segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Percurso Nebuloso Sem GPS (Poema)

Imagino que estou em um carro
Numa estrada com visibilidade mínima
Os freios não funcionam
E sinto que estou num leve declive
Os farois funcionam
A sinalização da pista é excelente
E permite que eu conduza o veículo
Até o momento, sem maiores perigos
Porém, não conheço o trajeto
E meu GPS não está com sinal
O que há além dessa neblina?
Uma descida mais acentuada?
Clamo por um aclive
Preciso parar esse carro
Preciso consertar os freios
Essa névoa há de ter um fim
Hei de ter um sinal pro meu navegador
Pra poder voltar a ouvir sua voz encantadora
Mostrando a direção que devo seguir
Quero chegar às suas curvas
Mas não encontrei as coordenadas
Sei que elas estão com você
E se for a sua vontade
Alcançarei o objetivo
E se não for
O caminho de volta eu sei
E levarei comigo as lembranças do que jamais tive

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Poema Dilacerado (Poema)

O que eu posso contra o encanto?
Nada! Absolutamente nada!
Um dia sem ouvir a voz da Musa
Resultou numa saudade avassaladora
O encanto permanece e cresce
Mesmo ela tão distante
Sinto-me um tanto perdido
Vejo um poema dilacerado
Resolvi escrever assim, sem filtros
Literal, absolutamente literal
Visceral, sentimental
Com a sensação de que a Musa
Escorreu pelas mãos do poeta
Escrevo pra não enlouquecer
Pra não perder o meu Norte
Mas não tenho mais certeza 
Se minha bússola está funcionando direito
Andarei com a fé, pois ela não falha
E com a cautela, que assim como canja de galinha
Não faz mal a ninguém
Queima dentro de mim, paixão!
E assim continuarei caminhando
Sei que a toquei, pude sentir
Paciência, poeta! Paciência!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

The Sweetest Taboo (Poema)

Até este cântico em seu louvor
A paixão era um tabu, doce tabu
O estado de apaixonamento era amedrontador
Porém, num instante de quase cinco horas
Perdeu-se o medo em ambos os lados
Me senti menos Dante
E lhe senti menos Beatriz
Assumi em palavras claras o meu encanto
E numa tacada repleta de confiança
Confessei estar apaixonado por você!
Estava eu tão repleto de certeza
Que tais dizeres não lhe causariam medo
Que acertei o buraco 18
E me senti Tiger Woods
Aquele super campeão de Golf
Quando ouvi sua voz de leoa mansa
Dizer: não fiquei assustada dessa vez!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Dante Alighieri (Poema)

És, neste momento
A minha Beatriz
Musa inalcançável
Por quem eu percorreria
Inferno, Purgatório e Paraíso
Até que fosses minha
Vi que tens predileção por nomes italianos
Deixa-me ser teu Dante
Teu poeta florentino
Tomado pelo encanto que me causas
Este é o oitavo canto que te faço
Me sinto Dante Alighieri no Purgatório
Tu já me tiraste do Inferno
E só haverá Paraíso nessa Divina Comédia
Se tu fores minha, de fato
E assim sendo, tu já não serás Beatriz
E eu não serei Dante
Serás a Musa
E eu serei teu poeta

Recuo (Poema)

Deitadas fora quaisquer estratégias
O poeta recua neste dado momento
Em proteção à Musa
Ou seria em sua própria proteção?
O encanto tornou-se perigoso
E o poeta pela primeira vez sentiu medo
Que fique claro: o poeta não bateu em retirada
Apenas está seguindo sua intuição 
Dando um ou dois passos atrás 
Levando a Musa para a imaginação 
Onde ele sente que a obra continuará a ser escrita
Com a mesma fluência que começou 
Mesmo que daqui pra frente
Os versos sangrem por uma paixão incontrolável
A obra terá seu desfecho

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Pré-Proposta (Poema)

Eu quero a sorte de um amor furioso
Um rio vermelho de forte correnteza de paixão
Vida! Movimento! Desejo! Saudade! Reencontro!
Eu quero um ponto de exclamação no final de cada coisa que fizermos
Ainda que implícito aos olhos dos outros
Não lhes interessa mesmo!
Eu quero saber se posso lhe querer
Não lhe é dado responder
Descobrir é o meu dever!
Eu quero a liberdade de poder rimar quando me der na telha
Até de ser clichê, vez em quando
Nem todo clichê é mentira!
Eu quero, quero, quero
O tempo passa e mais eu quero
A cada dia me encanto mais!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A Foto (Poema)

Uma mulher olhando para baixo
Vi numa fotografia
Atiçou-me a curiosidade:
"O que havia ali no chão?"
Não sei dizer
Mas é certo que o chão ficou encantado
Como eu
Que já não mais acompanhava
O vetor do olhar dela
Concentrei-me no colorido de sua blusa
Mas sobre essa peça de roupa
Uma longa cabeleira
Vermelha de fúria
Fui acompanhando de baixo para cima
Parei no seu rosto
E olhei nos olhos da mulher que olhava pro chão
E percebi uma doçura nesse olhar
E as nuances de um rosto alvo
De belos desenhos
Mas o acabamento de sua boca
Meu Deus! Petrificou-me!
E quando saí do transe
Clamei com fervorosa fé
Para que um dia ela olhe
Na minha direção

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O Verbo "Deletar" (Crônica)

Nestes tempos de Internet, passamos a conjugar um verbo novo: "deletar". Lembro que em tempos que se usava o MS-DOS, usávamos um comando chamado DEL, que vem da palavra DELETE, do vocabulário inglês, que ao traduzir para o português significa APAGAR, entre outros sinônimos. Acabamos trazendo para o nosso vocabulário essa palavra, que até certo momento era apenas um termo técnico para o mundo da computação. Com o surgimento das Redes Sociais, DELETAR deixou de ser apenas um termo técnico. Hoje nós DELETAMOS pessoas. Quem usa qualquer tipo de Rede Social, deve conjugar diariamente esse verbo.

Estava eu dando aquela olhada rotineira no Facebook e me peguei DELETANDO pessoas. Algumas porque escrevem tantas coisas desconstrutivas que os olhos não aguentam. Outras porque me são importantes e fizeram ou disseram coisas que me feriram. Sim, cheguei a conclusão que na grande maioria das vezes que DELETO alguém, é porque essa pessoa tem alguma importância e/ou relevância pra mim. Parto do princípio de que só me afetam palavras de quem me importa, de quem é de alguma forma relevante ao meu ver. Não costumo ficar chateado com pessoas que não tem significado pra mim, exceto quando elas mexem com coisas ou pessoas que tem importância na minha vida. Nesse caso eu DELETO e fecho todas as vias de contato para que não haja risco algum de interação com esse alguém. Uso o recurso de BLOQUEAR, que é um estágio mais elevado do ato de DELETAR. Há tanta gente que escreve coisas que não concordo, mas pelo fato de não me atingirem, esqueço logo após passar o olho. O cyberespaço é um "mundo" livre, como a vida fora do computador é. Inclusive alguns poucos vão até pra cadeia por usar essa liberdade sem noção. 

