante vão ter o respeito que eu não tive, mas que um dia terei, nem que seja post-mortem! Minha linhagem será bem sucedida! Quando ouvirem o sobrenome BRAGANÇA, vão pensar em algo mais do que Família Real, vão pensar em SUCESSO!

Beijos nos meus descendentes,
Marcio Bragança, em 06 de Julho de 2012, aos 34 anos de idade

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Manhãs de Sábado (Poema)


As manhãs de sábado
Sempre me foram especiais por diversos motivos
Aquelas horinhas a mais pra dormir depois da sexta agitada
O futebol com os amigos, pra manter a forma
O nascer do sol em Copacabana
As conversas de bar em bar
Mas teve uma manhã de sábado
Que foi um pouco mais especial que as outras
Foi quando te vi
Foi quando te li
E daí em diante, comecei a pensar em ti
E este singelo poema escrevi

domingo, 1 de julho de 2012

Julho e o Inverno (Crônica)

Julho é um mês bacana, que dá início ao segundo semestre do ano, é um mês de reflexões e projeções. É nesse ponto que você começa a enxergar como o ano está fluindo e pode projetar como será o restante dele. A criançada começa a entrar nas férias escolares, o trânsito fica uma beleza, o inverno chega de mansinho e aqueles flertes que começaram a rolar em junho tomam forma ou simplesmente deformam. Sem problemas, o inverno é a estação do ano propícia para começar novas histórias ou então fazer com histórias em andamento o que o chuveiro faz quando colocamos a chave na posição "inverno": desce aquela água quente gostosa e dá uma vontade danada de ficar mais de meia hora na ducha. Idem com quem namora debaixo das cobertas: é aquele calor delicioso que faz gente sair atrasada pro trabalho, esquecer o jogo do time do coração ou até dar aquela trancadinha na porta pra um momento rápido de prazer, porque as crianças estão lá fora... 

Ah, o inverno... O frio que esquenta... Se bem que aqui no Rio, não esfria tanto, mas esquenta... Como esquenta... Estação do ano onde as pessoas saem de noite com suas melhores roupas, Estação da elegância e do mistério... As mulheres, com todas aquelas peças de roupa cobrindo corpos que deixam homens vidrados e decididos a desvendar aqueles corpos... O inverno é uma estação sexy, no seu sentido mais pleno. Acho o verão libidinoso, mas o inverno é muito mais. Gosto desse mistério, gosto dos vestidos longos que revelam o suficiente pra me fazer pensar no que tem ali dentro. Muitos vão dizer: "Ah, é tudo igual!" (essa frase me lembra o comercial antigo de um banco). Se fosse tudo igual como muita gente diz (e diz mesmo), eu teria igual atração por todas as mulheres. Não, não é tudo igual, graças a Deus! Seria uma bagunça generalizada se todo mundo quisesse todo mundo... Só daria certo uma coisa dessa se os conceitos morais não existissem. Mas eles existem. Ainda... Antigamente, mulher não podia trabalhar e votar. Isso caiu por terra e é maravilhoso. Porém, a televisão tem mostrado comportamentos que na vida real estão sendo imitados ou que já existiam por debaixo dos panos. Daqui a pouco, alguns comportamentos "não conservadores" serão tidos como normais. E isso só daria certo se a sociedade, por inteiro, não fosse conservadora. Sabemos que a sociedade é conservadora. Eu me considero libertário, mas não me considero libertino. Tive uma criação conservadora e com isso, uma certa bagagem conservadora. Porém, eu fui construindo minha personalidade e linha de pensamento com a leitura, com a vivência e, principalmente, observando o erro dos outros. Entendam bem: OBSERVANDO e não APONTANDO, pois quem sou eu pra julgar alguém? Ainda assim, cometi em algumas passagens da minha vida o erro de apontar o dedo pros outros, mas reparei que quando eu aponto o dedo pra alguém, 3 dedos meus apontam pra mim... Então tem alguma coisa errada, não é? Assim como tem o belo raciocínio de que temos uma boca, dois ouvidos e dois olhos, que significa que devemos observar e ouvir mais do que falar.

Espero que esse mês mostre bons resultados a vocês e projetem continuidade dessas benesses. Espero que o inverno de vocês seja quente e delicioso!

E aqui em Gotham City, a vida profissional continua indo muito bem, obrigado!

Beijo nas crianças,
MB

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Sou o Que Digo Ser (Poema)

Quando digo que sou uma coisa
Significa que sou outra coisa
Então, quem diz ser outra coisa
Significa que é uma coisa?
Podem especular como quiserem
O que sou interessa somente a mim
E quem pode dizer o que sou
Sou eu mesmo
Sou o que digo ser
E se isso incomoda vocês
Se mudem, ou apenas mudem
Ou, simplesmente, se emudeçam!
Se tem algum armário, geladeira
Ou qualquer móvel ou eletrodoméstico
Do quais eu tenha que sair
A única pessoa que pode me tirar dali sou eu
Porém, especuladores, lamento informá-los:
Sou o que digo ser!
Se eu fosse outra coisa
Teria nenhum problema em assumir
Mas, sou uma coisa, com plena convicção
E tenho profundo respeito por quem é outra coisa
Por quem é QUALQUER COISA, melhor dizendo
Então, especuladores, vão cuidar de suas vidas
Deixem que eu cuido da minha
E sejam o que são
E se querem ser respeitados pelo o que são
Aprendam ou relembrem
Que o respeito só existe quando é mútuo!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Terapia, do Amor? (Crônica)

Manhã de segunda feira, dia de terapia. Sim, eu faço terapia, sabia? Sabe por que? Porque reconheço que não me entendo, que não me conheço e que preciso falar, ouvir, falar... Alguns perguntam: "por que não vai se confessar?". Respondo que Papai do Céu já ouve tanto que por vezes me perdoa por cansaço de tanto me ouvir. A questão é que na terapia eu busco uma coisa, pra mim, muito difícil: ME PERDOAR. É, é complicado pra caramba me perdoar, pois errei muito de tanto tentar acertar. Vamos combinar: o que é certo e errado hoje? Reflita... Eu fico extremamente confuso, pois pra uns eu sou um homem de bem e pra outros sou um monstro. Aí, não tem jeito, tenho que partir pra terapia pra saber se eu sou bom ou mau. 

