segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Poema Dilacerado (Poema)

O que eu posso contra o encanto?
Nada! Absolutamente nada!
Um dia sem ouvir a voz da Musa
Resultou numa saudade avassaladora
O encanto permanece e cresce
Mesmo ela tão distante
Sinto-me um tanto perdido
Vejo um poema dilacerado
Resolvi escrever assim, sem filtros
Literal, absolutamente literal
Visceral, sentimental
Com a sensação de que a Musa
Escorreu pelas mãos do poeta
Escrevo pra não enlouquecer
Pra não perder o meu Norte
Mas não tenho mais certeza 
Se minha bússola está funcionando direito
Andarei com a fé, pois ela não falha
E com a cautela, que assim como canja de galinha
Não faz mal a ninguém
Queima dentro de mim, paixão!
E assim continuarei caminhando
Sei que a toquei, pude sentir
Paciência, poeta! Paciência!