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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Poema Naturista (Poema)

Me manda um nude da tua alma
Eu gosto muito, eu bato palma
Não te envergonhes, não te acanhes
Deixa cair essa folha de figueira
Pois o verdadeiro Éden é aqui e agora

Sai da treva, minha Eva!
Deixa o amor e seu mágico olor
Invadir teu corpo pelos seios da tua face
Sem disfarce, nossas almas naturistas
Caminharão rumo aos nossos corpos nus

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Poeminha Meu (Poema)

Meu corpo, minhas regras
Meus sonhos, minhas metas
Minha igreja, minhas rezas
Meu harém, minhas belas
Meu vaso, minhas merdas
Minha vidraça, minhas pedras
Meu estojo, minhas réguas
Minha viagem, minhas léguas
Meus peixes, minhas guelras
Meu cu, minhas pregas
Meu exército, minhas guerras
Minha fazenda, minhas terras
Minha tinta, minhas telas
Meu escuro, minhas velas
Meus tropeços, minhas quedas
Minha direção, minhas setas

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Nosso Poema (Poema)

Abraça-me bem apertado
Delícia minha, meu acalanto
Quero sentir teu doce cheiro
Invadindo meu respirar
Os dias tem sido difíceis
Preocupações em profusão
Teu beijo é o sossego
E o alvoroço que preciso
Deixa-me te tocar
Sinta por todo o seu corpo
A magnitude do meu amor
Em forma de dedos, língua
Libera teu êxtase com força
Envolva-me, então, com tuas pernas
E em movimentos circulares
Tira de mim o gozo mais profundo
Fica ao meu lado um pouco
Falemos sobre nosso dia
Depois recomecemos esse nosso poema
Mudando a ordem, improvisando
Até que, satisfeitos
Deixemos o sono dos amantes
Revigorar nossas energias
E assim repetirmos esse ritual
Pelo tempo que tivermos pela frente

sábado, 25 de julho de 2015

Terapêutica (Poema)

Penso naquelas mãos ansiolíticas
Que a cada toque me trazem calma
Penso na compressa quente daquela língua
No inchaço do meu desejo
Penso naquele cheiro que invade minhas vias nasais
E me descongestiona as emoções
Nada mais me dói
Quando beijo aquela boca analgésica
Diante disso, declaro, em definitivo:
Não existe dor na cama do meu amor!


quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Te Quero (Poema)

Sinto uma força pulsando no meu corpo quando penso em ti
É a vontade de te ver
De te abraçar
De te beijar
De te envolver nessa energia amorosa e libidinosa
Podemos realizar coisas além da compreensão humana
Quando digo: "te quero!"
Não são simplesmente duas palavras vazias
É, no mínimo, muita vontade
Só me deixe te tocar, tu irás entender...

sábado, 11 de outubro de 2014

Poema Danado e Ordinário - Para Fernando Pessoa (Poema)

Meu caro Fernando Pessoa
Permita-me contestar:
Todo poeta é um vidente
Tanto finge que nem sente
Sabe de nada, inocente
Prevê o futuro e acha que mente

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Necessidade... (Poema)

De serem o centro das atenções
De serem vitoriosos a qualquer custo
De serem profundos, apesar de serem rasos
De sempre terem razão em uma discussão
De sempre serem bajulados apesar de nunca elogiarem pessoa alguma
De sempre serem perdoados apesar de nunca perdoarem
De sempre serem compreendidos apesar de serem intransigentes
Necessidade das necessidades
Tudo é necessidade?
Fome, frio, sede, doenças
Pobreza, miséria, marginalidade
Solidão, depressão, abandono
E aí, me contem...
Vocês tem necessidade de quê?

domingo, 2 de junho de 2013

Verbo Ler (Poema)

Eu leio Dan Brown
Tu lês Paulo Coelho
Ele(a) lê Cinquenta Tons de Cinza
Nós lemos Augusto Cury
Vós ledes Operação Cavalo de Tróia
Eles(as) lêem Crepúsculo

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Fé (Poema)

O impossível
Tornou-se improvável
Depois, provável
Logo, era uma possibilidade
E, finalmente, virou realidade!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Corpo Sagrado (Poema)


Mulher
Eu saí do teu útero
Tu és o Instrumento Divino da existência
Não és apenas a minha costela

És corpo inteiro
Corpo Sagrado
Onde me aninho, me protejo
E posso tocar as estrelas

Te foram dadas
Incumbências e dores
Que eu não seria capaz de suportar
E tu suportas tudo com doçura!