"Põe tudo pra fora...", diz o terapeuta... Eu vou lá e praticamente vomito toda a minha vida e depois fica aquele vazio e um gosto ruim na alma. É preciso encher o copo de novo, depois de vazio. Aí vai o humano, burro, e enche o copo com o mesmo conteúdo de antes e volta na terapia e conta a mesma história de novo. É como aquele ser que vai se confessar e conta sempre o mesmo pecado. Até o padre perde a paciência, leitores. 

Eu passei, há muito tempo, em frente a um templo daquela igreja do Edir Macedo e li uma faixa com os dizeres "Sábado, não perca, pare de sofrer e venha para a Terapia do Amor". Não sabia que os pastores viraram psicólogos também e eu não sabia que o amor tinha terapia. Na época, eu não tinha um grande amor em minha vida e não precisava esquecer ou me apaixonar por mulher alguma. Minha gente, mês de junho, dia 12 chegando, alguns solteiros vão entrando em parafuso, principalmente os que tomaram um chute giratório no bumbum recentemente, e provavelmente precisarão dos serviços do Macedo, que por uma singela quantia desfaz trabalhos e dá um descarrego na sua alma. Eu acho que vou dar uma passada lá se meu terapeuta disser que é uma boa, pois no momento realmente estou precisando da Terapia do Amor (ou do Desamor). 

Falando nesse assunto sentimental, sei que não sou o único que tem se debulhado em lágrimas ao ouvir canções de amor, principalmente as "específicas" que marcaram história em nossas vidas. É incrivelmente impressionante como todo apaixonado não correspondido é praticamente um masoquista. Fica naquele chororô de que "ela (ele) não me quer", "ninguém me quer" e fica chorando com filmes românticos, canções românticas. Enche os ouvidos dos amigos, de Deus (quem acredita), dos pais, etc, e todo mundo diz: "vá viver uma nova história, dê uma chance a si mesmo(a)". De fato, o que acontece é que quando você põe o pé pra fora de casa, um mundo de possibilidades pode acontecer. Até mesmo com o pé dentro de casa, coisas podem acontecer... Olha as Redes Sociais provando isso...

Enquanto isso, em Gotham City, a vida profissional vai bem, obrigado.

Beijo nas crianças e beijem muito, vocês que tem alguém pra chamar de "seu" ou "sua".
MB

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Carência Afetiva (Crônica)

Olá a todos,

Quero falar de algo muito sério, assunto delicado de se abordar: a carência afetiva.
Antes de tudo, quero que você que está começando a ler esta crônica, dispa-se de todos os pré-conceitos e de qualquer pensamento de que isto é um texto autopiedoso. Prefiro que você pense que é um texto corajoso, audacioso e sincero. Sim, confesso que sou um dos milhões de pessoas nesse mundo cão que SOFREM de carência afetiva.

Eu tenho um livro pronto de histórias interessantes sobre coisas que fiz por causa do título do texto. Fiz muita coisa errada, leitores. A carência pode facilmente ser confundida com diversas coisas, como volubilidade, desvio de caráter e coisas do gênero. Porém, ela não pode ser somente confundida, ela pode ser transformada nessas coisas ruins que citei. Carência e Internet é uma dupla letal. Às vezes literalmente letal. Hoje em dia é fácil conhecermos pessoas através das redes sociais, até porque é uma de suas funções, concordam? Por isso se chama rede SOCIAL. Há um mundo de ilusões perigoso para os carentes, pois é fácil enganar e ser enganado. Eu já enganei e fui enganado. Fui vilão e vítima. Creio que quem se aventurou em casos virtuais tenha em sua memória momentos de derrota e vitória.

A carência é algo que considero repugnante. Muitos podem dizer que é algo normal, que é humano, mas não anula a sua repugnância. O carente é facilmente ludibriado, mas penso que na maioria das vezes a pessoa SE DEIXA LUDIBRIAR, consciente ou inconscientemente. O homem, que, pela sociedade machista, é o caçador, o garanhão, é o que mais permite que isso aconteça. Falo com a "autoridade" de quem já permitiu (e muito) coisas desse tipo acontecerem. Arruinei relacionamentos por causa dessa maldita carência, por causa desse maldito instinto caçador, por causa do maldito EGO. Sou multiartista, atuo em diversas "frentes" artísticas, tendo como principal a música. Sou cantor e instrumentista e isso já atrai algumas mulheres carentes que tem apenas um fetiche pelo homem do palco, e o cara não precisa ser bonito... Pouparei exemplos até porque pode soar que sinto inveja (pelamordeDeus, né?). Pensem num cara que, apesar de ter uma adolescência toda trabalhada no esporte (futebol e artes marciais), e por isso tinha um belo porte físico, nunca teve lá muito sucesso com as meninas. Explico: eu era diferente dos outros rapazes. Eu lia, eu me interessava por arte, principalmente a música e era um (acreditem!) NERD. Eu não sabia me aproximar das meninas, tinha vergonha, porque minhas conversas eram "chatas" pra elas. De repente, fui largando o esporte e me dedicando à música e o "patinho feio" virou um "cisne". As moças começaram a se interessar por mim exponencialmente e pensem num cara que era um fracasso com as moças, DO NADA, virar um sucesso. Eu tinha lá pros meus 16 anos, idade que eu comecei a cantar na noite, escondido dos meus colegas de Igreja, pois era pecado cantar na Igreja e no "mundo" ao mesmo tempo. Imaginem... Inexperiência... Hormônios... Empolgação... O instinto caçador tomando forma e o panaca virando esperto, o Dom Quixote virando Don Juan... Obviamente subiu à minha cabeça e por isso "bati cabeça" por algum tempo entre os longos namoros que tive nessa juventude. Depois tive dois anos que posso dizer que são IMPUBLICÁVEIS (ainda mais que tenho filhos e eles podem ler isso). Culminou com a febre das salas de bate-papo na internet (nem existia MSN Messenger... Era MIRC e ICQ) e numa dessas salas conheci uma moça de Brasília e acabei indo lá conhecê-la, com o intuito de morar lá, até emprego tinha conseguido. Porém não deu certo o relacionamento, mas ela se tornou a mãe do meu primogênito, meu filho amado, caminhando pra fazer 11 anos. Voltei pro Rio, "bati cabeça" por poucos meses e namorei de novo. Três anos, comportado, porém tendo que suportar tentações mil pra manter o comportamento. Com o fim desse relacionamento, minha vida mudou (ainda não sei se pra melhor ou pior) e nada mais foi o mesmo. Curti um longo luto do fim desse relacionamento, suportei tentações que ninguém acreditaria e tempos depois conheci a mãe da minha filha, um outro relacionamento que trouxe uma outra bênção pra minha vida, mas não deu certo, paciência. Nada mais era igual e eu percebi que me tornei um cara ainda mais carente, porém mais medroso. Tentei engatar relacionamentos mas nenhum passava de 3 meses, logo eu, afeito aos relacionamentos longos. Acabei voltando aos relacionamentos à (longa) distância e os estraguei com minha insegurança, volubilidade (que não existiam) e bipolaridade (que descobri só esse ano). 

