terça-feira, 28 de agosto de 2012

Tristesse (Poema)

Os versos mais tristes que escrevo
São estes...
Solitárias palavras que nunca irão expressar metade da dor que sinto
Pra uns, é autopiedade... tenho piedade destes
Pra outros, é carência... tenho piedade destes
Pra mim, sou apenas eu, apenas eu
Ninguém precisa me entender
Tampouco me aceitar
Esse mundo de fingimentos me cansa
Essa obrigatoriedade de sorrir me irrita
Ninguém precisa gostar de mim
Nem precisa me respeitar
Não me importo mais, não mais
Dou o direito de se afastar de mim a qualquer um
Eu só quero o direito de ficar triste
E não ter que explicar o porquê disso
Muitos só veem a cara, a embalagem
Julgam livros pela capa
Não preciso destes por perto
Também não preciso de falsos carinhos
Melhor ficar com a companheira solidão
Com quem partilho minhas dores sem machucar pessoa alguma
Não fiquem perto de mim, recomendo
E àqueles que me amam, não se preocupem
Eu vou ficar bem, vou ficar bem...



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Bunda (Poema)

A bunda desbunda
Abunda a bunda
Glúteos de montão
Afundam o bundão
Cuba lança
A bunda que balança
Bunda pensante
Bunda falante
É a bunda que dá entrevista
E a bunda que vende revista
Todos gostam de bunda
Tem até Dia da Bunda
No país que reina a bunda
É engraçada a bunda
Que desbundou o poeta
Que as desbundadas afeta
Bunda me lembra BBB
De tanta bunda que se vê
As bundas que participam
E os bundões que a TV ligam

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O Amigão (Crônica)

Quem aqui, de ambos os sexos, já não foi "o amigão"? Na minha vida isso sempre foi algo muito frequente. Na verdade, É MUITO FREQUENTE! Sabe, eu tenho muitas amigas e com a grande maioria delas a relação foi (e é) de tão somente amizade. Sim, eu acredito na amizade pura entre homem e mulher, pois vivo isso tão intensamente que seria o cúmulo do ceticismo não acreditar. Já aconteceu algumas vezes de eu me interessar "além da amizade" em algumas amigas, mas sempre vem em seguida aquele texto: "Você é tudo que uma mulher gostaria de ter, é inteligente, atencioso, carinhoso, bonito (as que tem problemas de visão dizem isso...), interessante e muito... AMIGO! Não vamos estragar nossa amizade!"

Acho que vou ser muito sincero nesta crônica como jamais fui, e talvez com isso perder o pouco de respeitabilidade que tenho como artista das palavras. Muitos escritores fazem, muitas vezes, personagens de si próprios. Eu não, eu me exponho, o que é considerado pelos meus amigos um grande erro. Eu tento escrever que "o mundo é bão, Sebastião", mas o texto sempre fica piegas e comum. Fica ruim mesmo e pra publicar coisa ruim, melhor ficar quieto, né?

Tenho conversado muito com minha psicóloga a respeito das relações interpessoais de todos os tipos, mas ela detectou o problema na vida amorosa e cheguei a conclusão de uma coisa: meus vários relacionamentos não deram certo e muita gente culpa os "ex". Me perguntei o seguinte: qual o elemento comum em todos os meus relacionamentos passados? A resposta é simples: EU. Eu sou o elemento comum! Sendo assim, concluí que o problema está em mim e se quero ser bem sucedido no campo amoroso, tenho que descobrir qual é esse problema e solucioná-lo.

Voltando ao cerne da questão, vi que algo tem a ver com esse meu lado "amigão". Não sei o que transmito. Só sei que não é algo que atrai as mulheres no "sentido bíblico". Elas gostam de ficar perto de mim, mas não se atraem. Acho engraçado, pois enchem-me de elogios... Sinceramente, penso que dizem isso pra eu não ficar triste, pois sabem que sou bipolar, coisa e tal... Ser o "amigão" é legal até a página 17. Quando vira pra 18, minha gente, quando o cara se apaixona ou simplesmente tem um interesse a mais, o que é perfeitamente normal entre pessoas que comungam dos mesmos interesses "sexuais". Porém, tem gente que acha "a morte" quando o amigo ou amiga se interessa fora do sentido "fraterno". Não sabem lidar com isso e acabam com a amizade para preservá-la. OI? É isso mesmo? Vamos acabar com a amizade para preservá-la? Sim, eu já ouvi esse absurdo mais de uma vez.