Conversando hoje com uma nova amiga, divagando sobre os tempos de hoje, concluí que estou em desacordo com a correria do mundo atual. Por vezes, por questão de sobrevivência, tenho que entrar nesse pique e correr junto com o planeta, mas eu não quero me adaptar a essa "pegada". Sou de outro tempo, creio que metade de mim é analógica e a outra é digital. Essas partes entram em conflito todos os dias e constatei que quando a parte analógica vence, me sinto mais confortável e feliz. Quando a digital vence, sinto falta daquele gosto mais consistente das coisas da vida. O tempero da rapidez é muito menos consistente do que o tempero da calma. Na culinária é assim, tudo tem seu tempo certo pra receita ser executada com perfeição. Se o cozinheiro pula ou adianta alguma etapa, o resultado vai ser comprometido. O prato pode ficar pronto, mas de repente não tão gostoso como seria se tudo fosse feito no seu devido tempo e intensidade.

Meu amigo Raul de Barros Jr. tem uma canção que o refrão diz: "A Terra está girando cada vez mais rápido". E é isso aí. Já estamos nos mecanizando, já estamos usando o mouse e o teclado, os tablets e celulares, para executar comandos digitais que excluem pessoas da nossa vida, muitas vezes por nada que justifique tal ato. Muitas vezes só por elas terem opiniões diferentes, gostos diferentes.

O futuro me preocupa. Me preocupa muito.
Vamos ver isso aí, meu povo... Quem tem olhos, leia... Quem tem ouvidos, ouça... Quem tem coração, sinta... QUEM TEM CORAGEM, AJA!

Beijo nas crianças,
MB

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Solteirice (Crônica)

Hoje parei pra pensar na "solteirice". Daqui a pouco mais de um mês completarei dois anos de "solteirice". Quem diria que eu ficaria tanto tempo sem uma parceira? Nunca passou de seis meses o intervalo de um relacionamento pro outro, comigo. Eu não vou fazer aqui um discurso, que acho ridículo, por sinal, dizendo que é por dificuldade de achar alguém legal, bacana. Todos os dias pessoas casam e outras se separam. Todos os dias casais começam a namorar e outros terminam. Haja vista que isso acontece, há gente legal sim, pra todo mundo, independente da orientação sexual. Há gente que não é legal, isso é fato, mas o mundo ainda é "bão", Sebastião.

Cheguei a pensar que eu tinha virado um iceberg humano e jamais me interessaria em uma mulher de novo. Achei que estava imune, pois estava adorando a vida de solteiro. Ainda gosto, pra ser sincero. A vida chega e promove encontros dados como impossíveis e põe fogo nos nossos corações de uma hora pra outra, coisa que deixa muita gente perdida e confusa. Em certo fim de semana, meu coração foi atingido por um potente "lança-chamas" e fiquei "desbaratinado". Foi bom ter sido fulminado por tanto calor, ainda que não correspondido. Ocorreram ao longo desses últimos quase 24 meses uns "incêndios" no meu coração, porém, sempre apagados pelos "bombeiros" da não-reciprocidade ou simplesmente da falta de sorte e/ou condições para dar prosseguimento àquilo que começava. 

Apadrinhei, ao todo, dezessete casais que estão juntos até hoje (sou pé quente...). Esqueci de como é bom ter uma companheira pra partilhar o fim de semana, fazer uma viagem juntos. Mas a liberdade de poder ir e vir sem dar satisfação a alguém é bom também. Ambas as situações tem seus lados ruins. Ambas as situações podem se tornar um "pé no saco" quando nós não valorizamos a pessoa que está conosco e/ou também a NÓS MESMOS. Tudo, quando sai do equilíbrio, dos trilhos, desencadeia tristeza, solidão (mesmo que acompanhada, que é pior ainda), dependência e vício.

Mais uma vez fica "martelando" na minha cabeça: É IMPOSSÍVEL SER FELIZ SOZINHO? Sei lá...

Beijo nas crianças,
MB

terça-feira, 2 de julho de 2013

Sobre as Belezas (Reflexão)

Prezo muito a educação, a consideração. Não adianta ter uma beleza plástica de alto nível se não tem um coração de alto nível. Ah, se você soubesse que a verdadeira beleza emana de dentro pra fora, trataria com mais cortesia as pessoas que lhe cercam. Assista "O Grande Perdedor" ou pesquise no Google casos de pessoas que ficaram "bonitas" depois de dietas, exercícios físicos e, em casos mais hediondos, cirurgias plásticas. Essa "beleza" o dinheiro compra. Talvez você tenha até comprado a sua. Pense sobre isso.

Beijo nas crianças,
MB

sábado, 15 de junho de 2013

Malu Menina (Prosa Poética)

Maria Luiza Morgado Bragança, Malu... Meu amor, uma das minhas mais belas composições. Hoje você faz aniversário. Personalidade de mulher forte desde menina. A flor do papai. Meu orgulho, minha honra de ter feito você junto com sua mãe, que mesmo separados, estamos cuidando de você à nossa maneira. Mesmo quando você for uma mulher feita e pronta pra vida, será sempre a minha Pocoyo. Amo você com todas as minhas forças e estarei sempre disponível quando precisar de mim. Largo tudo pra estar com você nos momentos de necessidade. Minha menina, sempre vai ser minha Malu Menina, mesmo que mulher, mesmo quando eu me for. Serei seu anjo protetor, minha filha e procurarei lhe dar o melhor exemplo de vida que eu puder. De todos os homens desse mundo, sou o seu melhor amigo, aquele que vai lhe ouvir toda vez que quiser falar. Aquele que vai lhe dar carinho quando o mundo lhe abalar. Sempre será a minha princesa, minha preciosa. Lhe deixo viver, lhe deixo livre pra que conquiste o mundo à sua maneira. Terá meu apoio irrestrito em suas escolhas, pois sei que irá fazer boas escolhas na vida. Tem uma inteligência nata, uma esperteza que dizem que vai me dar trabalho. Um prazer de trabalho ser seu pai. Feliz aniversário, meu amor, a mulher que endireitou a minha vida. Amo você pra além do sempre.

Um beijo, minha eterna criança, esse é só seu!
Papai

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Protesto Contra o Protesto (Crônica)

Estamos em época de protestos contra o aumento da tarifa de ônibus, que diga-se de passagem, é um abuso tremendo, haja vista que a comparação do aumento do Salário Mínimo com o da tarifa de ônibus é absurda. De 1997 pra cá o Salário aumentou quase 400% enquanto a tarifa aumentou pouco mais de 700%. Acho justíssimo o povo ir às ruas para protestar, é coisa de país de primeiro mundo, inclusive. Porém, a adesão popular não é como deveria ser por causa de alguns VERMES que vão lá pra fazer BADERNA, VANDALISMO e, com isso, uma multidão de mais de 10 mil pessoas acaba perdendo a razão. Vi uma foto do Museu Histórico Nacional, situado no Rio de Janeiro, com sua fachada totalmente pichada. Peraí, meu conceito de protesto está ultrapassado ou eu ainda tenho algum juízo em minha cabeça?