A carência destruiu minha vida afetiva. Carência não é algo normal, não é algo bom, desculpe quem discorda de mim. Minha experiência com a carência é uma merda. Me tornou um ser que eu não sou e talvez seja algo sem volta. Cometi erros num espaço de 1 ano jamais cometidos em minha vida. Dei atenção à moças "vampiras de ego", "piriguetes", "volúveis" e deixei pra trás mulheres fantásticas porque fiquei com MEDO. Medo de que? De ser feliz? Ou de ter um belo castelo de sonhos destruído? (homens também sonham). Recorrendo à História, várias Nações, em guerra, tiveram mais do que castelos destruídos e se reergueram e hoje são grandes Nações que usam essa história de superação para se manterem fortes. Eu quero ser uma grande Nação um dia. Não quero que uma bomba atômica de carência devaste os restos da minha vida sentimental. Reconstruir tudo sozinho é humanamente impossível e usar alguém pra reconstruir é injusto.

Moral da história: Não estou procurando "Susan" desesperadamente e tampouco estou "deprê" porque o Dia dos Namorados está à porta. Foi apenas um desabafo. Pode fazer bem pra alguém, inclusive pra mim. O que vier, virá. Ainda bate um coração, ainda que destroçado, no meu peito. E há esperança enquanto há vida.

Beijo nas crianças,
MB

sábado, 26 de maio de 2012

Twitter (Crônica)

"Começo a entender que o Twitter não é feito, em essência, para interação. As pessoas usam como um tablóide de si próprios". (Laércio Benitez)

Eu uso o Twitter há mais de 3 anos e nunca o entendi até essa frase do Laércio. Sou acostumado com o uso de redes sociais para interagir com as pessoas, desde o "finado" Orkut. Veio o Twitter e eu, tecnológico que sou, experimentei. Passei esse tempo todo sem entender como usá-lo para disseminar idéias, fazer contatos... Também, como usar 140 caracteres pra disseminar idéias? Logo eu, acostumado a escrever textos longos, com liberdade... Não curto muito essa coisa resumida e concisa do Twitter. Sinto que estou picotando meus pensamentos e fico com a impressão de que faltou escrever algo. 

Experimentei a interação. Experimentei conhecer pessoas. Olha, foi ruim o resultado. Tirando aqueles que eu já conhecia, poucos se acrescentaram aos meus contatos por lá. É tudo muito estranho. É tudo muito rápido. É tudo muito superficial. Nessas experiências de interação, notei que há "clubinhos", "fraternidades", bem nos moldes de faculdades e high schools estadunidenses. Há aquela coisa de você se enquadrar pra ser aceito, bajular os mais populares e se bater de frente com os "líderes", todos ficam contra você, que toma um calhamaço de unfollows, que é como se você fosse excluído daquele grupo. Vejo um lance também meio "briga de gangs" onde os grupos que são adversários tentam se atingir com palavras vazias, fofocas e coisas bem dignas dos filmes adolescentes estadunidenses. 

As pessoas usam o Twitter pra publicar notícias sobre suas vidas, e normalmente dão uma "aumentada" pra transformar o cotidiano delas em algo interessante. Um simples ato de ir ao banheiro em algo épico. Bem como os tablóides fazem, mas essas pessoas fazem com elas mesmas. Exceção, claro, pros profissionais que usam o microblog pra divulgar seus trabalhos e idéias.

Recentemente aconteceu comigo um lance típico de tudo o que estou falando. Entrei no meio de um assunto com fins de interação e acabei saindo mal da história porque critiquei a atitude de uma moça que fez questão de dizer que tem namorado pra um monte de rapazes e me incluiu nessa lista. Achei medíocre a atitude da moça e critiquei isso com o rapaz que estava no assunto que entrei de gaiato e tínhamos um contato legal, porém como em filmes adolescentes americanos, ele se viu numa sinuca de bico. Se ele continuasse meu camarada, iria perder espaço naquele "clubinho". Optou em me responder mal pra ficar bem com os outros e eu, que prometi não mais ficar de lero-lero no Twitter, decidi bloqueá-lo e dizer que era uma pena um cara gente boa ficar puxando saco de pessoas que estão em busca de uma popularidade de mentira. Ele ficou chateado com o fato de ser bloqueado e fez coisas dignas de um adolescente de high school: passou a me denegrir. O mesmo cara que assistia minhas transmissões musicais online, que já foi me assistir tocar algumas vezes, que já me pediu dicas de violão e comprou o meu CD, começou a dizer que eu era um músico ruim, que comprou meu disco pra me fazer um favor, que eu era estrelinha e um biscoito de povilho achando que era um Bono. Vivendo e aprendendo a jogar, amigos... Fecho a crônica com mais uma frase do Laércio:

"Seja sincero e descubra quem são seus inimigos". (Laércio Benitez)

Beijo nas Crianças,
MB

Encontros às Escuras (Crônica)

Lembro de uma história recente contada por um amigo quando ele saiu da cidade dele pra um "encontro às escuras" com uma moça que ele não conhecia e mantinha contato pelo temeroso Twitter. Já fiz algumas vezes esse tipo de "encontro", mas esse meu amigo superou os limites da falta de autoestima. Sinceramente, eu me achava um mané, um perdedor, antes de ouvir tal conto. O que me lembro são coisas pontuais. O cara cometeu erros crassos como voltar a telefonar pra moça quando ela disse no primeiro telefonema que ela não era "muito de falar" e que "não gostava de telefone". Caros, isso é uma forma de comunicação subliminar que diz claramente: CARA, NÃO ME LIGUE MAIS!