Resolvi assumir de vez o posto de "amigão", falta aceitá-lo de todo o coração, assim, ninguém se machuca mais. O lado bom é que as amizades costumam durar pra sempre. Portanto, não é de todo mal ser "o amigão".

Beijo nas crianças,
MB

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Autoanálise (Crônica)

Por que só consigo escrever quando estou triste? É uma coisa comum quando produzo meus textos aquela dor fininha no peito, ou, melhor dizendo, esta dor que agora sinto. Sinto que tendo à pieguice quando escrevo sem esse espinho no coração. É na solidão e na solitude que faço meus trabalhos mais bonitos e quanto mais belo o texto, mais só estou. Estar escrevendo sobre isso não é um ato de autopiedade. Eu gosto da minha companhia, me acho divertido, vivo rindo de mim mesmo e me conhecendo melhor a cada dia. Como humano que sou, tem vezes que sinto falta de pessoas ao meu lado, principalmente das que eu amo. Porém, preciso muitas vezes estar só, preciso sentir essa dor, pois é ela que me conduz a um mergulho profundo na minha alma. Todas as vezes que busquei pessoas, que busquei companhia, no final era comigo mesmo que eu ficava. Então precisei aprender a ser só, como diz a canção. Esse aprendizado é difícil, pois vai contra a natureza humana. A Bíblia diz que não é bom que o homem fique só, mas fiquei só a maior parte da minha vida e não foi ruim. 

Concluí que buscar a própria felicidade em outra pessoa é uma leviandade consigo próprio. A minha felicidade ou seja lá o que isso for, tem que estar na minha mão. É aquele lance de começar a gostar de si próprio, começar a se cuidar por causa própria.

No mais, quero agradecer a todos que leem meu blog, que já ultrapassou 6.000 visualizações em menos de 1 ano e meio. Creio que escrevo coisas produtivas, senão não teria alcançado esse resultado. Vamos seguir em frente. Quem sabe um livro venha por aí?

Beijo nas crianças,
MB



Mulher Gostosa (Crônica)

Hoje, um colega me abordou e me apontou uma mulher e disse: "Pô, Marcio, ela é muito gostosa, né?". Eu respondi: "De fato, ela é, mas vacilou feio comigo, me desrespeitou, então, poderia ser a Miss Universo e ainda assim não teria o menor encanto pra mim". Ele ficou me olhando como se eu tivesse deixado de gostar de mulher. Nem quis dar explicação alguma pra ele, fala sério!

Vim dirigindo pra casa pensando no assunto e no conceito de "Mulher Gostosa". Sou, assim, tipo Martinho da Vila: "Já tive mulheres de todas as cores...", inclusive gostosas, inclusive capa de revista de mulheres nuas. Eu, sinceramente, gosto de ver uma mulher bem cuidada, com belas curvas, etc e tal. Porém, meu conceito sobre "Mulher Gostosa" é diferente do comum, pelo o que concluí na minha reflexão durante minha volta pra casa. Eu defini em uma frase o meu conceito: MULHER GOSTOSA É AQUELA QUE TORNA A MINHA VIDA MAIS GOSTOSA. 

Sim, de fato, pegar numa pele macia, num corpo bem delineado, é bom pra exercitar o sentido do tato. É bom pra exercitar as funções motoras. Aquele cheiro gostoso de mulher bem cuidada faz com que nós, homens, percamos a cabeça. Mas, taí uma coisa que me deixa contrariado: por que perdemos a cabeça com isso, somente? Permitam-me explicar a questão. Eu já namorei "gostosas" que tornaram minha vida um pandemônio ou simplesmente um tédio, pois muitas das "gostosas" esquecem de malhar o cérebro, de fazer uma lipoaspiração de futilidades e implantes de conhecimento e cultura. 