Na época da Ditadura, muita gente morreu pra defender a democracia desse país e uma minoria, dentro de um povo que tenta honrar nossos revolucionários de outrora, envergonha toda essa história das lutas populares contra os abusos do Estado (Militar ou Civil). Quando vejo essa gente, fico pensando que nossos antecessores morreram por nada! Uma amiga minha relatou em certa Rede Social que presenciou um telefonema de uma adolescente dizendo para a mãe que achou super legal jogarem bomba em cima dela. Me parece ser um exemplo de mauricinhos e patricinhas que querem mostrar ao mundo que são discípulos de Che Guevara. NUNCA SERÃO! Fazer revolução é coisa séria e requer ordem, liderança e objetivo! 

Não sou defensor da Polícia Militar, muito pelo contrário... Se eu dissesse o que penso sobre a PMERJ poderia até ser preso. Eu presenciei uma confusão que aconteceu dentro da Central do Brasil em 2009, estava bem no "campo de batalha" e vi o completo DESPREPARO da PM para contenção de tumultos. Todo mundo errou. A intenção da maioria dos insatisfeitos com a Supervia era tão somente quebrar tudo, eu vi e filmei esse vandalismo. Sim, a PM teve que entrar pra controlar a situação, porém eu vi um bando de homens fardados entrando sem a menor estratégia na estação e distribuindo porrada em quem estivesse pela frente. Eu VI idosos apanhando. Vi inocentes apanhando. Vi baderneiros apanhando. Eu só não apanhei porque fiquei esperto e sabia que partir pro confronto corporal com aqueles homens destreinados, porém armados, seria um ato de burrice. Além de eu me machucar, seria preso, sujaria minha ficha e ninguém iria "comprar meu barulho" depois. Sou a favor de GREVES, a favor de atos que firam POR DENTRO a estrutura do Estado para que seja tomada uma providência. Sou a favor do Protesto dentro da Lei. Apesar da nossa Constituição ser, em seu todo, uma piada, ela nos dá liberdade pra protestar. Porém, a porcaria do CÓDIGO PENAL BRASILEIRO enquadra todo aquele que comete atos de vandalismo. E pra mim, essa galera tem que ir pra cadeia mesmo. 

Não esqueço daquele Professor de Literatura que parou em frente a um tanque na Praça da Paz Celestial, na China. É uma imagem do Protesto que sou a favor. Ele não quebrou nada, não bateu em ninguém e mostrou pra República Popular da China que havia esperança.

Essa é a diferença do Protesto válido em relação ao Protesto desordeiro. Eu sempre fui da opinião que o Protesto deve ser feito TAMBÉM no processo eleitoral, NAS URNAS, mas me chegaram materiais dizendo que as Urnas Eletrônicas são uma farsa. Materiais convincentes, mas eu já participei de auditoria de Urnas Eletrônicas. Inclusive fui eu quem fez o download das informações num cartão de memória e enviei EU MESMO para o sistema do TRE. Fiz parte do time de técnicos que eram responsáveis pelas Urnas no Município do Rio de Janeiro no primeiro ano de implementação das Eletrônicas, pela empresa PROCOMP. Se há farsa, camarada, ela é MUITO BEM FEITA, pois eu, ex-profissional de informática, modéstia à parte, dos bons, não vi irregularidade alguma no processo. Eu fiz pessoalmente a transferência de dados de VÁRIAS URNAS para o TRE.

Até que seja totalmente comprovado o contrário, acredito na lisura do processo eleitoral brasileiro. Sabemos que por causa de uma "geral" num condomínio popular, uma cesta básica, um emprego tercerizado pra um membro de uma família, entre outras maneiras de comprar votos, rolam neste país que é de terceiro mundo porque quer. Num regime republicano, democrático, o povo tem poder. Mas aqui, ele não exerce. Estamos numa Ditadura sem exílios, militares e censuras. Povo adestrado. Ainda tenho esperança, mas é pouca, infelizmente.

Beijo nas crianças,
MB

domingo, 2 de junho de 2013

Verbo Ler (Poema)

Eu leio Dan Brown
Tu lês Paulo Coelho
Ele(a) lê Cinquenta Tons de Cinza
Nós lemos Augusto Cury
Vós ledes Operação Cavalo de Tróia
Eles(as) lêem Crepúsculo

sábado, 11 de maio de 2013

Minha Mãe (Crônica)

Ela se chama Rosangela Bragança, faz aniversário no mesmo dia que o meu filho Pedro Henrique Bragança. É a mãe que eu escolheria se fosse me dada a opção. Nunca escrevi uma canção pra ela, porque sempre que eu tento escrever, falho. Às vezes parece que nenhuma canção fica suficientemente boa pra ela. Minha mãe vale mais que todas as canções que eu poderia escrever pra ela. Minha mãe me deu a vida, salvou minha vida, cuida da minha vida, é a minha vida. São incontáveis as vezes que a decepcionei, que a desrespeitei, que eu disse que ela é uma chata. Sou tão impaciente com ela... Ela me pede ajuda e muitas vezes atendo com má vontade. Mesmo eu sendo um dos piores filhos do mundo ela continua sendo a melhor mãe do mundo. Perdoa sempre minhas crises, segura junto com meu pai esse rojão, que sou eu. É uma mulher honesta, divertida e sofrida. Foi quem segurou minha avó nos braços quando ela deu o último suspiro. Foi quem lutou nove meses naquela porcaria que é o Hospital dos Servidores do Rio de Janeiro pela vida do meu avô. É ela, que mesmo com pouca instrução, que faz as contas da casa. Meu pai e eu confiamos plenamente nela. Seria uma grande administradora, se a vida lhe permitisse estudar. Desde criança cuidava dos meus tios e sacrificou a escola por causa disso. Com vinte anos me teve e cuida de mim todos esses anos. É uma avó maravilhosa pros meus filhos e eles a amam muito. Ela adora História. Os canais preferidos dela são o Discovery Channel e o History Channel. Tem uma "mania de limpeza" crônica (nesse momento entrou no meu quarto pra passar aspirador de pó e nem imagina que estou escrevendo um texto pra ela...). Não adianta, ela tem que limpar a casa quase todos os dias, apesar de eu e meu pai não sujarmos. Ela é uma mulher forte, pois lida com dois homens de personalidade forte nesta casa.

Pedir perdão a ela é muito pouco. Eu precisaria de muitas vidas pra reparar tudo que fiz pra machucá-la, dos cinco sustos que a fiz passar. Eu amo minha mãe e morreria sem pestanejar por ela. Ainda me chateio quando ela me trata como criança, mas ela sempre vai me tratar assim. Ela é mãe! Mãe é assim! 

Esse texto é uma forma muito pequena de expressar o meu amor por minha mãe. Graças a Deus ela está viva e vai ler isso tudo. Quero ser um filho melhor pra ela, será que tenho tempo? Que os Céus me ajudem a cuidar dignamente de minha mãe quando ela precisar de mim. Eu vou estar lá por ela. Sim, eu vou!