Porém, fica aqui a pergunta: por que essas moças dão seus números de telefone a esses rapazes carentes e de baixa autoestima? É pelo prazer de ter um homem aos seus pés? Que prazer mais mórbido... Há tantas formas lícitas e respeitosas com as outras pessoas de alimentar seu ego. Exemplo: sair de casa bem arrumada, cheirosa e com um espírito alegre. Vai colher elogios mil e o ego vai ser inflado sem machucar ninguém. Porém, há moças que gostam de inflar seu ego com o infortúnio de um rapaz em momento de fraca autoestima (ou ausência de) e carência afetiva. Homens nesse estado acabam fazendo muita besteira e caindo em arapucas básicas.

Voltando ao meu amigo, ele me contou que em um certo telefonema, essa moça pediu de forma nada educada que ele desligasse o telefone porque ela não tinha mais nada a dizer. Ele se confessou desconcertado e aquilo o incomodou muito. Certo dia, ambos acabaram combinando por SMS um encontro às escuras e o rapaz pegou seu carro e rodou por uma longa estrada para tal momento. Chegando lá na cidade da moça, ele teve que aguardar um afazer do cotidiano dela para que ambos fossem jantar e conversar. Diz ele que foi uma conversa estilo "monólogo" (só ele falava), e esse rapaz é um dos mais cultos que conheço, assunto é algo que não falta a ele. Ele disse duas coisas interessantes: a moça, de aproximadamente 30 anos, disse que nunca namorou na vida e que não estava acostumada com encontros, por isso não sabia como agir. Ele tentou conduzir, sem sucesso, pois disse que nunca conheceu pessoa mais fria que esta moça. Ele foi até a cidade dela, de carro, e ela morava sozinha. Se bem o conheço, foi cavalheiro e cortês. Ao deixar a moça em sua residência, ela o chamou pra subir e disse que estava com muito sono. Perguntou se ele queria algo e ele apenas disse que queria água. A moça lhe deu uma garrafa pequena de água mineral e disse que ele tinha que descer. O cara não tinha onde dormir. Só lhe restou uma alternativa: dormir no carro. E foi o que ele fez. Disse-me que o frio no local era aproximadamente de 11 graus. Enfim... Darei meu parecer sobre tal incidente.

Vejo uma grande diferença das mulheres/moças nascidas na década de 80 em diante para as mulheres nascidas na década de 70 pra trás. Há uma queda de nível. Eu cheguei a conhecer jovens nascidas no final da década de 80 e início da década de 90 e vou dizer uma opinião pessoal: pra mim virou quase que um critério de eliminação. Fico com os dois pés atrás. Para tudo há exceções. Há moças hoje com 16 anos com uma visão mais firme e responsável do que muita mulher de 30. Idade é apenas número. A cabeça que importa. Há mulheres de 45 anos totalmente desvairadas que ainda se lamentam de estarem sós. Mas a idade, apesar de número, tem que ser considerada pela forma que a pessoa viveu. Pra isso é necessário conhecer bem, conversar bastante pra ver qual é a linha de pensamento dessa moça. Já tive surpresas muito agradáveis com as "novinhas" e desagradáveis com as "balzaquianas e quarentonas em diante", e vice-versa. Não tem regra, mas eu tenho preferência por mulheres da minha geração. Ainda mais ouvindo essas histórias absurdas dos meus amigos que se aventuram.

Sei que a sabedoria consta em aprendermos com os erros alheios. E eu aprendi com esse erro do amigo. Por isso ainda bato e sempre baterei na tecla de que as pessoas devem conversar, se encontrar e trocar ideias. Ganha-se muita experiência observando as experiências alheias.

Meu negócio é encontro às claras... A Internet pode ser até uma ferramenta, mas prefiro que seja sempre por aqui perto de mim. Se for longe, sei e aprendi como me defender de "roubadas" como a que este meu amigo se meteu. Nosso papo foi educativo. Conversem sempre com seus amigos e sempre troquem ideias. É crescimento mútuo!

Beijo nas crianças,
MB

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Marcas (Prosa Poética)

Essas marcas estão no meu corpo inteiro, de unhas famintas, porém meu corpo é sábio e escondeu dos pobres mortais... Mas eu vejo cada uma delas como se tivessem sido feitas há minutos. Vermelhas como a paixão louca que nos consome quando nos tocamos. Que o tempo passe voando na espera, lento no durante e que o retorno seja breve. Eu lembro do timbre do seu gemido. É musical e intenso como os momentos mais fortes das mais belas canções eruditas.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Piriguetes (Crônica)

Alô, alô!

Sui Generis foi uma crônica inspirada num poema de Mano Melo. Esta crônica está sendo inspirada na minha crônica anterior. Posso até dizer que é uma continuação, talvez. Vamos lá...

PIRIGUETES... Há tantos significados desta palavra... Uma ruptura de opiniões entre as mulheres. Umas se orgulham em ser. As que não são, odeiam quem são, principalmente se uma delas dá em cima, interage virtualmente ou apenas chega perto de seus namorados ou coisa do tipo.

Vou falar do que as Piriguetes significam pra mim, com escracho, sem pudores e SINCERAMENTE. É uma espécie feminina que mancha a imagem da mulher. É o oposto da Amélia de Mário Lago e Ataulfo Alves. Estas são os extremos da mulher. Não curto "Amélias" na mesma proporção que não curto "Piriguetes". Com mulher, vou de 9 a 79. Não trabalho com os extremos. É gostoso ter uma mulher que sabe fazer aquela comida deliciosa pro marido quando ele chega do trabalho e é gostoso também ter aquela mulher que deixa o marido louco de tesão quando ele chega do trabalho. Porém, é gostoso demais ter uma mulher que saiba se dar o respeito. Não entendam isso com a mulher ser comportadinha, colocar roupas de muçulmana cobrindo o corpo todo (no Brasil, essa não é a cultura predominante). A mulher pode muito bem sair, beber, dançar, paquerar (se não for solteira, por sua conta e risco). A mulher pode fazer tudo isso, mas a vulgaridade das Piriguetes pode atrair até a mim, mas podem crer que se eu estiver com vontade e paciência pra aturar a falta de conteúdo cerebral delas (sim, não há Piriguete culta), posso até levar pra cama e, pra mim, tudo ficar por aquela noite. Mas como vivemos num país Sui Generis (alô, Mano Melo!), algumas delas se apaixonam. Véi, na boa, imagina uma Piriguete no teu pé... Recorro a Francisco Milani: "Pedra 90, só enfrenta quem aguenta".

