quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Obsessivo (Poesia)

Telefonei sem parar
Não consegui falar
Seu número, você mandou trocar
Acabei tentando me matar
Agora deixo de lado
A rima e a obsessão
Até porque não sou muito lá de rimar
E estava agindo como um obsessivo
Na verdade eu não me conhecia
Errei muito por causa disso
Sei que alguns erros foram desnecessários
Nada a ver com o transtorno que em mim descobri
Mas outros, também desnecessários
Foram por algo que eu não sabia
Até hoje carrego o peso da culpa
Mas vi que minha ausência lhe faz bem
E lhe fazer bem sempre foi meu objetivo
Você nunca precisaria tomar medidas drásticas
Era só dizer: NÃO TE AMO MAIS
E eu tiraria, dolorosamente, o meu time de campo
Me dói não ter uma resposta
Dizer que não confia mais em mim
Não é o suficiente como resposta definitiva
Pois a confiança pode ser reconquistada
Tá, é muito difícil reconquistar confiança
Mas você não seria a primeira pessoa a confiar de novo
E tampouco a última! Isto não é demérito!
O amor tudo suporta e faz o portador evoluir
Sim, o amor faz as pessoas evoluírem!
Soube que você quer distância de mim
E o que estou fazendo? Me mantendo longe!
Não sou um monstro, sou humano!
Sou passível de erros e busco errar cada vez menos
Eu apenas quero o seu bem, o seu sucesso
E não quero atrapalhar seu bom momento
Isso me faz sumir da sua vida contra a minha vontade
Lembra quando eu disse a você que não quero mais ser egoísta?
Estou exercitando todos os dias
Olho pro meu tablet e por vezes falho nesse propósito
Isso se chama SAUDADE, mas eu batizo como EGOÍSMO
Sei onde você mora, mas fique sossegada, eu não vou aí
Não precisa mudar o endereço também
Também não vou assistir você se apresentar
Apesar de eu ter vivido aqui de longe todo aquele processo junto com você
Vou se você expressamente me autorizar
Mas sei que não é isso que vai acontecer, né?
Eu já me perdoei. O seu perdão me é importante
Enfim, se você leu tudo isso, responda pra si mesma:
Você realmente acha que sou obsessivo?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Mais ou Menos, do Mesmo (Crônica)

Doenças e transtornos mentais lideram a estatística de preconceito, que meus olhos fazem. Acho que opção sexual, opção religiosa e cor de pele já estão com algum caminho andado. Existem até Leis específicas que protegem as pessoas que sofrem estes preconceitos. Porém, vejo que o caminho pras pessoas que têm problemas de ordem mental está bem tortuoso. Desde quando revelei meus problemas, perdi "devotas" amizades e trabalhos. Ontem eu estava tendo uma conversa animadíssima (no bom sentido) com uma amiga e quando eu disse: "Eu tomo antidepressivos", a conversa PAROU. Deu pra ouvir até o "cri" dos grilos.

Vamos colocar na conta uma outra coisa: Quando eu exponho meu problema psicológico, vários "especialistas" destilam seus pós-diagnósticos. Alguns alegam falta de fé, de religiosidade; outros alegam que os DOIS PSIQUIATRAS que me diagnosticaram estão errados; outros dizem que sou negativo e preciso fazer reprogramação mental; outros dizem que procuro pena, compaixão alheia, ou seja, que pratico a tão "deplorável" autopiedade. Enfim, eu tenho vários pós-diagnósticos que deveriam deixar minha cabeça confusa, mas não deixam. Sei o que tenho e sei o que devo fazer. Ponto. Sei as consequências que sofrerei se eu não fizer o que tenho que fazer. Ponto.

Muita gente se afastou. Alguns com plena razão e anuência de minha parte. Fiz bobagem, fui grosseiro, deselegante e inadequado. Porém, após tudo começar a ser resolvido, tenho voltado a ser, pouco a pouco, o cara que tanta gente cativou. Uns permaneceram e tem visto essa transformação, essa restauração. Já pedi perdão público a toda essa gente que machuquei ou fui simplesmente indelicado um dia. A bola agora é deles, pois eu me arrependi de todos os erros. Pra mim, o arrependimento vale mais que o perdão alheio. É algo que aprendi recentemente. O arrependimento liberta. O perdão alheio apenas arremata, mas a falta dele não mata.
Se tem duas coisas que aliviam qualquer alma são: arrepender-se e perdoar (principalmente a si mesmo). Nesta ordem. Eu já me perdoei e estou buscando perdoar a todos que me fizeram algum tipo de mal. Eu já me arrependi de todos os meus erros até aqui. Sinto-me cada dia mais leve e isso não é efeito dos medicamentos que sou usuário.