Sou porque tu és
Nada existiria
Se não fosse tu
Mulher

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

De Lá e de Cá (Poema)

Preciso de uma nova inspiração
Uma mulher que me tire o chão
E me faça sentir voar
Flutuar nos ventos da paixão
Sem medo que de lá eu caia
Que eu me sinta seguro na barra da sua saia
Que eu me perca em suas entranhas
Que ela seja agridoce e tenha novos sabores
Que ela seja descompassada
Pra entrar no compasso dos meus defeitos
Que ela seja o sol que brilha após as trevas
Numa homérica odisseia
Não quero muita coisa
Só quero o amor puro e intenso
De lá e de cá

sábado, 29 de setembro de 2012

Gélida (Poema)

Nos seus olhos vejo a apostasia do mundo
É tão difícil sentir calor ao seu lado
E eu detesto frio
Sua presença arranha minha garganta
Com tristes canções
E causa-me espirros de melancolia
A sua frieza é tão forte
Que faz-me sentir no Pólo Norte
Em pleno Calçadão de Bangu

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Tristesse (Poema)

Os versos mais tristes que escrevo
São estes...
Solitárias palavras que nunca irão expressar metade da dor que sinto
Pra uns, é autopiedade... tenho piedade destes
Pra outros, é carência... tenho piedade destes
Pra mim, sou apenas eu, apenas eu
Ninguém precisa me entender
Tampouco me aceitar
Esse mundo de fingimentos me cansa
Essa obrigatoriedade de sorrir me irrita
Ninguém precisa gostar de mim
Nem precisa me respeitar
Não me importo mais, não mais
Dou o direito de se afastar de mim a qualquer um
Eu só quero o direito de ficar triste
E não ter que explicar o porquê disso
Muitos só veem a cara, a embalagem
Julgam livros pela capa
Não preciso destes por perto
Também não preciso de falsos carinhos
Melhor ficar com a companheira solidão
Com quem partilho minhas dores sem machucar pessoa alguma
Não fiquem perto de mim, recomendo
E àqueles que me amam, não se preocupem
Eu vou ficar bem, vou ficar bem...



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Bunda (Poema)

A bunda desbunda
Abunda a bunda
Glúteos de montão
Afundam o bundão
Cuba lança
A bunda que balança
Bunda pensante
Bunda falante
É a bunda que dá entrevista
E a bunda que vende revista
Todos gostam de bunda
Tem até Dia da Bunda
No país que reina a bunda
É engraçada a bunda
Que desbundou o poeta
Que as desbundadas afeta
Bunda me lembra BBB
De tanta bunda que se vê
As bundas que participam
E os bundões que a TV ligam

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Manhãs de Sábado (Poema)


As manhãs de sábado
Sempre me foram especiais por diversos motivos
Aquelas horinhas a mais pra dormir depois da sexta agitada
O futebol com os amigos, pra manter a forma
O nascer do sol em Copacabana
As conversas de bar em bar
Mas teve uma manhã de sábado
Que foi um pouco mais especial que as outras
Foi quando te vi
Foi quando te li
E daí em diante, comecei a pensar em ti
E este singelo poema escrevi

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Sou o Que Digo Ser (Poema)

Quando digo que sou uma coisa
Significa que sou outra coisa
Então, quem diz ser outra coisa
Significa que é uma coisa?
Podem especular como quiserem
O que sou interessa somente a mim
E quem pode dizer o que sou
Sou eu mesmo
Sou o que digo ser
E se isso incomoda vocês
Se mudem, ou apenas mudem
Ou, simplesmente, se emudeçam!
Se tem algum armário, geladeira
Ou qualquer móvel ou eletrodoméstico
Do quais eu tenha que sair
A única pessoa que pode me tirar dali sou eu
Porém, especuladores, lamento informá-los:
Sou o que digo ser!
Se eu fosse outra coisa
Teria nenhum problema em assumir
Mas, sou uma coisa, com plena convicção
E tenho profundo respeito por quem é outra coisa
Por quem é QUALQUER COISA, melhor dizendo
Então, especuladores, vão cuidar de suas vidas
Deixem que eu cuido da minha
E sejam o que são
E se querem ser respeitados pelo o que são
Aprendam ou relembrem
Que o respeito só existe quando é mútuo!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Passagem (Poesia)