Aquela pele de pêssego um dia vai virar maracujá de gaveta, cedo ou tarde! O tempo não faz barganha com o dinheiro. Chega um momento que a grana não consegue mais pagar a propina pro tempo e aí cai tudo. E depois disso, o que a "gostosa" vai ter a oferecer? Chega uma hora que os implantes de "sei lá o que" acabam que deformando a mulher, transformando-a em uma coisa meio "extraterrestre". É tanto esticamento de pele que um dia pode simplesmente arrebentar. Rostos ocidentais com aqueles olhos puxados que só ficam bem nas orientais, porque é NATURAL. Aquelas bocas carnudas que só ficam bem na Angelina Jolie e na Cláudia Raia.

Eu fico assustado com a arrogância de certas mulheres, achando que pelo fato da natureza ter sido generosa com elas, se sentirem no direito de agir com total falta de educação e respeito com os homens. Eu já paguei muito o pato por aturar essas atitudes a troco de nada por causa de uns babacas que se desmontam todos por causa de uma mulher "gostosa". Elas acabam achando que todo homem é babão e fazem umas coisas que dá vontade de mandar para um lugar muito feio. Até uma certa idade eu era um babão porque achava que satisfazer os caprichos delas as trariam pra mim. Ledo engano! Só me faziam gastar a grana que sempre ganhei com muito esmero para financiar suas diversões e, em algumas vezes, elas me "presenteavam" com seus belos corpos numa noite de sexo (em sua absoluta maioria, de péssima qualidade). Presente de grego, né? E pagava motel caro pra uma noite de marasmo e frescuras.

Enfim, acho que agora, depois de quase trinta e cinco anos muito bem vividos, estou aprendendo a diferenciar as "gostosas" conforme a convenção geral e as "gostosas" de acordo com o meu padrão. Aprendi que é bom estar perto de mulheres gostosas e não necessariamente ter qualquer tipo de relação física com elas, pois a fase do desespero passou e agora pra passar na minha catraca, tem que ter um passaporte carimbado e esse carimbo necessita de alguns critérios para ser conseguido. Não sou o Brad Pitt, George Clooney, Vin Diesel e outros caras que as mulheres dizem ser "sonhos de consumo", mas eu sou um cara que torna a vida de uma mulher bem mais gostosa. Sei do meu valor e meu passe é caro, não é qualquer "clube" que pode me "contratar". 

Sei que assim como o tempo é cruel com as mulheres, é cruel com os homens. Por isso, mais do que nunca, cuido do meu corpo, mente e espírito, pois quero ter vitalidade, conteúdo e consistência para tornar a vida de uma mulher mais gostosa.

Beijo nas crianças,
MB

domingo, 5 de agosto de 2012

Patinho Feio (Crônica)

A fábula do Patinho Feio sempre fez parte da minha vida. Felizmente, quando criança, consegui entender o contexto dessa história, o que me ajudou a tomar decisões muito importantes. Não existe "festa estranha com gente esquisita". Quando você vai em festas onde se sente deslocado, a culpa não é da festa, não é das pessoas, não é sua. Simplesmente você não faz parte daquele grupo e isso seria resolvido se você conhecesse umas duas ou três pessoas e com isso iria se alastrando a rede de contatos e pronto: tudo deixa de ser estranho e esquisito. Por outro lado, tem a questão do astral... Você nem sempre está na mesma "vibe" da festa e não se culpe por isso. Procure entrar na "vibe" ou vá embora. A fábula do Patinho Feio dá esse entendimento, e ainda se pode esmiuçar muito mais sobre o assunto. 

O Patinho Feio não é feio. Ele é diferente e a fábula mostra a insensibilidade e intolerância de algumas pessoas com gente diferente. Porém, quando esse ser "diferente" está junto dos seus iguais, essas mesmas pessoas intolerantes e insensíveis conseguem até ver beleza no "ser diferente".

Isso acontece comigo sempre. Sou cantor e toco alguns instrumentos musicais. Noto que quando estou executando o ofício de músico, causo certo encantamento, todos me olham e mulheres usam sua imaginação e às vezes me contam o que pensam, quando desço do palco. Sei que isso não é por causa dos meus belos olhos castanhos. Tenho a consciência de que é o encantamento do meu ofício. Porém, quando passo na rua vestido da mesma forma que eu estava no palco, ninguém me olha, ninguém me aborda. Fico triste com isso não, sei que é assim mesmo. Quando escrevo, também sou especial, as pessoas reconhecem e isso me deixa feliz. Quando estou no meio de poetas, literatos, escritores, não sinto nenhuma estranheza. Me sinto em casa. Se me colocarem no meio de um grupo de funkeiros, vou me sentir deslocado, pois não é minha área de interesse. Que fique claro, não há "grupo" melhor que o outro. Quem diferencia "tribos" qualitativamente, ao meu ver, com todo o respeito, é burro!