Porém, gente nova se aproximou. É boa essa renovação no quadro social do clube do nosso coração (não confundir com clubes de futebol, por favor). Os depressivos e transtornados são unidos, porém morrem de medo do preconceito. É um alívio quando conseguimos falar de nossos problemas pra alguém que os entenda e não nos julgue. Eu conheço pessoalmente quatro Bipolares diagnosticados. São quatro pessoas diferentes, com tratamentos diferentes, pois tem organismos diferentes. Uma dessas pessoas não se trata adequadamente e ainda assim é uma pessoa de grande inteligência, mas pela falta do tratamento adequado torna-se uma bomba-relógio que pode explodir a qualquer momento.

Encerro essa crônica com dizeres de Laércio Benitez (ou seja, eu... rs) sobre o assunto:
"Quer ter vida social? Nunca revele que tem depressão ou coisa parecida. Não revele que toma antidepressivos. Use um sorriso de mentira e palavras positivas que você não acredita. Vai ter um monte de amiguinhos em volta".

Beijo nas crianças,
MB

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Falta de Tempo (Poesia)

Não tive tempo de amar você
Apesar de ter me apaixonado
Não tive tempo de fazer você me amar
Apesar de ter provado dos seus mais calorosos beijos
Não tive tempo de lhe mostrar quem sou
Apesar de eu ter exposto minha vida inteira a você
Não tive tempo de lhe conhecer bem
Apesar de eu ter lido você nas entrelinhas
Não tive tempo de me fazer importante na sua vida
Apesar de você sempre dar um jeito de falar comigo todos os dias
Não tive tempo de lhe tornar importante na minha vida
Apesar de todo o sentimento que me levava a isso
Não tive tempo de lhe dizer muitas coisas
Apesar de termos discutido à exaustão a nossa relação(?)
Não tive tempo de me despedir
Apesar de nem precisar disso
Adeus.

(30/10/2010)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Males e Malas (Crônica)

Diz o dito popular: "Há males que vem para o bem" ou "Tem malas que vão de trem". De fato. Lembro de todos os males que causei e que me foram causados. Todos levaram as "vítimas" para uma vida melhor, depois. A bonança sempre vem após a tempestade. O problema é que estragamos por vezes essas benesses pós-tempestade. Eu cresci bastante com meus momentos de vilão e vítima, porém regredi em algumas coisas. Resultado: me dei mal novamente com erros iguais ou parecidos. Mas vejo algo muito bom em mim: avanço cinco casas e regrido duas. Isso é bom. Isso é humano. Mas há pessoas que avançam cinco casas e regridem seis. Estas são aquelas que a cada decepção se fecham cada vez mais pro mundo e inventam uma falsa felicidade pra sociedade não "cair em cima". Tem que ver isso aí.

O que é melhor? Fazer terapia e equilibrar a química do corpo com medicamentos ou ficar inventando subterfúgios pra ser feliz de mentirinha? Eu fico com a primeira opção. É a que me faz regredir poucas casas. Nós sempre regredimos, todos, sem exceção. Nem sempre os dados rolam ao nosso favor. A opção terapêutica/medicamentosa, pra uns ignorantes, trazem uma felicidade de mentirinha. Pessoas ficam com medo da "tarja preta" pois causa dependência, como a própria embalagem diz. Acho engraçado, porque sou usuário de "tarja preta" desde 2007, o que configura aproximadamente 5 anos de uso. Digo a vocês: NÃO SOU DEPENDENTE! Não estou fazendo apologia, entendam! Eu preciso dos medicamentos pois tenho desequilíbrio químico no organismo, pois tenho Transtorno Afetivo Bipolar de Humor (repetindo, não por orgulho, mas por assumir uma coisa que muitos portadores DEVERIAM ASSUMIR). Então, tomo meus remédios controlados com muita responsabilidade (exceto quando tentei me matar, por isso a medicação não fica mais ao meu alcance) e vivo normalmente, durmo 8 horas por dia, me exercito, penso, leio, faço música, tenho minha personalidade intacta e aquilo que eu julgava parte da minha "personalidade forte" sumiu, ou seja, não agrido mais pessoa alguma verbal e gratuitamente. Não preciso me mergulhar em algo pra fingir que sou feliz. Saio de casa, brinco com meus filhos quando eles estão aqui, tenho minha libido no seu nível normal (e sexo não é subterfúgio pra mim), vou fazer meus shows com profissionalismo (se subo no palco, meus problemas ficam fora dele), retomei minha espiritualidade (o que é muito importante pra quem tem qualquer transtorno mental) e procuro encontrar pessoalmente com meus poucos e bons amigos. Uso o meu iPad para mera distração nos momentos vagos e sento de frente pro meu PC (um dia será Mac!) pra fazer o básico. Minha prioridade é a vida, afinal, foram 4 tentativas fracassadas de acabar com ela. Chega, né! Papai do Céu me quer aqui pra determinadas coisas e as farei. Quando Ele quiser, me leva.