Vinde a mim, você, que tem o coração partido
Sou uma passagem onde você chega, atravessa e sai com o coração restaurado
Como qualquer passagem, tem trechos escuros
Buracos onde você tropeça, cai e se machuca
Mas nas partes iluminadas, estão as bonanças
Os sintomas de quem sai, por vezes, parecem contrários
Parecem que você saiu pior do que quando entrou
Mas o tempo mostra que esses sintomas adversos
São justamente fatores motivadores para a sua restauração
Mas tem as que saem com os sintomas da cura
Isso depende de como você estava antes
De como você atravessou essa passagem
Não há uma mulher que passou por esta passagem
Que não tenha encontrado sua cura depois
Quem acha que ainda não encontrou, é porque não chegou a hora
Ou, simplesmente, não percebeu que já está restaurada
Você deve se permitir ser curada
A cura de um coração partido se faz, às vezes, pela dor
Uma dor que, em alguns casos, parece não ter solução
Há muitas passagens pelo mundo
Homens que escutam:
"Você me faz tão bem"
"Você é maravilhoso"
"Você é o melhor homem que conheci"
"Você é tão sensível"
Todo homem que tem esse desígnio é solitário
Mesmo que pra muitos, pareça que ele vive cercado de mulheres
Algumas mulheres, aquelas dos sintomas adversos, saem sempre reclamando
Dizendo que sou "desgraçado", "peso morto", "usurpador", "semente do mal"
Mas essas mulheres, tempos depois, se reencontram com si próprias
E alcançam a felicidade que tanto procuram
Nos braços de homens deveras defeituosos
Não se entende a cabeça de uma mulher
E é melhor nem tentar entender
Só eu sei o quanto essa Missão é dolorosa pra mim, que, no fim, fico assim
SOZINHO

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Mundo Pasteurizado (Poesia)

Onde foram parar aqueles que formaram minha opinião?
Pouco a pouco meus mestres estão partindo
E não restam muitos por aqui hoje
Quem serão os mestres dos meus filhos, netos e bisnetos?
Esses "produtos" da mídia
Que emitem opiniões cerceadas por empresários, assessores e produtores?
Essa gente "politicamente correta"
Que não pode ir contra os modismos impostos pelo o que chamam de "sociedade"?
Ou essa gente que tornou a vida uma bagunça
Confundindo liberdade com libertinagem?
Mesmo com essa libertinagem de hoje, não se enganem:
As pessoas ficaram mais caretas, tremendo paradoxo!
Hoje as belas bundas e os belos músculos ditam regras de comportamento
Apesar da maioria dos seus portadores terem cérebro de amendoim!
As "bundas" e "músculos" que fizeram parte da minha formação humana
Pensavam,  formavam e geravam opiniões, que faziam as pessoas usarem a cabeça
Não se dá mais o devido valor ao condicionamento físico do cérebro
A cada dia vejo morrer o senso crítico das pessoas
E vejo nascer um mundo pasteurizado e alienado
É a filosofia daquela música "Tindolelê"
(Todo mundo tá feliz? Tá feliz!)
Felicidade forjada, sorrisos de fachada
Sinto saudade dos tempos onde os polêmicos faziam as pessoas pensarem
Os polêmicos de hoje fazem as pessoas se revoltarem
Com suas declarações carregadas de burrice e preconceito
É proibido pensar?
É proibido "bater de frente" pra não se "queimar"?
Contestar é pecado, é "mimimi", é rabujice?
Que merda de mundo é esse
Que me obriga a sorrir toda hora
E me revoga o direito de ficar triste e chateado de vez em quando?
Que se apartem de mim os controladores de emoções
Desse mundo limitado, corretinho, careta, pasteurizado
Mundo retrógrado!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Bailarina (Poema)

O que te move, bailarina?
De onde vem esses passos
Que exigem tanta resistência
E ao mesmo tempo tanta leveza?
É uma força tão delicada...
É uma sensualidade tão pura...
Sinto um medo que me encoraja
Um desejo que me leva à culpa
Uma coragem que me intiimida
Uma culpa que me apetece...
Ah, bailarina...
Teus saltos e giros me fascinam
Tua elasticidade me leva a pensar
Que o impossível é possível
Tua dança é divina e humana
Pois vejo Deus
E vejo uma mulher
É tão estranho...
Não sei se estou pecando
Ao te olhar dançar
É uma confusão de sensações
Baila, bailarina
Teu pas de deux me traz paz
E elevé minha alma

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Contrastes (Poesia)

Recolhi as fotos, rasguei os fatos
Quebrei os pratos, juntei os cacos
Esqueci das palavras, lembrei das caladas
Acabou o ardor, lá se foi o amor
Morreu a tristeza, ressurgiu a alegria
Te perdi, me ganhei