quinta-feira, 5 de junho de 2014

Necessidade... (Poema)

De serem o centro das atenções
De serem vitoriosos a qualquer custo
De serem profundos, apesar de serem rasos
De sempre terem razão em uma discussão
De sempre serem bajulados apesar de nunca elogiarem pessoa alguma
De sempre serem perdoados apesar de nunca perdoarem
De sempre serem compreendidos apesar de serem intransigentes
Necessidade das necessidades
Tudo é necessidade?
Fome, frio, sede, doenças
Pobreza, miséria, marginalidade
Solidão, depressão, abandono
E aí, me contem...
Vocês tem necessidade de quê?

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Evoé, Cascadura! (Crônica)

Cascadura, bairro onde nasci e fui criado. Era Novembro de 1977, no Hospital Brasil-Portugal (hoje o chiquérrimo Norte D'Or), ali em frente à estação de trem. Bairro que já teve importância na História do Brasil, pois é uma parte importante do Caminho Imperial (o que me faz ter maiores laços com o local, devido a presença maciça dos meus antepassados) e teve uma estação de bonde inaugurada com pompas por JK e Jango. Sim, não precisávamos dizer que Cascadura era perto de Madureira. Cascadura era Cascadura, e ponto! Por minha ligação com a Família Real, atribuí a mim mesmo o título de "Marquês de Cascadura". Bairro bem servido de sistema de transporte, ônibus pra tudo quanto é lugar da cidade do Rio e da Baixada, estação de trem onde os semi-diretos param, integração com o metrô e muita tranquilidade pra se morar, se formos comparar com outros bairros até mais abastados. Hoje, o bairro está completamente ofuscado pelo poderoso comércio de Madureira, que ainda tem como ponto alto o Samba (Portela, Império Serrano e Tradição) e o Jongo da Serrinha. 

Cascadura virou um bairro de passagem, esquecido pelos governantes, sem um real representante na Câmara e na ALERJ. Local com tanto potencial, perdendo sempre os investimentos públicos para os bairros mais "famosos" da região. 

Daqui saiu Fernanda Montenegro, ainda Arlete, e o grande jornalista Sérgio Cabral, pai do nosso ex-governador (que nunca mais volte ao Palácio Guanabara!). Bairro repleto de talentos artísticos que por falta de espaço não se desenvolvem, pouco se apresentam. Temos o lindo e abandonado Parque Orlando Leite, onde joguei muito futebol e vôlei, e até gravei um videoclipe! Outrora tivemos por aqui a Sede do Automóvel Club do Brasil e os extintos supermercados Casas da Banha e Disco. Temos duas praças e em uma delas, a Nossa Senhora do Amparo, há disputas ferrenhas de carteado, dominó e damas, além da Academia da Terceira Idade.

Os principais bancos estão aqui pertinho, Correios, cursos de idiomas, boas escolas e a Rua Silva Gomes, onde o Rio de Janeiro todo vem comprar produtos de eletrônica, além de sediar o respeitadíssimo Centro Espírita Bezerra de Menezes. Temos a Igreja Nossa Senhora do Amparo e Santa Maria Goretti e diversas denominações evangélicas e afrobrasileiras. Aqui tem espaço pra todo tipo de fé.

Não sei o motivo de tanta gente torcer o nariz quando eu digo que sou de Cascadura... Aqui é um lugar gostoso. Tem rock, samba, pagode, charm, MPB, forró e poesia. É um bairro que tenho orgulho de ser oriundo. Orgulho do subúrbio carioca! Evoé, Cascadura!!!!!!