Enquanto uns vivem de subterfúgios, eu tão somente vivo. E vou errar ainda algumas vezes, mas vou crescer muito e quem sabe errar menos. Me sinto mais humano do que nunca! Não descobri nada tarde demais, descobri na hora que tinha que descobrir. Àqueles que magoei, tive a oportunidade de pedir perdão diretamente para algumas pessoas. Algumas nem querem ouvir meu pedido de perdão. Se lerem, já está bom, porque o que mais vale pra mim não é o perdão alheio e sim o meu reconhecimento e arrependimento de minhas próprias falhas. Só vale mesmo pra mim o perdão de Deus e o meu perdão a mim mesmo. Só. Quem quiser manter rancor no seu coração, é por sua conta e risco. As doenças psicossomáticas não vão vir a mim.
Perdoo todos aqueles que me machucaram, mas alguns deles ficarão fora da minha vida. Se algum dia encontrar com essas pessoas, serei educado e cordial com elas conforme meus pais me ensinaram.

Beijo nas crianças
MB

Querido Diário de Carnaval 2012 (Crônica)

Esse Carnaval está sendo diferente de muitos que eu vivi. É uma época que eu já achava graça brincar, me fantasiar, mas isso foi se perdendo. Eu era um assíduo telespectador de desfiles de Escolas de Samba, dava as minhas notas, sabia todos os sambas e vivia sempre torcendo pra minha Portela. Fiquei triste pela queda do Império Serrano, Escola co-irmã, pela qual tenho um imenso respeito.

Sou músico de MPB e no Carnaval sempre era um período de descanso, mas o samba sempre foi algo que eu sempre ouvi por causa da família e por causa das minhas idas quando criança até a Portela. Acabei há poucos anos incursionando no meio do samba, como intruso mesmo, mas os sambistas tem me recebido muito bem e acho que no meu sangue corre samba, pois canto e toco com muita naturalidade. Gostei desse meio e vejo grande camaradagem, um lance legal. Desde essa incursão, o Carnaval passou a ser sinônimo de trabalho e quero que continue assim, pois a música é a minha terapia.

Voltando ao cerne da crônica, esse Carnaval me trouxe emoções boas e ruins. As boas são os shows bem sucedidos que fiz e as ruins foram conversas indesejáveis que me mostraram o quanto perdi tempo com pessoas que não querem saber de mim. Foi jogada pra minha "conta" a saúde de duas pessoas, por causa de coisas que escrevi neste Blog. Permanecerão apagadas por respeito e como eu disse anteriormente, por terem sido escritas em momentos de raiva e crise nervosa. Porém, chegou o momento de, definitivamente, virar a página e seguir em frente, pois eu quero seguir. Já me declarei Bipolar na crônica anterior e, repito, é um diagnóstico que não me orgulha, mas viverei com ele e viverei NORMALMENTE. Nem sempre a ignorância é uma bênção. Fiquei um tempo sem saber do meu Transtorno e essa ignorância foi vital para que eu quase pusesse minha vida a perder.

Essa segunda e terça de Carnaval, terei o meu descanso e quarta às 7 da manhã, estarei na Igreja recebendo a imposição das cinzas e começando a minha Quaresma. Faço show, voz e violão em Guadalupe mais tarde e voltarei pra casa com a proposta de uma vida nova. A espiritualidade é importante no controle de qualquer Transtorno de Humor. Triste é saber que um grande amor se acabou e o rancor do lado de lá é mais forte que o sentimento outrora chamado amor, do qual duvido muito, pois a própria pessoa conhece bem I Coríntios 13 e lá está escrito o que é o amor.

