quinta-feira, 21 de junho de 2012

Sou o Que Digo Ser (Poema)

Quando digo que sou uma coisa
Significa que sou outra coisa
Então, quem diz ser outra coisa
Significa que é uma coisa?
Podem especular como quiserem
O que sou interessa somente a mim
E quem pode dizer o que sou
Sou eu mesmo
Sou o que digo ser
E se isso incomoda vocês
Se mudem, ou apenas mudem
Ou, simplesmente, se emudeçam!
Se tem algum armário, geladeira
Ou qualquer móvel ou eletrodoméstico
Do quais eu tenha que sair
A única pessoa que pode me tirar dali sou eu
Porém, especuladores, lamento informá-los:
Sou o que digo ser!
Se eu fosse outra coisa
Teria nenhum problema em assumir
Mas, sou uma coisa, com plena convicção
E tenho profundo respeito por quem é outra coisa
Por quem é QUALQUER COISA, melhor dizendo
Então, especuladores, vão cuidar de suas vidas
Deixem que eu cuido da minha
E sejam o que são
E se querem ser respeitados pelo o que são
Aprendam ou relembrem
Que o respeito só existe quando é mútuo!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Terapia, do Amor? (Crônica)

Manhã de segunda feira, dia de terapia. Sim, eu faço terapia, sabia? Sabe por que? Porque reconheço que não me entendo, que não me conheço e que preciso falar, ouvir, falar... Alguns perguntam: "por que não vai se confessar?". Respondo que Papai do Céu já ouve tanto que por vezes me perdoa por cansaço de tanto me ouvir. A questão é que na terapia eu busco uma coisa, pra mim, muito difícil: ME PERDOAR. É, é complicado pra caramba me perdoar, pois errei muito de tanto tentar acertar. Vamos combinar: o que é certo e errado hoje? Reflita... Eu fico extremamente confuso, pois pra uns eu sou um homem de bem e pra outros sou um monstro. Aí, não tem jeito, tenho que partir pra terapia pra saber se eu sou bom ou mau. 

"Põe tudo pra fora...", diz o terapeuta... Eu vou lá e praticamente vomito toda a minha vida e depois fica aquele vazio e um gosto ruim na alma. É preciso encher o copo de novo, depois de vazio. Aí vai o humano, burro, e enche o copo com o mesmo conteúdo de antes e volta na terapia e conta a mesma história de novo. É como aquele ser que vai se confessar e conta sempre o mesmo pecado. Até o padre perde a paciência, leitores. 

Eu passei, há muito tempo, em frente a um templo daquela igreja do Edir Macedo e li uma faixa com os dizeres "Sábado, não perca, pare de sofrer e venha para a Terapia do Amor". Não sabia que os pastores viraram psicólogos também e eu não sabia que o amor tinha terapia. Na época, eu não tinha um grande amor em minha vida e não precisava esquecer ou me apaixonar por mulher alguma. Minha gente, mês de junho, dia 12 chegando, alguns solteiros vão entrando em parafuso, principalmente os que tomaram um chute giratório no bumbum recentemente, e provavelmente precisarão dos serviços do Macedo, que por uma singela quantia desfaz trabalhos e dá um descarrego na sua alma. Eu acho que vou dar uma passada lá se meu terapeuta disser que é uma boa, pois no momento realmente estou precisando da Terapia do Amor (ou do Desamor). 

Falando nesse assunto sentimental, sei que não sou o único que tem se debulhado em lágrimas ao ouvir canções de amor, principalmente as "específicas" que marcaram história em nossas vidas. É incrivelmente impressionante como todo apaixonado não correspondido é praticamente um masoquista. Fica naquele chororô de que "ela (ele) não me quer", "ninguém me quer" e fica chorando com filmes românticos, canções românticas. Enche os ouvidos dos amigos, de Deus (quem acredita), dos pais, etc, e todo mundo diz: "vá viver uma nova história, dê uma chance a si mesmo(a)". De fato, o que acontece é que quando você põe o pé pra fora de casa, um mundo de possibilidades pode acontecer. Até mesmo com o pé dentro de casa, coisas podem acontecer... Olha as Redes Sociais provando isso...

Enquanto isso, em Gotham City, a vida profissional vai bem, obrigado.

Beijo nas crianças e beijem muito, vocês que tem alguém pra chamar de "seu" ou "sua".
MB