São até divertidas numa night, pois normalmente são animadíssimas, dançam tudo que se toca e pra homens com cérebro de amendoim, são perfeitas companhias. Porém, te mete a casar com uma... A cabeça não vai ter espaço, meu jovem, pra tanto chifre.

Normalmente, as Piriguetes tem dois tipos: as que esculpem o corpo nas academias e as que esquecem academias e dietas e apelam pras roupas curtinhas e comportamento erotizado pra atrair caras que só vão querer comê-las. O segundo tipo de piriguete normalmente é o que se apaixona, cobra fidelidade e quer até namorar. Porém, como tem a autoestima abaixo da sola do pé, dá mole pro primeiro "cueca" que balança o pinto. Faz tudo isso na tua frente, mané, mas ai de você se disser que ela dá mole pra outros... A menina chora, fica ofendida e te chama de injusto e fala que o mundo tem que ser conforme suas regras. Você, MANÉ, se comove e pede até desculpas. Se faz isso pela primeira vez, otário, babou! Ela vai passar até a sentir ciumes de você, e dependendo da personalidade, pode até criar barraco. As Piriguetes do primeiro tipo, são profissionais e também saem com manés, só que estes tem que ser marombados e com grana pra bancar os caprichos delas. São prostitutas que cobram em outra moeda. Algumas poucas se apaixonam. Mas Piriguete NUNCA se redime, meu amigo. Estas são pra comer e correr. Seja um Houdini, um David Copperfield ao "pegar" uma Piriguete.

Enquanto isso, as mulheres de verdade estão aí, sozinhas ou apelando pra imbecis que não as fazem felizes. Apenas ocupam espaço, pois algumas tem a ilusão de que não podem ser felizes sozinhas e escolher com mais critério. Sorte das mulheres de verdade que encontram um bom homem. Mantenha-os! Não façam a besteira de botar o cara pra fora da sua vida pra trocá-lo por um cafajeste e/ou troglodita.

Pra finalizar, a pergunta que não quer calar:
POR QUE PIRIGUETE NÃO SENTE FRIO?

Beijo nas Crianças (não deixem elas lerem isso, por enquanto... rs),
MB

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Um Conto Emoticon (Conto)

d:-) ----- S:-(

d:-) --|@ (-:S

d:-) M (-:S

d:-| M (((-:S

 d:-( M ((((((-:S

d:-)))) M 0-:S

d:-0 M ----S:-(

d:-$ M

d:-\ (?)

d:-(

Sui Generis (Crônica)

Mano Melo acertou no poema: Vivemos num país Sui Generis. Quero me ater apenas a poucos argumentos meus que corroboram com Mano. Sabem todos vocês que a minha profissão-mor (a música, pra quem não sabe...rs) me dá acesso a pessoas de todas as classes e como bom ouvinte que sou, coleciono histórias que em tempo oportuno estarão num livro ou em vários, pois são muitas mesmo.

Num papo altamente nada a ver com o assunto, houve aquela brusca mudança pro tema PIRIGUETES. Essa expressão, recém-incorporada ao nosso (cada vez mais) vasto vocabulário quer dizer tanta coisa que na verdade eu nem sei dizer o que é. Mas uma coisa eu notei: as piriguetes adoram chamar as outras piriguetes de... PIRIGUETES! Impressionante, parece que uma vê a outra como um espelho e ficam alimentando o seu "piriguetismo" chamando a outra por esse nome que me lembra PERIGO. Eu acho que esse tipo de moça equivale ao que antigamente se chamavam de "chave de cadeia". Ou seja, tô fora, tô dentro, tô fora... E só.

Neste país Sui Generis, meu querido Mano Melo, além das prostitutas, as piriguetes também se apaixonam. E o pior, elas se apaixonam, cobram fidelidade, atenção. São ciumentas, cara! Aqui tem piriguete carente, meu irmão! Essas são as piores, porque se apaixonam rápido e depois envolvem o cara em jogos sexuais (presenciais ou não) e depois que o babaca fica enfeitiçado, elas se acham as donas do pedaço e vão atrás de novas presas. São quase serial-killers, minha gente! Elas tem um quê de vampirismo... Vão sugando a energia do OTÁRIO (sim, cair nas garras de uma piriguete é muita otarice) e quando o mané repara, tá todo dominado. Quando ele diz pra moça que acha que ela faz esse jogo com outros homens, nossa, a mina pira! Fica ofendida, tadinha... "Logo eu? É isso que você pensa de mim? Acha que eu fico dando mole pra qualquer um?". Um cara que cai nas garras de uma piriguete é pior do que qualquer um. Ele é a Série B do "qualquer um" (Ão, ão, ão, segunda divisão!). É um lixo que não tem autoestima. Mas ser lixo não é demérito, afinal o cara pode ser lixo reciclável e virar algo útil nas mãos certas.

Eu gostaria apenas que meus congêneres se valorizassem um pouco mais, sabe. E também valorizassem aquelas mulheres que fazem por merecer. As piriguetes são uma pequena porção desse mundo feminino maravilhoso, só que nós somos bobos e nos impressionamos facilmente com saias curtas e vestidos de onça. Nos deliciamos com decotes generosos e seios com certa fartura. Que bom, somos homens e é natural a gente gostar de uma fêmea ultra gostosa, dadivosa e muitas "osas". Porém, pára pra pensar, camarada: você acha que realmente vai viver uma vida inteira pegando piriguetes? Vou dizer uma coisa que convido qualquer um a pesquisar: prostituta custa menos do que piriguete. A prostituta, você vai lá, paga o programa e o motel, PÁ e TCHAU. A piriguete não... Você leva pra jantar, você gasta com uns bibelôs e depois, se você não for muito Zé Ruela, vai conseguir arrastar a espécime pra um motel, vai pagar tudo e vai levar em casa... No seu carro, ela vai pedir pra colocar funk ou sertanejo universitário no seu rádio, porque a MPB que você ama é música chata pra uma piriguete. Elas gostam de se sentir numa boate, numa micareta, mesmo dentro de um mísero carro. Normalmente têm um português péssimo falado e "Deus me livre" escrito. Camarada, jura que é isso que você vai passar a vida toda querendo?