Fui taxado de obsessivo, porém eu sei o endereço da casa da pessoa e não fui lá. Sei que ela está num momento crucial da vida dela, então não quero ser um estorvo. Obsessivos pensam nisso? Creio que não, segundo o significado da palavra. Apenas, como um homem que amava uma mulher, senti falta e fui até o limite da saudade. A procurei e fui muito mal sucedido. Há rancor. Muito rancor. Ontem, tive notícias ruins dela e me prontifiquei a ajudar, mas foi me dito que melhor não. Fui colocado como um monstro nessa história e o triste é ver pessoas que eram contatos meus há tempos se voltando contra mim e debochando da minha cara. É triste ver pessoas que se diziam minhas amigas fazerem relatos de situações isoladas pra piorar mais a minha situação. Pessoas que diziam que me amavam.

O amor e a amizade já estão banalizados e o mundo parece caminhar mesmo pra um fim. Não aquele fim onde acontece catástrofes naturais, mas o próprio ser humano não se aguentando mais. Vejo que quanto a isso, nada posso fazer. O que posso fazer é manter perto de mim aqueles que sabem qual é o meu valor, e não pessoas que conjecturam qual o meu valor. Todo mundo erra, todo mundo já magoou alguém, todo mundo já foi derrotado um dia. E todos merecem perdão. TODOS. Mas temos a liberdade de não perdoar. Por exemplo, não consigo perdoar um estuprador. Mas não fico carregando dentro de mim a indignação. Talvez, se fosse com a minha filha, isso seria bem diferente, sinceramente falando. Eu não responderia por mim. Eu não perdoaria um pedófilo... Sou humano e tenho meus limites. Mas eu perdoaria uma pessoa que amo. Não é nenhum ato de nobreza, é algo inerente ao AMOR. Meus pais me amam e eu os amo, e nos machucamos muito entre nós, mas sempre acabamos nos perdoando porque há AMOR. Se não há perdão, não há amor, nunca houve. Se há rancor, somente o portador se prejudicará. A tristeza de quem sofre o rancor de outrem, o tempo apaga, Deus passa a borracha e oferece vida nova.

Eu quero essa vida nova. E você?

Beijo nas crianças,
MB

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Personalidade Forte (Crônica)

Fiz uma revisão mais que completa dos meus conceitos e pensamentos. Revi minhas poesias e crônicas. Apaguei algumas impertinentes, algumas que não correspondem ao que realmente penso. Coisas que escrevi no calor de uma raiva que não me pertence. Uma pena, pois algumas tinham um conteúdo interessante, mas me perdia por causa de um sentimento que não era meu. Eu achava que fazia parte da minha PERSONALIDADE FORTE. Essa coisa de personalidade forte é muito complicada pois é fácil confundir alhos com bugalhos. Eu descobri em 09 de Fevereiro de 2012 que tenho Transtorno Afetivo Bipolar de Humor e, sem querer, descobri que foi um segundo diagnóstico, pois o meu primeiro psiquiatra já havia diagnosticado isso ano passado para a minha mãe, que por instinto protetor, sabendo ela que esse era o meu maior medo, não me contou. Dessa vez ela não teve como esconder. Já estou fazendo o tratamento devido para tal Transtorno, com medicações e terapias (ocupacional e psicológica).

Acho que está mais do que na hora de desmistificarmos problemas de saúde mental. Eu tenho uma opinião de que todo mundo tem um pouco de problemas de saúde mental. O lance é que deixamos pra tratar disso quando a coisa "estoura". Foi o meu caso. Foi necessário eu tentar me matar 4 vezes pra entender que PRECISO me tratar. Foi necessário eu ver que estava sendo completamente injusto com minha ex-namorada por conta de pensamentos que não me pertenciam. O resultado foi catastrófico! Destruí ad eternum essa relação. Está fazendo parte da minha terapia aceitar a perda e seguir em frente. Tenho recebido muita ajuda de pessoas que eu nem esperava receber. Estou me cuidando, pasmem, pela SAÚDE PÚBLICA, pois meu plano de saúde é muito falho no quesito SAÚDE MENTAL. Fui ajudado por uma pessoa que nunca me viu e conseguiu um encaminhamento pra que eu fosse tratado quase ao lado da minha casa. E tem gente que não acredita em Deus! Ok, respeito. Hoje entendo mais do que nunca a diferença entre Personalidade Forte e Teimosia, Intransigência ou coisas do tipo. Eu era um homem totalmente intransigente, totalmente teimoso e cobrava uma perfeição das pessoas que estavam ao meu redor que eu não tinha o direito de cobrar. Era um animal irracional, era tipo um cachorro que usava seu instinto de sobrevivência pra machucar os outros, muitas vezes por defesa, outras por pura paranoia achando que estava sendo atacado. E animais irracionais atacam os pontos fracos das presas. Eu fiz isso com muita gente em momentos de raiva.

