sábado, 19 de janeiro de 2013

Sutilezas Que Mudam Trajetórias (Crônica)

Já parou pra pensar naqueles momentos onde você mudou uma história por causa de um detalhe? Creio que já deva ter feito isso algumas vezes. É quando o "SE" aparece na qualidade de Conjunção Subordinativa Condicional. Normalmente esses momentos do "SE" são coisas sutis, por exemplo: 

Uma entrevista de emprego, o entrevistado vai indo bem até que uma palavra mal colocada faz com que ele perca a vaga. A vaga poderia ser dele SE não tivesse dito a palavra mal colocada.
Um rapaz paquerando uma moça, fazendo tudo certinho, até a hora que ele resolve "enfeitar demais o pavão" e a moça não gosta e se desinteressa. SE ele continuasse na mesma levada, o flerte levaria outros trajetos.

Por vezes, uma palavra, uma simples palavra pode mudar o rumo de uma conversa. Pode levá-la pra algo agradável ou desagradável. Até mesmo uma comunicação não-verbal pode mudar a trajetória de algo, como, por exemplo, duas pessoas conversando e uma delas transmite por linguagem corporal completo desinteresse na conversa, fato que abrevia o papo e ainda faz a outra pessoa se sentir mal depois. Também "fazer nada" pode mudar algo. Normalmente quando duas pessoas se relacionam e uma delas simplesmente some, desaparece. A pessoa, depois de tempos, reaparece e encontra indiferença no outro indivíduo. Alguns seres tem a pachorra de reclamar dessa indiferença.

A cada momento tomamos decisões. Sinceramente não sei dizer quantas decisões por dia, em média, um ser humano toma. Sei dizer que são muitas. Nesse momento, decidi escrever uma crônica, mas podia estar jogando videogame, indo à praia, ao cinema, teatro ou dormindo... Tem tanta coisa que eu poderia estar fazendo AGORA, mas decidi parar pra escrever. Quando eu terminar, vou tomar outra decisão e dentro dessas decisões, vou tomando outras. São as sutilezas que mudam as trajetórias da nossa vida. Até os atos do cotidiano são decisões que temos que tomar. Por exemplo, um aluno que resolve matar aula, uma pessoa que resolve não ir trabalhar ou resolve ir trabalhar mesmo doente, uma pessoa que decide não dormir pra terminar o trabalho da faculdade, uma pessoa que decide não almoçar pra poder jantar... Todos tomam decisões o tempo inteiro e nem se dão conta. Essas decisões mudam os rumos que a vida dessa pessoa segue. Uma pessoa que decidiu não fazer aquele curso de inglês porque iria ficar sem tempo pra sair com os amigos ou qualquer outro tipo de lazer se depara anos depois com uma situação que SE ela soubesse falar o idioma inglês poderia ter uma bela ascensão profissional ou até pessoal, no campo afetivo, em grande parte dos casos.

Isso que escrevo não é para que as pessoas passem a viver sob a pressão de saberem que cada momento é uma decisão a ser tomada e que cada escolha leva a um resultado diferente. Na verdade, espero que sirva pra que aquele que venha a ler este texto aprenda a conviver naturalmente com o ato de tomar decisões. Que possamos viver e tomar boas decisões em um maior número de vezes!

Beijo nas crianças,
MB