Beijo de sua eterna criança, mãe!
MB

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Fé (Poema)

O impossível
Tornou-se improvável
Depois, provável
Logo, era uma possibilidade
E, finalmente, virou realidade!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Medo de se Relacionar? Hahahahaha! (Crônica)

Queridos e muito estimados leitores! Já passamos de doze mil visualizações deste modesto blog azul-bebê em apenas dois anos. Obrigado, obrigado!

No momento, encontro-me perto de completar dois anos de "solteirice" e resolvi fazer uma retrospectiva desse tempo. Cheguei a algumas conclusões... Me deparei com mulheres em estado de "luto", "medo de se relacionar" e coisas do tipo. Eu sempre fui o tipo de homem que dá espaço, que entende e que... "dança"... É, eu "danço" sem saber dançar (sério, não sei dançar...rs). O engraçado é que a maioria dessas mulheres começam a namorar pouco tempo depois. Sim, eu acho graça! Quando eu dou a sorte de "furar o bloqueio", tcharammmm: aparece outro bloqueio (distância, incompatibilidade de tempo, entre outros). Concluí nesse tempo todo, somado com as experiências anteriores, é que essa coisa de "estou em luto" (exceto quando o par realmente morreu), "estou com medo de me relacionar", "estou com medo de me magoar" quer dizer tudo a mesma coisa (perdoem o pragmatismo): ESTA MULHER NÃO ESTÁ AFIM DE VOCÊ, RAPAZ!

Contar-lhes-ei uma história do meu movimentado passado. Certa vez interessei-me por uma moça que eu já conhecia da época da escola (anos 80... Xuxa, Balão Mágico, Trem da Alegria, Ploc). Em um determinado ano, trabalhávamos no Centro da Cidade do Rio de Janeiro e amigos em comum almoçavam juntos e nesse momento gastronômico começamos a conversar. Por sermos vizinhos muito próximos e por sairmos na mesma hora de nossos trabalhos, pegávamos o mesmo ônibus pra voltar e descíamos no mesmo ponto. Descobri nas conversas no transporte coletivo de massa (e haja massa!) que ela estava namorando e o relacionamento estava em crise. Namorado muito ciumento, não dava a atenção que ela queria e por acaso (ou não, Caetano) eu estava ali dando a atenção que o cidadão que estava em relacionamento sério com a moça não dava. Fomos a cada volta pra casa nos envolvendo num clima constrangedor, pois eu era um bom rapaz, não "ficaria" com uma moça comprometida. Certa data acabou que eu disse pra ela que estava me apaixonando e ela confessou que ficou "balançada". Pouco tempo depois, estávamos saindo da Missa (nós frequentávamos a mesma paróquia) e o namorado dela foi buscá-la. Eu fiquei de papo com os amigos no estacionamento da igreja, de olho nos dois, que ao invés de irem embora, ficaram conversando. Ambos gesticulavam. Sim, era uma DR (Discussão de Relação). Passado algum tempo, o rapaz tomou o caminho da saída, de cabeça baixa, e ela veio correndo em direção onde eu estava. Chamou-me no canto e apenas disse: "Terminei com ele". Nos beijamos e naquele momento eu era o novo namorado dela. Digamos que o "luto" dela durou menos de um minuto. OBS: Ela foi a segunda colocada entre as mulheres que me namoravam, no quesito CIÚME. Apanhei dela na rua e tudo. Podem rir, eu deixo.

O "medo de se relacionar" e as coisas do tipo são, em sua maioria, um "não". Sugiro que as pessoas caiam fora quando essas justificativas são dadas. Insistam se valer muito a pena, mas não se iludam.

A certeza que tenho é que quando entra a paixão, os medos vão para a "cucuia".

Beijo nas crianças,
MB

quinta-feira, 14 de março de 2013

O Esquema Tático da Vida (Crônica)

A vida é uma caixa de surpresas. Pessoas surgem, pessoas vão... Pessoas marcam, sim ou não. Deixam aquele perfume nas mãos. A vida é caprichosa nas suas tramas. Ela é meticulosa, faz seus arranjos e promove inesperados encontros. Nem sempre no tempo dos humanos, mas sempre no tempo dela. Tolos somos nós que queremos ser senhores do tempo. Não, não é assim. Paciência é a chave e nem todos nós a temos ou a desenvolvemos. Clamamos paciência aos Céus e a resposta vem com situações que fazem que a exercitemos. Conversas esclarecem, mas o poder do toque é poderoso. Sem palavra alguma. Apenas toque. Apenas cheiro. Apenas os sentidos entrando em ação. Tudo muda e todas as palavras foram apenas um pequeno detalhe, porém esse detalhe nunca pode ser deixado de lado. As palavras têm sua função, desde que não sejam vazias de conteúdo e veracidade. É justamente a veracidade que faz a diferença. O toque é apenas um esbarrão ou coisa do tipo quando não há veracidade. Esse toque verdadeiro provoca o beijo mais gostoso que é aquele que não foi dado ainda, e sim esperado, procurado, caçado. O segundo melhor beijo é o resultado e a explosão de emoções contidas em olhares, pensamentos, divagações e dúvidas. É o resultado daquele beijo na mão, aquela pegada na cintura, aquele "chega pra cá, meu bem", aquela tentativa mal-sucedida do encontro dos lábios antes do momento certo. 

A vida tem um esquema tático que não está em nossas mãos. Ele simplesmente se desenrola durante o jogo e aplicado com afinco resulta em sucesso. Um olhar diz muita coisa aos que sabem lê-los. Uma palavra pode mudar o rumo da prosa. Um toque pode resultar num beijo. Um beijo pode mudar duas vidas e um abraço pode consolidar todo o processo e levar um encontro casual a patamares jamais imaginados. Podem ligar duas pessoas pra sempre ou pro infinito, posto que é chama, enquanto dure.

Necessário nos é compreender os sinais. Enviá-los e recebê-los. Esse é um dos jogos que a vida nos coloca em campo. Nunca envie um sinal sem receber o feedback, exceto quando o primeiro sinal é emitido por você.

Beijo nas crianças,
MB

sexta-feira, 8 de março de 2013

Corpo Sagrado (Poema)


Mulher
Eu saí do teu útero
Tu és o Instrumento Divino da existência
Não és apenas a minha costela

És corpo inteiro
Corpo Sagrado
Onde me aninho, me protejo
E posso tocar as estrelas

Te foram dadas
Incumbências e dores
Que eu não seria capaz de suportar
E tu suportas tudo com doçura!