Beijo nas crianças,
MB

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O Verbo "Deletar" (Crônica)

Nestes tempos de Internet, passamos a conjugar um verbo novo: "deletar". Lembro que em tempos que se usava o MS-DOS, usávamos um comando chamado DEL, que vem da palavra DELETE, do vocabulário inglês, que ao traduzir para o português significa APAGAR, entre outros sinônimos. Acabamos trazendo para o nosso vocabulário essa palavra, que até certo momento era apenas um termo técnico para o mundo da computação. Com o surgimento das Redes Sociais, DELETAR deixou de ser apenas um termo técnico. Hoje nós DELETAMOS pessoas. Quem usa qualquer tipo de Rede Social, deve conjugar diariamente esse verbo.

Estava eu dando aquela olhada rotineira no Facebook e me peguei DELETANDO pessoas. Algumas porque escrevem tantas coisas desconstrutivas que os olhos não aguentam. Outras porque me são importantes e fizeram ou disseram coisas que me feriram. Sim, cheguei a conclusão que na grande maioria das vezes que DELETO alguém, é porque essa pessoa tem alguma importância e/ou relevância pra mim. Parto do princípio de que só me afetam palavras de quem me importa, de quem é de alguma forma relevante ao meu ver. Não costumo ficar chateado com pessoas que não tem significado pra mim, exceto quando elas mexem com coisas ou pessoas que tem importância na minha vida. Nesse caso eu DELETO e fecho todas as vias de contato para que não haja risco algum de interação com esse alguém. Uso o recurso de BLOQUEAR, que é um estágio mais elevado do ato de DELETAR. Há tanta gente que escreve coisas que não concordo, mas pelo fato de não me atingirem, esqueço logo após passar o olho. O cyberespaço é um "mundo" livre, como a vida fora do computador é. Inclusive alguns poucos vão até pra cadeia por usar essa liberdade sem noção. 

Conversando hoje com uma nova amiga, divagando sobre os tempos de hoje, concluí que estou em desacordo com a correria do mundo atual. Por vezes, por questão de sobrevivência, tenho que entrar nesse pique e correr junto com o planeta, mas eu não quero me adaptar a essa "pegada". Sou de outro tempo, creio que metade de mim é analógica e a outra é digital. Essas partes entram em conflito todos os dias e constatei que quando a parte analógica vence, me sinto mais confortável e feliz. Quando a digital vence, sinto falta daquele gosto mais consistente das coisas da vida. O tempero da rapidez é muito menos consistente do que o tempero da calma. Na culinária é assim, tudo tem seu tempo certo pra receita ser executada com perfeição. Se o cozinheiro pula ou adianta alguma etapa, o resultado vai ser comprometido. O prato pode ficar pronto, mas de repente não tão gostoso como seria se tudo fosse feito no seu devido tempo e intensidade.

Meu amigo Raul de Barros Jr. tem uma canção que o refrão diz: "A Terra está girando cada vez mais rápido". E é isso aí. Já estamos nos mecanizando, já estamos usando o mouse e o teclado, os tablets e celulares, para executar comandos digitais que excluem pessoas da nossa vida, muitas vezes por nada que justifique tal ato. Muitas vezes só por elas terem opiniões diferentes, gostos diferentes.

O futuro me preocupa. Me preocupa muito.
Vamos ver isso aí, meu povo... Quem tem olhos, leia... Quem tem ouvidos, ouça... Quem tem coração, sinta... QUEM TEM CORAGEM, AJA!

Beijo nas crianças,
MB

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Solteirice (Crônica)

Hoje parei pra pensar na "solteirice". Daqui a pouco mais de um mês completarei dois anos de "solteirice". Quem diria que eu ficaria tanto tempo sem uma parceira? Nunca passou de seis meses o intervalo de um relacionamento pro outro, comigo. Eu não vou fazer aqui um discurso, que acho ridículo, por sinal, dizendo que é por dificuldade de achar alguém legal, bacana. Todos os dias pessoas casam e outras se separam. Todos os dias casais começam a namorar e outros terminam. Haja vista que isso acontece, há gente legal sim, pra todo mundo, independente da orientação sexual. Há gente que não é legal, isso é fato, mas o mundo ainda é "bão", Sebastião.