Não quero colocar tudo na conta da minha bipolaridade, pois não vou usá-la como "muleta" para justificar atos impensados no futuro. Agora sei o que tenho. Agora sei distinguir minha Personalidade Forte de outras coisas. Aprendi tardiamente, mas "antes tarde do que nunca". E os efeitos são mostrados no meu dia-a-dia. Eu teria coisas pra contar, mas tornaria essa crônica longa demais.

Pra constar, sou usuário de três fortes e temidos medicamentos (eram dois, antes do diagnóstico de 09/02/2012). Não direi quais são por questões éticas e pra não fazer apologia. Apenas posso dizer que um deles tem dosagem de 200 mg à noite e 100 mg pela manhã, outro tem dosagem de 20 mg pela manhã e 20 mg à tarde e outro tem dosagem de 2 mg à noite. É a dosagem correta pro meu organismo. Não me torna um "morto-vivo", mantém minhas reais emoções e mantém minha libido (que faço questão de não perder). Sou cantor e minhas performances no palco tem sido muito emocionantes como costumam ser. Vou estrear no teatro esse ano como ator e fazer meu primeiro musical adulto, que será sobre Clara Nunes e eu serei, com muita honra e alta responsabilidade, Paulo César Pinheiro.

Cuidem-se bem, estou fazendo a minha parte. Recomendo a leitura do www.psicosite.com.br para melhores informações sobre saúde mental.

Beijo nas crianças,
MB

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Conclusão (Poesia)

Se eu sou capaz de amar uma pessoa que me odeia
Significa que não tenho amor próprio
Ou seja:
Sou perfeitamente capaz de amar a mim mesmo!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Passagem (Poesia)

Vinde a mim, você, que tem o coração partido
Sou uma passagem onde você chega, atravessa e sai com o coração restaurado
Como qualquer passagem, tem trechos escuros
Buracos onde você tropeça, cai e se machuca
Mas nas partes iluminadas, estão as bonanças
Os sintomas de quem sai, por vezes, parecem contrários
Parecem que você saiu pior do que quando entrou
Mas o tempo mostra que esses sintomas adversos
São justamente fatores motivadores para a sua restauração
Mas tem as que saem com os sintomas da cura
Isso depende de como você estava antes
De como você atravessou essa passagem
Não há uma mulher que passou por esta passagem
Que não tenha encontrado sua cura depois
Quem acha que ainda não encontrou, é porque não chegou a hora
Ou, simplesmente, não percebeu que já está restaurada
Você deve se permitir ser curada
A cura de um coração partido se faz, às vezes, pela dor
Uma dor que, em alguns casos, parece não ter solução
Há muitas passagens pelo mundo
Homens que escutam:
"Você me faz tão bem"
"Você é maravilhoso"
"Você é o melhor homem que conheci"
"Você é tão sensível"
Todo homem que tem esse desígnio é solitário
Mesmo que pra muitos, pareça que ele vive cercado de mulheres
Algumas mulheres, aquelas dos sintomas adversos, saem sempre reclamando
Dizendo que sou "desgraçado", "peso morto", "usurpador", "semente do mal"
Mas essas mulheres, tempos depois, se reencontram com si próprias
E alcançam a felicidade que tanto procuram
Nos braços de homens deveras defeituosos
Não se entende a cabeça de uma mulher
E é melhor nem tentar entender
Só eu sei o quanto essa Missão é dolorosa pra mim, que, no fim, fico assim
SOZINHO

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Uma Visão Sobre Relacionamento Homem x Mulher (Crônica)

Estava respondendo num fórum do Facebook a um questionamento de uma querida confrade sobre o que um homem admira numa mulher que está querendo conquistá-lo. Comecei dizendo que não sou lá um bom parâmetro pra responder a pergunta dela com um tom de "receita". Sinto-me diferente do conceito feminino sobre os homens. E concordo. Assim diz Laércio Benitez (pra quem não sabe, é o meu "eu lírico"): "Homem não presta, por isso não gosto de homens". Fui respondendo a moça e acabei vendo que esbocei essa crônica e como ando muito "dedo nervoso", a necessidade de escrever se faz presente.