Sou porque tu és
Nada existiria
Se não fosse tu
Mulher

quinta-feira, 7 de março de 2013

Escrever Sem Vontade (Crônica)

Lancei um desafio a mim mesmo: resolvi escrever num momento que não estou com vontade alguma de fazê-lo. Normalmente, quando escrevo, sou imbuído de necessidade de colocar em palavras o que fica "martelando" na minha cabeça. Não sinto isso agora, nem um pouco, se vocês querem saber. Escrevo agora porque sei que mesmo sem vontade e mesmo sem sentir a necessidade eu preciso escrever! Sem planejamento, sem tema antes definido, sem destino. É como pegar o meu carro e dirigir por aí sem saber pra onde vou. Nesse momento não faço a menor ideia pra onde esse texto vai e sinto certo receio de me perder no caminho e escrever, escrever e não dizer nada. Tudo bem, se der em nada simplesmente deletarei o texto. Vamos falar da primeira sensação que brotou em mim: preocupação. Com o que estou preocupado, além de compor um texto que sirva pra este blog? Me vêm à memória meus filhos, meus pais e minha carreira musical. Saudade é a palavra que vem logo quando penso nos meus filhos. Gratidão, quando penso nos meus pais. Esperança, quando penso na minha carreira musical. Essa saudade me causa dor, pois meus filhos estão longe de mim. Essa gratidão me causa dor, pois quero poder dar uma vida melhor aos meus pais. Essa esperança me causa dor, porque já são muitos anos tentando ser bem-sucedido na minha carreira musical e as adversidades vão minando essa esperança a cada dia. Dor, o ponto comum das três palavras antes citadas ao lembrar das minhas preocupações. Agora lembro da depressão que me acomete e agora começa a fazer sentido a necessidade de escrever que outrora não estava sentindo. Isso dói demais. Dói estar no meio de tanta gente e se sentir sozinho, deslocado, impróprio... Tenho uma profissão muito mal interpretada por quem a vê totalmente de fora, por quem tem visões plenamente cartesianas. Pessoas se enganam por verem no meu perfil da Rede Social do momento milhares de pessoas anexadas. Dizem que tenho muitos amigos. Ora, não os tenho. Há pessoas que me gostam e que gostam da música que faço, do meu jeito de cantar, inclusive até do que escrevo. Porém, conto nos dedos de uma só mão as pessoas que me ligam pra terem tão somente a minha companhia. Acho muito legal, aquela sensação de deslocamento, de "peixe fora d'água", sai de mim por alguns instantes, me permitindo até sorrir, me divertir.

Autopiedade: é a palavra que deve estar na cabeça de quem chegou até essa linha. Não, meus caros, não tem autopiedade aqui. Me acostumei com essa vida social inativa, coisa que desesperaria algumas pessoas. Não me desespera. Tem horas que até gosto. Sério! Gosto muito da minha companhia. Porém, não esqueço que porto depressão, o que o mundo evoluído de hoje ainda não conseguiu compreender. Está engatinhando no que diz respeito ao entendimento disso tudo. Estamos num mundo problemático e é muito natural querermos nos afastar de pessoas "negativas" (pois é assim que os depressivos são vistos pela maioria massiva das pessoas). Estamos num mundo onde viver é "ir pra night/balada", beber com os amigos. Gostar de ficar em casa ou gostar de programações não tão efusivas é muito "deprê", não é? Ah, essas pessoas que usam o termo "deprê" sem distinção, sem discernimento, não sabem o que é realmente "deprê". É algo que não se controla, ninguém tem depressão por escolha livre e espontânea, como eu já li por aí... Tampouco somos (nós, os "deprê") coitados. Temos apenas um distúrbio que pode ser facilmente tratado, fazendo-nos estar inseridos socialmente novamente (ou pela primeira vez, dependendo do caso). A ignorância ainda reina por demais e os "deprê" não se aceitam "deprê" e, por isso, não se cuidam adequadamente e vão mergulhando numa solidão que parece não ter jeito. Não se preocupem, apenas parece.

O que me faz ficar só não é a ignorância das pessoas ou uma possível maldade delas. O que acontece é que eu não me enquadro nesse estado de felicidade perene (que é uma ilusão) que o mundo, pra se livrar dessa frieza que invade cada vez mais o coração das pessoas, força, inventa, o que não acho errado, quando não é exagerado. Uma coisa é ter força de vontade, outra coisa é forçar a barra. Por não me enquadrar nesse modelo, sou considerado negativo, enfadonho, chato, o que na verdade deve ser um fato mesmo. Ficar perto de uma pessoa que pouco sorri não é legal mesmo. Eu vou fazendo o que posso pra viver em sociedade. Força de vontade eu tenho, só não sei quanto tempo tenho. Ninguém sabe quanto tempo tem. É o mistério da vida.

Beijo nas crianças,
MB

sábado, 23 de fevereiro de 2013

O Lado Bom da Minha Vida (Crônica)


Tive que assistir duas vezes esse filme pra entendê-lo melhor. Ainda não li o livro, que, por costume, deve ser ainda melhor. Já providenciei a compra e lerei tão logo chegue. Não fica nem perto dos melhores filmes que já vi, porém é um dos que mais me tocaram a alma. O personagem principal, Pat, tem o Transtorno Afetivo Bipolar do Humor, assim como eu e muitos outros. O filme abordou de uma forma muito delicada a Bipolaridade e, ao meu ver, esclareceu muita coisa a respeito. Mostrou que a Bipolaridade é um transtorno de HUMOR e não de PERSONALIDADE. Há muita ignorância ainda a respeito disso, mesmo com tanta informação à disposição. Conheço muita gente que confunde Bipolaridade com Esquizofrenia ou demais Transtornos de PERSONALIDADE. 

Escrevo com muita emoção, pois realmente foram mostradas situações reais e que dão até uma esperança a nós, bipolares, que temos os nossos episódios depressivos recheados de negatividade e os episódios maníacos recheados de positividade excessiva. Vi neste filme uma amostra de soluções de forma muito honesta. Costura-se uma história de amor entre duas pessoas transtornadas. Entra na história a Tiffany, também transtornada, por outros vieses, que conhece Pat em um jantar catastrófico, onde a comunicação de ambos é extremamente "louca", onde um toca na ferida do outro, depois falam sobre os remédios que tomaram e no decorrer da história se aproximam de uma forma muito legal. Há outra personagem, a Nikki, esposa de Pat, colega de profissão e ao que me pareceu, o símbolo de uma mulher "normal", dessas que gostam de homens "normais" ou tentam consertar os "defeituosos". Na trama, Nikki é flagrada traindo Pat pelo próprio, desencadeando um acesso de fúria que levou o rapaz à cadeia por quase matar o amante da esposa "na porrada" e logo após a cadeia, indo parar em um hospital psiquiátrico por oito meses, sendo tirado de lá pela mãe. Vejam o filme, leiam o livro pra saberem mais...

Busquei em meus pensamentos, antes de escrever, o lado bom da minha vida, e vi que é muito bom. Escrevo, sou um pouco reconhecido por isso. Tenho como profissão a coisa que mais amo fazer na vida: música, e sou reconhecido por tal coisa. Tenho filhos lindos, saudáveis e bem encaminhados. Tenho uma família que me apoia, que ajuda a me manter firme. Tenho tanta coisa boa nesse "lado bom"...

