domingo, 1 de julho de 2012

Julho e o Inverno (Crônica)

Julho é um mês bacana, que dá início ao segundo semestre do ano, é um mês de reflexões e projeções. É nesse ponto que você começa a enxergar como o ano está fluindo e pode projetar como será o restante dele. A criançada começa a entrar nas férias escolares, o trânsito fica uma beleza, o inverno chega de mansinho e aqueles flertes que começaram a rolar em junho tomam forma ou simplesmente deformam. Sem problemas, o inverno é a estação do ano propícia para começar novas histórias ou então fazer com histórias em andamento o que o chuveiro faz quando colocamos a chave na posição "inverno": desce aquela água quente gostosa e dá uma vontade danada de ficar mais de meia hora na ducha. Idem com quem namora debaixo das cobertas: é aquele calor delicioso que faz gente sair atrasada pro trabalho, esquecer o jogo do time do coração ou até dar aquela trancadinha na porta pra um momento rápido de prazer, porque as crianças estão lá fora... 

Ah, o inverno... O frio que esquenta... Se bem que aqui no Rio, não esfria tanto, mas esquenta... Como esquenta... Estação do ano onde as pessoas saem de noite com suas melhores roupas, Estação da elegância e do mistério... As mulheres, com todas aquelas peças de roupa cobrindo corpos que deixam homens vidrados e decididos a desvendar aqueles corpos... O inverno é uma estação sexy, no seu sentido mais pleno. Acho o verão libidinoso, mas o inverno é muito mais. Gosto desse mistério, gosto dos vestidos longos que revelam o suficiente pra me fazer pensar no que tem ali dentro. Muitos vão dizer: "Ah, é tudo igual!" (essa frase me lembra o comercial antigo de um banco). Se fosse tudo igual como muita gente diz (e diz mesmo), eu teria igual atração por todas as mulheres. Não, não é tudo igual, graças a Deus! Seria uma bagunça generalizada se todo mundo quisesse todo mundo... Só daria certo uma coisa dessa se os conceitos morais não existissem. Mas eles existem. Ainda... Antigamente, mulher não podia trabalhar e votar. Isso caiu por terra e é maravilhoso. Porém, a televisão tem mostrado comportamentos que na vida real estão sendo imitados ou que já existiam por debaixo dos panos. Daqui a pouco, alguns comportamentos "não conservadores" serão tidos como normais. E isso só daria certo se a sociedade, por inteiro, não fosse conservadora. Sabemos que a sociedade é conservadora. Eu me considero libertário, mas não me considero libertino. Tive uma criação conservadora e com isso, uma certa bagagem conservadora. Porém, eu fui construindo minha personalidade e linha de pensamento com a leitura, com a vivência e, principalmente, observando o erro dos outros. Entendam bem: OBSERVANDO e não APONTANDO, pois quem sou eu pra julgar alguém? Ainda assim, cometi em algumas passagens da minha vida o erro de apontar o dedo pros outros, mas reparei que quando eu aponto o dedo pra alguém, 3 dedos meus apontam pra mim... Então tem alguma coisa errada, não é? Assim como tem o belo raciocínio de que temos uma boca, dois ouvidos e dois olhos, que significa que devemos observar e ouvir mais do que falar.

Espero que esse mês mostre bons resultados a vocês e projetem continuidade dessas benesses. Espero que o inverno de vocês seja quente e delicioso!

E aqui em Gotham City, a vida profissional continua indo muito bem, obrigado!

Beijo nas crianças,
MB