O que admiro numa mulher é justamente a personalidade. Não podemos confundir personalidade com intransigência (eu sou assim e não vou mudar, aceite-me como sou ou VAZA!). A personalidade é algo pra ser constantemente verificado. É preciso saber o que necessita ser mudado e quando. Isso só a própria pessoa saberá.

Entendo eu, como homem, que, definitivamente, não gostamos de "Maria-Vai-Com-As-Outras". Alguns acham que gostam das subservientes, mas o que mais vejo são caras que traem esse tipo de mulher. Queria até colher dados estatísticos pra minha colocação ter mais embasamento. Tem o outro lado da moeda, que citei acima. O extremo. A personalidade muito forte. Acho legal até a página 17. Entrou na 18, fica um saco, pois ali começa o capítulo tenebroso chamado "A Dona da Verdade". Aí, minhas queridas, fica um pé no saco e a gente corre mesmo. No meu caso, não por medo, mas sim por querer fazer melhor uso do meu tempo.

Me tornei, com o passar dos anos, totalmente contra a sair namorando "de cara". Acho que muita gente usa essa coisa de "ele é meu namorado, ela é minha namorada" pra "causar" entre os amigos. Quando a coisa é feita na base da pressa, da precipitação, o que "causa" é uma sucessão de problemas. Acho uma tremenda leviandade com si próprio colocar um estranho ou uma estranha em sua vida. As pessoas primeiro namoram e depois se conhecem. Spock (Star Trek - Jornada nas Estrelas) diria que isso é ILÓGICO. Estou com o vulcaniano.

Quero dar receita não, mas uma sugestão do Chef, prato pronto, grátis para degustação: Saia bastante com a pessoa. Converse bastante com a pessoa, saiba suas ideias, seus sonhos, seus objetivos, fale de sua vida da mesma forma. Abram-se de forma segura para pelo menos vocês se conhecerem um pouco melhor. Quando me interesso numa mulher, a senha que dou é: "Podemos nos conhecer melhor?". Acho que uma mulher pode perguntar isso a um homem também. Acho digno, acho bonito e eu me sentiria bem em ouvir isso. Essa pergunta, por si só, já é um teste. Se a pessoa mostrar algum sinal de recusa ou repulsa em relação a essa pergunta, use a tática do Leão da Montanha (saída pela esquerda ou direita, depende do lado que você quiser, contanto que caia fora, porque é uma cilada, Bino). Quem não quer saber quem você é e não quer mostrar quem é, é furada, vai ser passatempo e acho que você, mulher, tem que se valorizar e deixar de ser passatempo dos outros. E você, homem, presta atenção se a mulher está querendo um financiador para as suas diversões. Sim, tem mulher interesseira no maravilhoso mundo feminino. Nos dois lados, há espécimes que não prestam nem pra um encontro fortuito. Corram dessas pessoas o mais longe que puderem.

Essa fase de conhecimento é importante e deve ter um tempo mais ou menos determinado, mas não verbalmente. É um lance de percepção. À medida que um vai se interessando no outro, um vai procurando o outro. Quando só um procura, acenda a luz do alerta. Reveja. A coisa deve ter um limite de tempo, senão vira "chove-não-molha".

A medida que a coisa vai evoluindo, o intervalo entre os encontros vai diminuindo, em algum momento ambos vão ficar mais à vontade e os defeitos começarão a aparecer. Aí o sentimento criado nesse processo todo vai ser testado e aí é a hora de saber: "vamos namorar ou não?".

Tenho 34 anos bem vividos e de acordo com essa vivência, não dou 100% de garantia, mas afirmo com muita certeza que a probabilidade desse relacionamento dar errado é MUITO menor do que os relacionamentos que começam na base da pressa e da carência.

Colem em mim que vocês passam de ano.
Beijo nas crianças,
MB