Até o momento desse texto, a vida amorosa não vai bem, mas os pensamentos de que por causa do meu Transtorno eu não poderia ter uma vida amorosa boa e saudável parecem cair por terra. Talvez por entender que não preciso ter vergonha do Transtorno, pois eu me medico corretamente segundo as instruções do meu psiquiatra e vou me conhecendo cada dia mais na terapia. Talvez por entender que não preciso mudar minha personalidade pra agradar uma "Nikki" e sim controlar das melhores maneiras possíveis meu humor. Uma "Tiffany" com todos os seus defeitos e transtornos, pode servir melhor pra um cara como eu. Viva la vida loca!

Beijo nas crianças,
EXCELSIOR!!!!
MB

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Beldades Sozinhas, Apesar de... (Crônica)

Ontem eu estava num restaurante delicioso na Ilha da Gigóia (procurem no Google) e tive uma daquelas visões que a gente agradece a Deus por ter feito uma mulher tão bela e por termos o privilégio de enxergá-las. Ela estava tomando banho de piscina em sua casa, que fica de frente pro restaurante e algo, além da beleza plástica da mulher, me chamou muito a atenção... Ela vinha várias vezes pro deck de sua residência sozinha e ficava com uma expressão triste, pensativa... Fiquei pensando até em acenar pra ela e convidá-la pro restaurante, mas não sei se a criatura é casada. Não vi aliança em nenhum dos dedos anelares dela, mas ela poderia morar junto com alguém, né? Gosto de correr riscos, mas uso Freios Varga pra não bater na parede ou no poste.

Entrei em profunda reflexão sobre o fato de eu conhecer mulheres LINDAS e SOLTEIRAS. Umas dizem que "tão na pista pra negócio", outras dizem que "são felizes consigo mesmas", outras dizem que "tem medo de se relacionar", entre outras coisas diferentes que dizem. Eu não vi naquela mulher do outro lado da Ilha felicidade alguma. E vou dizer detalhes do que vi: seios empinados, lindas coxas, barriga irretocável... Enfim, uma mulher que não pode reclamar com o espelho que está feia (mas deve reclamar, por supuesto, ao menos na TPM). Ser bonita e gostosa é o bastante pra ser feliz, mulheres? Me parece que a resposta é "não".

Eu observo que essas beldades que estão sozinhas, apesar de muitos homens estarem a cortejando, entram num processo de "ser seletiva" e quando isso beira o exagero, ou chega lá, a probabilidade delas ficarem sozinhas em definitivo é enorme. Se a mulher se basta por si própria, tudo certo, queridona, sucesso, boa sorte! Tá com grana pra manter tudo em cima até o fim da vida? Acha que encontrar um parceiro pra envelhecer junto é caretice? Fé em Deus e pé na tábua!

Pelo o que vejo, cedo ou tarde, apesar da grana, a casa cai... Vira maracujá de gaveta mesmo. Aí tem que arrumar namorado nos bailes de terceira idade, se sentir real necessidade, ou então fazer cadastro no Badoo, Par Perfeito, eHarmony, etc, e torcer pra sorte lhe sorrir.

Vejo que as beldades adoram andar em bando. Umas, mais saidinhas, se juntam pra "pegar" aqueles caras bombadões de academia com (grande maioria) de cérebro de pasta de amendoim. Outras ficam juntas pra se protegerem dos caras (de qualquer espécie), não assumem que, mesmo lindas, são fracassadas no amor.

Tem uns livros babacas que li dizendo que conquistar uma beldade é mais fácil do que uma mulher "comum" (whatever). É notório que muitas delas são carentes porque tem um bando de bobões que não têm coragem de assediá-las, por achar que ali é "missão impossível". Acaba que não chegam nelas e elas, sabendo que são lindas, não vão assediar um cidadão, pois elas são lindas e isso seria um desprestígio a si mesmas. 

Enfim, o tempo passa e o TEMPO VOA... Quem tiver ouvidos, ouça. Quem tiver cérebro, entenda.

Beijo nas crianças,
MB

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A Conquista (Crônica)

Vamos começar essa crônica sem lero-lero... Eu costumo ser muito atrapalhado quando entro em estado de apaixonamento. Tenho um cupido mais míope do que o Mister Magoo. Quando o "anjinho do amor" consegue me atingir, segundo o IBGE, as coisas não ficam bem pro meu lado. Ou a senhorita quer apenas ser minha amiga e/ou tem medo de relacionamentos. Cara, eu tive alguns relacionamentos na minha vida bem vivida, por sinal. Alguns posso dizer que foram muito bons enquanto duraram e outros foram traumatizantes. Entrei numa de ficar com medo de me relacionar. Cheguei a uma conclusão muito clara, pensando bem: essa coisa de "medo de se relacionar" é uma resposta que a gente dá quando não está a fim da pessoa e não quer ser "indelicado" ou coisa do tipo. Eu tenho medo de me relacionar, mas quando aparece essa mulher que me interessa, o medo todo se desfaz porque eu fiquei A FIM DELA. É assim, simples... Você fica a fim e os medos, bloqueios e tudo o mais vão embora. 

Quero me ater ao processo de CONQUISTA. Li diversos livros, ouvi diversas mulheres dando dicas e concluí que não adianta nenhuma teoria. Quando uma mulher não quer um cara não há artifício algum que mude o panorama. E mais: que graça tem conquistar uma mulher sendo alguém que você não é? Pô, eu aceito as pessoas como elas são. Se elas são de uma forma que não curto, não tento mudá-las, simplesmente me afasto. Não sou de ligar toda hora, não sou de mandar mensagens SMS direto, NÃO SOU GRUDENTO. Sou carinhoso, atencioso, amigo, preocupado com o bem estar, mas tomo um cuidado danado pra não ser chato, entrão e, de certa forma, "opressor".

Não quero usar mais estratégias para conquistar uma mulher. Eu já sei quem sou e mesmo assim ainda tenho muito o que aprender sobre mim. Quero apenas conquistar uma mulher do jeito que eu sou, sem livro de ajuda, sem métodos, sendo APENAS EU, afinal, se eu não mantiver a "linha" depois da conquista, esta relação estará fadada ao fracasso, pois as máscaras caem um dia. Sim, no processo da conquista é natural que mostremos nosso melhor lado e, por instinto, ocultamos o máximo possível os nossos defeitos. Está aí uma palavra-chave: NATURAL! Acho que uma verdadeira conquista se dá quando aquele que está tomando as iniciativas, geralmente numa situação adversa, ou seja, quando a outra pessoa não corresponde, age naturalmente sendo tão somente o que é.

Eu caí numa esparrela terrível de que mulher não gosta de "caras legais", que costumeiramente é denominado de "fofo", "querido", "amigão". Esta foi uma das maiores autossabotagens da minha vida. Por isso eu entrava sempre "em campo" com o time já derrotado. Lembrando dos meus relacionamentos que considerei bem sucedidos, eles começaram a partir do momento que eu estava sendo eu mesmo sem me preocupar com a impressão que ficaria na mulher pela qual me interessava. Estas tiveram o Marcio "nu e cru" e comigo tiveram longos relacionamentos.

