terça-feira, 14 de agosto de 2012

Autoanálise (Crônica)

Por que só consigo escrever quando estou triste? É uma coisa comum quando produzo meus textos aquela dor fininha no peito, ou, melhor dizendo, esta dor que agora sinto. Sinto que tendo à pieguice quando escrevo sem esse espinho no coração. É na solidão e na solitude que faço meus trabalhos mais bonitos e quanto mais belo o texto, mais só estou. Estar escrevendo sobre isso não é um ato de autopiedade. Eu gosto da minha companhia, me acho divertido, vivo rindo de mim mesmo e me conhecendo melhor a cada dia. Como humano que sou, tem vezes que sinto falta de pessoas ao meu lado, principalmente das que eu amo. Porém, preciso muitas vezes estar só, preciso sentir essa dor, pois é ela que me conduz a um mergulho profundo na minha alma. Todas as vezes que busquei pessoas, que busquei companhia, no final era comigo mesmo que eu ficava. Então precisei aprender a ser só, como diz a canção. Esse aprendizado é difícil, pois vai contra a natureza humana. A Bíblia diz que não é bom que o homem fique só, mas fiquei só a maior parte da minha vida e não foi ruim. 

Concluí que buscar a própria felicidade em outra pessoa é uma leviandade consigo próprio. A minha felicidade ou seja lá o que isso for, tem que estar na minha mão. É aquele lance de começar a gostar de si próprio, começar a se cuidar por causa própria.

No mais, quero agradecer a todos que leem meu blog, que já ultrapassou 6.000 visualizações em menos de 1 ano e meio. Creio que escrevo coisas produtivas, senão não teria alcançado esse resultado. Vamos seguir em frente. Quem sabe um livro venha por aí?

Beijo nas crianças,
MB