Enquanto isso as MULHERES, com razão, vão reclamando que falta homem. E falta mesmo, estatisticamente. Mas a reclamação delas não tem muito a ver com a falta quantitativa, mas tem a ver com a falta qualitativa. Porém, tem umas vacilonas que preferem ficar com a versão masculina das piriguetes... Resultado: um monte de gente bacana solitária, carente, presas fáceis para espécimes humanas que deveriam ter sido descartadas na fábrica, o que eu chamo de "ESPERMATOZÓIDES TRAPACEIROS", aqueles que não deveriam ter alcançado o óvulo.

Pois é, Mano Melo, estamos num país Sui Generis onde prostitutas e piriguetes se apaixonam. E ainda querem nos cobrar coerência, pô?

Beijo nas crianças,
MB

terça-feira, 24 de abril de 2012

A Real Superioridade Feminina (Crônica)

Homem é definitivamente um ser inferior às mulheres. 

Se fisicamente temos, por natureza, mais força, a vantagem pára por aí. A mulher manipula fácil o homem por ser incrivelmente superior mentalmente a nós. Manipula com sua falsa insegurança, com choros, com ciúmes completamente sem nexo, com aquele jeitinho doce de pedir as coisas quando notam que estamos indóceis, entre outras artimanhas. No entanto, vociferam por aí que nós não prestamos (e não prestamos mesmo, e essa crônica vai provar isso), que as fazemos de bobas (de bobas não tem nada), que as coagimos com nossa força física e as violentamos (mas quem faz isso não é homem, é outra espécie que nasceu em corpo de ser humano), entre outras desculpas.

Reli, recentemente, o livro "Como Lidar Com Pessoas Que te Deixam Louco", de Paul Hauck (um dos poucos livros de autoajuda que recomendo) e a moral da história é a seguinte: AS PESSOAS SÃO CONOSCO O QUE PERMITIMOS QUE ELAS SEJAM CONOSCO. Se um chefe te persegue, é porque você permitiu em algum momento que ele começasse a fazer isso. Se um homem (animal sem rabo) bate em você é porque na primeira vez você não foi na Delegacia da Mulher denunciar esse crápula. Se uma mulher é insuportável com você, homem, é porque você permitiu que ela fosse assim desde a primeira vez. TUDO NESSA CRÔNICA TEM O "E VICE-VERSA", pra ficar claro, com exceção da primeira frase e as coisas que dela derivam.

As mulheres são superiores sexualmente. Normalmente, elas conseguem ter orgasmos seguidos, coisa que pra um homem destreinado (sim, há treinos para tal coisa) não é possível. Tem sempre que dar uma "paradinha" entre uma e outra cópula. Isso entedia as mulheres insaciáveis, que em sua imensa maioria, escondem a porcaria do tédio e seguem o "baile". No dia seguinte, o babaca liga e se for mais babaca ainda, manda flores e/ou guloseimas e a "máquina de sexo" simplesmente ignora porque o cara "não dá no couro". Sim, eu já ouvi UM MONTE de mulher dizer isso, minha gente. Receita do tio MB pra rapaziada destreinada: Se saírem com uma mulher insaciável, intervalos pequenos, pegada forte, bom preparo físico (não confundam com corpo sarado) e o momento de usar a única coisa que temos de vantagem sobre elas (ainda): A FORÇA FÍSICA (não confundir com violentar as moças... tem umas que gostam de levar uns tapas, coisa e tal, mas não se preocupe, elas pedem... nunca façam isso sem elas pedirem, pode dar problema). A superioridade sexual delas continua no clássico fato de nós, homens, ficarmos desnorteados com uma bela bunda e demais partes do corpo da mulher, principalmente quando desnudas, tanto que a Penthouse e a Playboy enriqueceram seus proprietários, não é? Ok, tem as revistas de homens desnudos, mas qual é o público consumidor dessas revistas? São as mulheres? São elas as maiores compradoras da G Magazine? Prestaram atenção? G Magazine e não M Magazine... Ok, uns podem dizer que o G é de Girl, mas meus amiguinhos, sabemos que não é. Atenção aos caçadores de preconceituosos, esse trecho não foi homofóbico. Agradeço se não me perturbarem por causa disso. 

Ainda no quesito sexo, temos a seguinte cultura: Alguns homens babacas recebem por pura sorte ou sei lá o que do destino (que tem gente que diz que não existe...) e costumam privilegiar as funcionárias gostosas (ou não) quando elas fazem alguns "favores" a eles pré ou pós expediente. E não venham dizer que estou falando bobagem porque até as novelinhas que movem as mentes fracas do país retratam estas situações. Já quando a mulher é a chefe, dificilmente elas fazem a mesma coisa. Muito pelo contrário, se tem funcionário que começa a dar em cima, é capaz de ser demitido. E eu já vi isso acontecer.

No quesito resistência, elas também são melhores que nós. Deus foi sábio em não conceder ao homem ficar "grávido". Do jeito que somos "maricas" pra sentir dores, acho que todo homem morreria de dor em trabalho de parto. As mulheres se recuperam mais rápido de doenças. Quando estão em estado terminal, são novamente mais fortes que nós, aceitam melhor os diagnósticos e costumeiramente vivem mais do que nós. Sexo frágil somos nós, homens, que segundo a fábula bíblica, doamos apenas uma costela pra que elas existissem. Imagina se nós doássemos duas costelas.

Já temos uma imensa maioria de mulheres no mundo (graças a Deus).

Fica a pergunta: O que falta para as mulheres dominarem o mundo de vez?

Falta pouco.
Beijo nas crianças,
MB

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Contatos Imediatos de Terceiro Grau (Crônica)

Ando meio cansado da raça humana. Sério, não é papinho de depressivo, desiludido ou coisa do tipo. As coisas estão caminhando realmente pra um colapso, ao meu ver. Está tudo errado, terráqueos. A Natureza está respondendo com força e ainda assim os moradores desse planeta insistem em maltratá-lo. Insistem em se maltratar entre si. Não sou de todo pessimista, há respeito, gentileza, amor, bons costumes. Há! Só que estas coisas eram pra ser NORMAIS e não motivo para aclamações e homenagens. O certo virou errado e vice-versa. 