Penso que a conquista da pessoa querida/desejada/amada deve ser pelos métodos que na verdade não existem. Penso que há mulheres que apreciam caras como eu, portanto não vou ficar procurando... Na minha cabeça vem esses dizeres: "não procura... deixa vir...". Que venha, então! Enquanto isso, escrevo e canto canções.

Beijo nas crianças,
MB

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Pisar na Merda (Pensamento)

Pra você evitar pisar na merda, não precisa baixar a cabeça. Fique de cabeça erguida olhando pro horizonte e prestando atenção lá na frente. O sábio antecipa seus movimentos quando vê a merda adiante, e, claro, não irá pisar nela.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Os Solteiros "Felizes" (Crônica)

Parto do princípio de que quem fala muito determinada coisa, na verdade, está inseguro nesta mesma coisa. Quem precisa expôr que está feliz em seu casamento, de forma exagerada, ao meu ver não está. Mas não é sobre os casados que estou escrevendo. Quero falar sobre os "solteiros felizes", aqueles que vociferam em redes sociais ou fora delas a "alegria" de estarem soltinhos "na pista". Na boa, o pouco que estudei sobre psicologia já é o bastante pra determinar que exageros de qualquer coisa que seja, em discursos, denota plena insegurança ou até o contrário daquilo do que se quer mostrar. Confesso que quando estou com excessivo bom humor quer dizer que, na verdade, estou triste. Sei que isso acontece com muita gente também.

Eu, sinceramente, acho graça quando pessoas ficam querendo convencer as outras de que estão felizes sozinhos. Eu não acho que a canção "Wave", que diz: "É impossível ser feliz sozinho" uma verdade absoluta. Acho que um solteiro pode ser feliz de verdade, mas quando se propaga demais essa "felicidade", começo a desconfiar bastante. Fico imaginando essas pessoas assistindo filmes românticos ou ouvindo canções românticas e deixando escapar um sorriso, um suspiro, uma lágrima... Eu sou desses, que suspira, sorri e chora. Concluo que, com isso, não estou feliz por estar solteiro, mas não estou triste também.

Vejo muita gente dizendo que as palavras tem poder, coisa e tal... Tem, de fato... Mas já passei anos falando "não amo mais a fulana" todos os dias e parecia que eu amava mais a "fulana" a cada dia. As palavras tem poder, mas o poder está na fé com que essas palavras são ditas. Se falar da boca pra fora, as consequências dessas palavras serão somente externas. Se você diz: "Sou um infeliz", da boca pra fora, não muda muita coisa dentro de você, mas quem ouve pode querer se afastar ou ficar com pena de você, o que não é nada bom.

Se você é um solteiro feliz, experimente falar menos e SER. É sendo que você vai convencer. Falando, você pode convencer uns poucos. Parafraseando uma frase que eu ouvia na época que eu era ativo na Igreja Católica como músico missionário, "as palavras podem convencer pessoas, mas os atos e atitudes ARRASTAM pessoas". Vamos trocar o "FALAR" pelo "SER". Isso, sim, será convincente de fato.

Beijo nas crianças e juízo no carnaval, se vocês não quiserem beijar crianças daqui a nove meses,
MB

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Perdas e Danos (Crônica)

No dia 01 de Fevereiro, por volta de duas horas da manhã, perdi meu avô Pedro, a princípio, pro câncer. Digo "a princípio" porque ao conversar com meus pais, analisando a causa mortis, digo com precisão que não foi o câncer que levou meu avô. O relatório dado pelo Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro não foi claro em dizer a causa da morte. Foram muitas as possíveis causas. Não houve menção direta e objetiva ao câncer. Me pareceu que a equipe médica não sabe o que aconteceu.

A perda é recente, ainda dói demais a falta de vovô. Há nove meses ele deu entrada no HSE-RJ, fez uma cirurgia para a retirada do tumor. A cirurgia tinha sido bem sucedida, segundo os médicos responsáveis e meu avô foi para o pós-operatório para se recuperar. Num determinado dia, ele expeliu uma secreção (vômito) e minha mãe correu para chamar algum(a) enfermeiro(a) para proceder a sucção e ela não foi atendida prontamente, apesar de ter pessoal para fazer o procedimento em tempo hábil. Quando um dos profissionais foi fazer a sucção, a secreção já tinha ido toda para os pulmões de vovô, o que causou a necessidade de traqueostomia para que ele pudesse respirar. O resultado dessa NEGLIGÊNCIA levou meu avô para o CTI, local de onde ele saiu apenas uma vez, mas rapidamente retornou e passou longo tempo por lá antes de falecer.

Minha mãe e minha tia, únicas filhas vivas dele, iam todos os dias ao Hospital, viveram suas vidas em função dele. Mesmo com todo o cuidado na fiscalização dos serviços médicos, elas só tinham duas horas por dia pra realmente verificar o tratamento de vovô. Nas vezes que o visitei, parecia que ele estava sendo bem cuidado, estava lúcido e nos comunicávamos. A traqueostomia, durante um longo tempo, o impediu de falar e nossa comunicação era por leitura labial. O que me preocupava era a perda de peso rápida que meu avô sofreu. Por causa da traqueostomia, ele não podia deglutir, então sua alimentação (?) era feita através de sonda. Essa alimentação (?) se mostrou ineficiente, pois a cada dia meu avô parecia estar mais desnutrido.

A dor, o envolvimento emocional, por vezes cega o entendimento. Aqui vai o meu recado pras famílias que passam por situações semelhantes: Ao detectar erro médico, acionar imediatamente o hospital. Não fizemos isso na época devida. Estávamos todos movidos por uma imensa fé de que o quadro de vovô se revertesse. Minha mãe relatou algumas coisas que ela deveria ter produzido provas. Não vou entrar em muitos detalhes pro texto não ficar ainda mais longo. Vou me ater às duas últimas semanas de vida do meu avô.

Cerca de quatorze dias antes do falecimento dele, os médicos começaram a nos preparar para a morte dele, dizendo que tinham feito tudo o que estava ao seu alcance e que a partir daquele momento, "só a Misericórdia Divina", disse um médico teísta, coisa rara (ou não, sei lá, não estou acostumado a ouvir médicos falando de Deus). Minha mãe viu, nas visitas, ampolas de FUROSEMIDA perto do leito de vovô. Esta substância serve para um bocado de coisas, mas o mais conhecido efeito colateral dela é a BAIXA DA PRESSÃO ARTERIAL. Isso deveria ter sido fotografado à época, sem contar com algumas alterações no corpo de vovô, que vou me abster de relatar. Fotos devem ser tiradas, a fiscalização tem que ser feita com afinco, principalmente em se tratando de SAÚDE PÚBLICA.

Decidimos não processar, decidimos "deixar pra lá", até porque não temos provas cabais de nada e mesmo as tendo, não trariam meu avô de volta. Se ganhássemos dinheiro, seria muito mal recebido por nós. Não somos uma família de gananciosos.