Cheguei a pensar que eu tinha virado um iceberg humano e jamais me interessaria em uma mulher de novo. Achei que estava imune, pois estava adorando a vida de solteiro. Ainda gosto, pra ser sincero. A vida chega e promove encontros dados como impossíveis e põe fogo nos nossos corações de uma hora pra outra, coisa que deixa muita gente perdida e confusa. Em certo fim de semana, meu coração foi atingido por um potente "lança-chamas" e fiquei "desbaratinado". Foi bom ter sido fulminado por tanto calor, ainda que não correspondido. Ocorreram ao longo desses últimos quase 24 meses uns "incêndios" no meu coração, porém, sempre apagados pelos "bombeiros" da não-reciprocidade ou simplesmente da falta de sorte e/ou condições para dar prosseguimento àquilo que começava. 

Apadrinhei, ao todo, dezessete casais que estão juntos até hoje (sou pé quente...). Esqueci de como é bom ter uma companheira pra partilhar o fim de semana, fazer uma viagem juntos. Mas a liberdade de poder ir e vir sem dar satisfação a alguém é bom também. Ambas as situações tem seus lados ruins. Ambas as situações podem se tornar um "pé no saco" quando nós não valorizamos a pessoa que está conosco e/ou também a NÓS MESMOS. Tudo, quando sai do equilíbrio, dos trilhos, desencadeia tristeza, solidão (mesmo que acompanhada, que é pior ainda), dependência e vício.

Mais uma vez fica "martelando" na minha cabeça: É IMPOSSÍVEL SER FELIZ SOZINHO? Sei lá...

Beijo nas crianças,
MB

terça-feira, 2 de julho de 2013

Sobre as Belezas (Reflexão)

Prezo muito a educação, a consideração. Não adianta ter uma beleza plástica de alto nível se não tem um coração de alto nível. Ah, se você soubesse que a verdadeira beleza emana de dentro pra fora, trataria com mais cortesia as pessoas que lhe cercam. Assista "O Grande Perdedor" ou pesquise no Google casos de pessoas que ficaram "bonitas" depois de dietas, exercícios físicos e, em casos mais hediondos, cirurgias plásticas. Essa "beleza" o dinheiro compra. Talvez você tenha até comprado a sua. Pense sobre isso.

Beijo nas crianças,
MB

sábado, 15 de junho de 2013

Malu Menina (Prosa Poética)

Maria Luiza Morgado Bragança, Malu... Meu amor, uma das minhas mais belas composições. Hoje você faz aniversário. Personalidade de mulher forte desde menina. A flor do papai. Meu orgulho, minha honra de ter feito você junto com sua mãe, que mesmo separados, estamos cuidando de você à nossa maneira. Mesmo quando você for uma mulher feita e pronta pra vida, será sempre a minha Pocoyo. Amo você com todas as minhas forças e estarei sempre disponível quando precisar de mim. Largo tudo pra estar com você nos momentos de necessidade. Minha menina, sempre vai ser minha Malu Menina, mesmo que mulher, mesmo quando eu me for. Serei seu anjo protetor, minha filha e procurarei lhe dar o melhor exemplo de vida que eu puder. De todos os homens desse mundo, sou o seu melhor amigo, aquele que vai lhe ouvir toda vez que quiser falar. Aquele que vai lhe dar carinho quando o mundo lhe abalar. Sempre será a minha princesa, minha preciosa. Lhe deixo viver, lhe deixo livre pra que conquiste o mundo à sua maneira. Terá meu apoio irrestrito em suas escolhas, pois sei que irá fazer boas escolhas na vida. Tem uma inteligência nata, uma esperteza que dizem que vai me dar trabalho. Um prazer de trabalho ser seu pai. Feliz aniversário, meu amor, a mulher que endireitou a minha vida. Amo você pra além do sempre.

Um beijo, minha eterna criança, esse é só seu!
Papai