Ando muito pensando em Ufologia e gostaria de acreditar que há vida em outros planetas. Que há civilizações mais evoluídas que a nossa. Se existem, por favor, venham aqui no terraço da minha casa e façamos um contato imediato de terceiro grau, com direito a cafezinho, um papo sobre o Universo, sobre as galáxias, sobre as nossas civilizações... Dependendo do papo, eu embarcaria na nave e cairia fora. O mundo não vai acabar em 2012, terráqueos. Vai acabar quando destruirmos totalmente esse planeta e a Natureza se cansar de tantos maus tratos e mandar todo mundo pro saco.

Hoje foi assim, curtinha...
Beijo nas crianças,
MB

sábado, 7 de abril de 2012

Cisão (Poesia)

Corto todos os cordões umbilicais
Com aqueles que, na minha vida, não quero mais
Corto todas as relações sem futuro
Com aqueles que são "osso duro"
Corto as rimas
Pra esta poesia não ficar um saco!
Corto as estéticas poéticas
Pois eu não tenho nexo
Corto o desejo de aprovação
Pois quem paga minhas contas sou eu!
Corto, cirurgicamente, essa tristeza que me toma
Corto, definitivamente, essa falta de vontade de viver
Só não corto a dor que os cortes me causam
Só não corto os meus pulsos
Só não corto os meus medicamentos
E só não corto a inspiração

sexta-feira, 30 de março de 2012

Minha Constituição (Poesia Interativa)

Na minha vida não permito mais:
- Pessoas que me fazem desfeitas
- Pessoas que me fazem sofrer
- Pessoas que me irritam
- Amigos cíclicos ou amigos de veraneio
- Pessoas que só me procuram quando estou mal
- Pessoas que só me procuram quando estou bem
- Pessoas que me subestimam
- Pessoas que se aproveitam financeira e emocionalmente de mim
- Pessoas sem conteúdo, fúteis
- Pessoas que iludem-se ao pensar que sabem tudo da vida

Constituição sujeita a emendas sem limites
Decretado
Em ____ /____/____
(ponha aqui a sua data)

_____________________________________________
(ponha aqui seu nome)

*poesia de minha autoria, que pode ser reescrita por qualquer pessoa, datada e assinada pela própria.



sexta-feira, 9 de março de 2012

Palavra e Som (Poesia)

Sonhei com um letreiro que dizia:
"Procura-se dália"
Mas, eu só tinha uma rosa
Que era para lhe dar, meu amor
Pra dizer que sou seu beija-flor
Era o começo do dia, sol nascente
E estava na sacada de um prédio, em Chicago
Era bela, a vista de lá
Porém lembrei que você me evita
E escondi a tristeza
Na máscara do Fantasma da Ópera
Me perdi em lembranças dos seus lábios de mel
E parei quando recordei o dia que passei
De Dr. Jekyll para Mr. Hyde
Anoiteceu e a cidade ficou negra
Viajei tanto que o tempo passou
O Sol ferveu
E nem adiantou eu passar filtro solar
Fiquei ali dentro, eu e as crianças
Esperando a patroa chegar
Com o Irmão Urso, de pelúcia
Pra a criançada alegrar
Deixei a molecada assistindo As Visões da Raven
Enquanto eu pensava em estar na sua "COMPANYa"
Pensamentos que me faziam sentir pecador
Você vestida de freira, uma noviça rebelde
E pra balançar o esqueleto
E esquecer a tristeza
Pedi ao Seu Valença
Pra colocar bem alto
Irene Cara cantando Fame
E aí me recordei daquele letreiro que tanto me intrigou
"Procura-se dália"
Fechei os olhos e repeti:
"Procura-se dália"
Nesse momento entendi tudo!
Tanto tempo ligado nas palavras
E esqueci de me ligar no som
Que me dizia:
"Procura a Cidalia"


domingo, 4 de março de 2012

Ódio ou Desprezo? (Crônica)

O que é pior? Receber ódio ou receber desprezo? Eu respondo por mim: Desprezo! Quer dizer que você nada significa para aquele que lhe despreza. Você não faz a menor diferença na vida desta pessoa e nenhum esforço seu, ainda que o mais nobre possível, mudará as coisas. Detectado isso, é hora de você arrumar as malas e ir para o mais longe possível. Chore, chore tudo o que você tem pra chorar. Desidrate-se de tanto chorar, descarregue tudo, mas nunca em pessoa alguma e nem em objetos inanimados (você pode se machucar, eu sei bem isso). Apenas procure bons meios de soltar tudo e não deixar um pingo dessa pessoa que lhe desprezou dentro do seu ser. Depois disso, depois de se esvaziar, parta para uma nova vida, sem temores, mas não despreze a pessoa em retaliação, não se iguale. Desprezar um ser humano é tão venenoso quanto odiar um semelhante. Não caia nessas duas armadilhas. 

Se um copo está cheio de água suja, o que costumamos fazer para reutilizá-lo? Jogamos fora a água suja, lavamos bem o copo e os enchemos de água limpa. É necessário se esvaziar por completo, lavar a alma e preenchê-la de novo. Eis o caminho. Não é ensinamento meu. 

Nunca é tarde pra pedir perdão, pra se redimir. Há na Bíblia Sagrada um episódio na crucificação de Jesus, onde um dos ladrões se arrepende ali na cruz e reconhece que mereceu a pena e consegue o perdão de Deus ali, nos seus últimos momentos de vida. É o que chamamos do "episódio do bom ladrão". Nunca é tarde. Digo com palpitações dolorosas no meu peito: Quem lhe odeia ou quem lhe despreza NÃO MERECE VOCÊ. 

Se você, que está lendo esse texto, se enquadra nele, não tenha vergonha, pois eu estou junto com você. Sei o que é sentir cada coisa que foi escrita. Se você se arrependeu de verdade dos erros cometidos, jogue a água suja fora, limpe o copo e encha com água limpa. Não perca mais tempo. Aqueles que se arrependem e reconhecem seus erros são bem vistos aos olhos de Deus ou do que você considerar Deus ou de si próprio, caso não acredite em Deus. O que quero dizer que o arrependimento é o início dessa lavagem da alma. Nós buscamos, sim, o perdão de quem ofendemos, mas não podemos obrigar a pessoa a nos perdoar. Porém, se nos arrependemos, devemos ter humildade de pedir (não exigir) perdão. E devemos aprender a perdoar aos semelhantes e a si próprios. A alma agradece. O corpo também.