Na minha opinião, meu avô morreu por erro médico, negligência total. Digo que é uma opinião, pois não posso afirmar precisamente que meu avô morreu praticamente assassinado. Não posso afirmar precisamente que as doses diárias de Furosemida foram matando meu avô aos poucos. Posso afirmar precisamente que meu avô morreu DESNUTRIDO, posso afirmar precisamente que meu avô morreu QUERENDO VIVER, de OLHOS ABERTOS, posso afirmar precisamente que meu avô morreu SEM SENTIR DOR (palavras do médico que anunciou o falecimento).

Famílias, muita atenção aos enfermos. Não deixem nada passar. Se errarem, processem na hora! Fazer isso depois que o seu ente querido falecer não o trará de volta. A saúde pública brasileira é LAMENTÁVEL, LASTIMÁVEL e VERGONHOSA.

Beijo nas crianças,
Beijo, vovô! A gente se encontra! Dá um beijo na vovó! Saudades!

MB

domingo, 27 de janeiro de 2013

Interessante (Crônica)

Nós, humanos, estamos sempre interessados em algo ou alguém. Há sempre um interesse. Fiquei pensando no significado da palavra "interessante" esses dias e concluí que tudo é interessante. A diferença é que depende da relação da pessoa com o ser ou coisa ou situação tem. Tem gente que acha livros de matemática interessantes, mas outras pessoas não acham. Essas que não acham matemática interessante podem achar história natural interessante e o pessoal da matemática discordar disso. Enfim, tudo é interessante pra alguém, parando pra pensar. Basta apenas despertar interesse para que alguma coisa, pessoa ou situação se torne interessante aos olhos de alguém, e sempre há interessados.


sábado, 19 de janeiro de 2013

Sutilezas Que Mudam Trajetórias (Crônica)

Já parou pra pensar naqueles momentos onde você mudou uma história por causa de um detalhe? Creio que já deva ter feito isso algumas vezes. É quando o "SE" aparece na qualidade de Conjunção Subordinativa Condicional. Normalmente esses momentos do "SE" são coisas sutis, por exemplo: 

Uma entrevista de emprego, o entrevistado vai indo bem até que uma palavra mal colocada faz com que ele perca a vaga. A vaga poderia ser dele SE não tivesse dito a palavra mal colocada.
Um rapaz paquerando uma moça, fazendo tudo certinho, até a hora que ele resolve "enfeitar demais o pavão" e a moça não gosta e se desinteressa. SE ele continuasse na mesma levada, o flerte levaria outros trajetos.

Por vezes, uma palavra, uma simples palavra pode mudar o rumo de uma conversa. Pode levá-la pra algo agradável ou desagradável. Até mesmo uma comunicação não-verbal pode mudar a trajetória de algo, como, por exemplo, duas pessoas conversando e uma delas transmite por linguagem corporal completo desinteresse na conversa, fato que abrevia o papo e ainda faz a outra pessoa se sentir mal depois. Também "fazer nada" pode mudar algo. Normalmente quando duas pessoas se relacionam e uma delas simplesmente some, desaparece. A pessoa, depois de tempos, reaparece e encontra indiferença no outro indivíduo. Alguns seres tem a pachorra de reclamar dessa indiferença.

A cada momento tomamos decisões. Sinceramente não sei dizer quantas decisões por dia, em média, um ser humano toma. Sei dizer que são muitas. Nesse momento, decidi escrever uma crônica, mas podia estar jogando videogame, indo à praia, ao cinema, teatro ou dormindo... Tem tanta coisa que eu poderia estar fazendo AGORA, mas decidi parar pra escrever. Quando eu terminar, vou tomar outra decisão e dentro dessas decisões, vou tomando outras. São as sutilezas que mudam as trajetórias da nossa vida. Até os atos do cotidiano são decisões que temos que tomar. Por exemplo, um aluno que resolve matar aula, uma pessoa que resolve não ir trabalhar ou resolve ir trabalhar mesmo doente, uma pessoa que decide não dormir pra terminar o trabalho da faculdade, uma pessoa que decide não almoçar pra poder jantar... Todos tomam decisões o tempo inteiro e nem se dão conta. Essas decisões mudam os rumos que a vida dessa pessoa segue. Uma pessoa que decidiu não fazer aquele curso de inglês porque iria ficar sem tempo pra sair com os amigos ou qualquer outro tipo de lazer se depara anos depois com uma situação que SE ela soubesse falar o idioma inglês poderia ter uma bela ascensão profissional ou até pessoal, no campo afetivo, em grande parte dos casos.

Isso que escrevo não é para que as pessoas passem a viver sob a pressão de saberem que cada momento é uma decisão a ser tomada e que cada escolha leva a um resultado diferente. Na verdade, espero que sirva pra que aquele que venha a ler este texto aprenda a conviver naturalmente com o ato de tomar decisões. Que possamos viver e tomar boas decisões em um maior número de vezes!

Beijo nas crianças,
MB

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A Maçã do Topo da Árvore (Crônica)

Segundo Machado de Assis, as mulheres são como maçãs em árvores: as melhores estão no topo. É um texto utilizado por inúmeras mulheres como motivacional. Acho bonito sempre cuidarmos da autoestima, mantendo-a no topo das nossas árvores, mas, vamos combinar, tem gente que se exacerba achando que é a oitava maravilha do mundo, ou quase isso. 

Bem, eu vou concordar com o Machado na parte que ele diz que os homens "catam" as maçãs podres que estão no chão por serem mais fáceis de pegar. Porém, os homens não devem se enganar: há maçãs podres no andar de cima da macieira, há maçãs boas nos andares inferiores. O lance é enxergar bem e saber por qual desta fruta vale a pena se esforçar.

Eu já subi em várias macieiras até o topo atrás daquela maçã maravilhosa... Quando eu chegava lá, aquele pequeno galho se transformava em hélices e a fruta linda voava pra além da árvore. Poxa, eu sei escalar árvores, mas não sei voar! É uma parcela de mulheres que dificultam tanto que perde a graça. Ou o fazem pelo medo de se machucarem, como o Machado fala dos homens em seu texto, ou o fazem por diversão, pra alimentar seu ego e ter sempre um cãozinho correndo atrás.

A opinião deste que vos escreve é que quem se considera superior a outro ser humano já é inferior automaticamente, pois é um pensamento de uma extrema pobreza de espírito. É lindo manter-se motivado, desde que não seja direta ou indiretamente às custas dos outros.

O Príncipe Encantado (que, lamento dizer, não existe), falemos "dele": O perfil de um sujeito tipo o dessa fábula é de valentia, inteligência e esperteza (o cara anda de cavalo, otimiza seus esforços pra que eles sejam empregados nos momentos onde é necessário o esforço). O que vive pulando por aí atrás das fêmeas é o sapo e é impressionante como mulheres que se autodenominam "Maçãs do Topo da Árvore" têm predileção pelos anfíbios.

Beijo nas crianças,
MB