Namorei uma moça, certo tempo, que adora comédias românticas, fã declarada de Hugh Grant. Eu não gosto muito desse gênero, mas não deixei de assistir Bridget Jones com ela. No entanto, ela era democrática e assistia Bruce Lee e Van Damme comigo... Hahahaha. 

Se o mundo soubesse, de fato, o que é HARMONIA, as diferenças seriam respeitadas e ninguém mais seria rotulado de estranho e esquisito. Ninguém agrediria física e verbalmente seres diferentes. Não haveria guerras. Seria um mundo ideal para John Lennon. Imagine all the people living your life in peace!

Beijo nas crianças,
Marcio Bragança

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Ainda Tentando Entender as Mulheres (Crônica)

Sigo numa interminável saga de entender um pouco sobre as mulheres. Fala-se muito que pessoa alguma nunca as entenderá, mas eu tenho um quê de utopia dentro de mim. Certa data, sentado à mesa de um bar com alguns amigos, todos homens, começamos a falar sobre mulheres, algo trivial. Não sei se era a lua, o chopp ou seja lá o que for, que fez com que contássemos nossas histórias uns aos outros e no final concluirmos que estes seres maravilhosos, que são as mulheres, estão longe do nosso entendimento. Ainda estamos engatinhando sobre a psiquê feminina. 

Um dos participantes contou sua história com uma mulher de meia idade, super bem resolvida, independente, bela e interessante, segundo as descrições dele. Ambos se conheceram de forma casual e encantaram-se um pelo outro assim "de cara". No entanto, houve um espaçamento de tempo consideravelmente grande para que eles tivessem o primeiro encontro. Quando aconteceu, ele foi visitar o apartamento dela e conversaram bastante e no final acabaram dormindo juntos. Durante a semana ele tentou contato com ela, sem sucesso. Exata uma semana depois, ela o atendeu e eles marcaram novo encontro. Chegado o dia do encontro, ele enviou um SMS pra ela pra dizer que estava a caminho, mas eis que surge uma resposta inesperada dela pedindo pra que ele voltasse pois não se sentia bem e precisava descansar pra acordar cedo. Durante a semana ele tentou contato de novo até conseguir: ela responde por SMS que não queria mais vê-lo porque ele é bom demais, envolvente, apaixonante e outros adjetivos fabulosos. Oi? Deixa eu ver se entendi: ela deu um pé na bunda do cara porque ele fez tudo certo? E a risada na mesa foi geral...

Outra história que rendeu risadas foi a da mulher casada que saiu com um dos participantes da resenha. Ela era evangélica (e humana, passível de erros, ok). Os dois se conheceram pelo chat do Terra.com há tempos e ele foi fazer um trabalho musical na cidade dela e ambos se encontraram. Ela foi ao show que ele estava tocando e depois foram pro motel jogar xadrez... Ok, vocês sabem o que eles foram fazer... Hahahaha. Pulando todos os detalhes sórdidos desta noite de volúpia e prazer, ela foi levar o cidadão pra onde ele estava hospedado e colocou um CD de música gospel e começou a tentar "converter" o cara. O músico ficou com uma ressaca moral danada e perguntou como ela conseguia falar da Bíblia normalmente depois de ter cometido adultério... Ela disse que Deus perdoa e que o marido não dá conta... Risadas, risadas...

A história mais preocupante na mesa foi a da mulher que queria casar com o cara depois de dormirem juntos uma única vez. Isso dá medo. O cara correu e a mulher também correu... atrás do cara... Segundo o relato, foram uns cinco meses de perseguição até que ela foi vencida pelo cansaço. Todos nós que estávamos na conversa falamos sobre coisas muito idênticas a isso.

Definitivamente cheguei a conclusão que num primeiro encontro NUNCA se deve falar de casamento. Isso fatalmente bota alguém pra correr. Cheguei a conclusão que NUNCA vou entender as mulheres, mas que SEMPRE vou tentar. São seres maravilhosos e personalizados. As mulheres não são todas iguais, graças a Deus!

Beijo nas crianças,
MB