Sigamos evoluindo!

MB

sábado, 3 de março de 2012

Re-batismo (Oração)

Lavo minhas culpas
Nas águas do Teu perdão

Ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo
Amém.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Obsessivo (Poesia)

Telefonei sem parar
Não consegui falar
Seu número, você mandou trocar
Acabei tentando me matar
Agora deixo de lado
A rima e a obsessão
Até porque não sou muito lá de rimar
E estava agindo como um obsessivo
Na verdade eu não me conhecia
Errei muito por causa disso
Sei que alguns erros foram desnecessários
Nada a ver com o transtorno que em mim descobri
Mas outros, também desnecessários
Foram por algo que eu não sabia
Até hoje carrego o peso da culpa
Mas vi que minha ausência lhe faz bem
E lhe fazer bem sempre foi meu objetivo
Você nunca precisaria tomar medidas drásticas
Era só dizer: NÃO TE AMO MAIS
E eu tiraria, dolorosamente, o meu time de campo
Me dói não ter uma resposta
Dizer que não confia mais em mim
Não é o suficiente como resposta definitiva
Pois a confiança pode ser reconquistada
Tá, é muito difícil reconquistar confiança
Mas você não seria a primeira pessoa a confiar de novo
E tampouco a última! Isto não é demérito!
O amor tudo suporta e faz o portador evoluir
Sim, o amor faz as pessoas evoluírem!
Soube que você quer distância de mim
E o que estou fazendo? Me mantendo longe!
Não sou um monstro, sou humano!
Sou passível de erros e busco errar cada vez menos
Eu apenas quero o seu bem, o seu sucesso
E não quero atrapalhar seu bom momento
Isso me faz sumir da sua vida contra a minha vontade
Lembra quando eu disse a você que não quero mais ser egoísta?
Estou exercitando todos os dias
Olho pro meu tablet e por vezes falho nesse propósito
Isso se chama SAUDADE, mas eu batizo como EGOÍSMO
Sei onde você mora, mas fique sossegada, eu não vou aí
Não precisa mudar o endereço também
Também não vou assistir você se apresentar
Apesar de eu ter vivido aqui de longe todo aquele processo junto com você
Vou se você expressamente me autorizar
Mas sei que não é isso que vai acontecer, né?
Eu já me perdoei. O seu perdão me é importante
Enfim, se você leu tudo isso, responda pra si mesma:
Você realmente acha que sou obsessivo?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Mais ou Menos, do Mesmo (Crônica)

Doenças e transtornos mentais lideram a estatística de preconceito, que meus olhos fazem. Acho que opção sexual, opção religiosa e cor de pele já estão com algum caminho andado. Existem até Leis específicas que protegem as pessoas que sofrem estes preconceitos. Porém, vejo que o caminho pras pessoas que têm problemas de ordem mental está bem tortuoso. Desde quando revelei meus problemas, perdi "devotas" amizades e trabalhos. Ontem eu estava tendo uma conversa animadíssima (no bom sentido) com uma amiga e quando eu disse: "Eu tomo antidepressivos", a conversa PAROU. Deu pra ouvir até o "cri" dos grilos.

Vamos colocar na conta uma outra coisa: Quando eu exponho meu problema psicológico, vários "especialistas" destilam seus pós-diagnósticos. Alguns alegam falta de fé, de religiosidade; outros alegam que os DOIS PSIQUIATRAS que me diagnosticaram estão errados; outros dizem que sou negativo e preciso fazer reprogramação mental; outros dizem que procuro pena, compaixão alheia, ou seja, que pratico a tão "deplorável" autopiedade. Enfim, eu tenho vários pós-diagnósticos que deveriam deixar minha cabeça confusa, mas não deixam. Sei o que tenho e sei o que devo fazer. Ponto. Sei as consequências que sofrerei se eu não fizer o que tenho que fazer. Ponto.

Muita gente se afastou. Alguns com plena razão e anuência de minha parte. Fiz bobagem, fui grosseiro, deselegante e inadequado. Porém, após tudo começar a ser resolvido, tenho voltado a ser, pouco a pouco, o cara que tanta gente cativou. Uns permaneceram e tem visto essa transformação, essa restauração. Já pedi perdão público a toda essa gente que machuquei ou fui simplesmente indelicado um dia. A bola agora é deles, pois eu me arrependi de todos os erros. Pra mim, o arrependimento vale mais que o perdão alheio. É algo que aprendi recentemente. O arrependimento liberta. O perdão alheio apenas arremata, mas a falta dele não mata.
Se tem duas coisas que aliviam qualquer alma são: arrepender-se e perdoar (principalmente a si mesmo). Nesta ordem. Eu já me perdoei e estou buscando perdoar a todos que me fizeram algum tipo de mal. Eu já me arrependi de todos os meus erros até aqui. Sinto-me cada dia mais leve e isso não é efeito dos medicamentos que sou usuário.

Porém, gente nova se aproximou. É boa essa renovação no quadro social do clube do nosso coração (não confundir com clubes de futebol, por favor). Os depressivos e transtornados são unidos, porém morrem de medo do preconceito. É um alívio quando conseguimos falar de nossos problemas pra alguém que os entenda e não nos julgue. Eu conheço pessoalmente quatro Bipolares diagnosticados. São quatro pessoas diferentes, com tratamentos diferentes, pois tem organismos diferentes. Uma dessas pessoas não se trata adequadamente e ainda assim é uma pessoa de grande inteligência, mas pela falta do tratamento adequado torna-se uma bomba-relógio que pode explodir a qualquer momento.

Encerro essa crônica com dizeres de Laércio Benitez (ou seja, eu... rs) sobre o assunto:
"Quer ter vida social? Nunca revele que tem depressão ou coisa parecida. Não revele que toma antidepressivos. Use um sorriso de mentira e palavras positivas que você não acredita. Vai ter um monte de amiguinhos em volta".

Beijo nas crianças,
MB