sábado, 26 de maio de 2012

Encontros às Escuras (Crônica)

Lembro de uma história recente contada por um amigo quando ele saiu da cidade dele pra um "encontro às escuras" com uma moça que ele não conhecia e mantinha contato pelo temeroso Twitter. Já fiz algumas vezes esse tipo de "encontro", mas esse meu amigo superou os limites da falta de autoestima. Sinceramente, eu me achava um mané, um perdedor, antes de ouvir tal conto. O que me lembro são coisas pontuais. O cara cometeu erros crassos como voltar a telefonar pra moça quando ela disse no primeiro telefonema que ela não era "muito de falar" e que "não gostava de telefone". Caros, isso é uma forma de comunicação subliminar que diz claramente: CARA, NÃO ME LIGUE MAIS!

Porém, fica aqui a pergunta: por que essas moças dão seus números de telefone a esses rapazes carentes e de baixa autoestima? É pelo prazer de ter um homem aos seus pés? Que prazer mais mórbido... Há tantas formas lícitas e respeitosas com as outras pessoas de alimentar seu ego. Exemplo: sair de casa bem arrumada, cheirosa e com um espírito alegre. Vai colher elogios mil e o ego vai ser inflado sem machucar ninguém. Porém, há moças que gostam de inflar seu ego com o infortúnio de um rapaz em momento de fraca autoestima (ou ausência de) e carência afetiva. Homens nesse estado acabam fazendo muita besteira e caindo em arapucas básicas.

Voltando ao meu amigo, ele me contou que em um certo telefonema, essa moça pediu de forma nada educada que ele desligasse o telefone porque ela não tinha mais nada a dizer. Ele se confessou desconcertado e aquilo o incomodou muito. Certo dia, ambos acabaram combinando por SMS um encontro às escuras e o rapaz pegou seu carro e rodou por uma longa estrada para tal momento. Chegando lá na cidade da moça, ele teve que aguardar um afazer do cotidiano dela para que ambos fossem jantar e conversar. Diz ele que foi uma conversa estilo "monólogo" (só ele falava), e esse rapaz é um dos mais cultos que conheço, assunto é algo que não falta a ele. Ele disse duas coisas interessantes: a moça, de aproximadamente 30 anos, disse que nunca namorou na vida e que não estava acostumada com encontros, por isso não sabia como agir. Ele tentou conduzir, sem sucesso, pois disse que nunca conheceu pessoa mais fria que esta moça. Ele foi até a cidade dela, de carro, e ela morava sozinha. Se bem o conheço, foi cavalheiro e cortês. Ao deixar a moça em sua residência, ela o chamou pra subir e disse que estava com muito sono. Perguntou se ele queria algo e ele apenas disse que queria água. A moça lhe deu uma garrafa pequena de água mineral e disse que ele tinha que descer. O cara não tinha onde dormir. Só lhe restou uma alternativa: dormir no carro. E foi o que ele fez. Disse-me que o frio no local era aproximadamente de 11 graus. Enfim... Darei meu parecer sobre tal incidente.

Vejo uma grande diferença das mulheres/moças nascidas na década de 80 em diante para as mulheres nascidas na década de 70 pra trás. Há uma queda de nível. Eu cheguei a conhecer jovens nascidas no final da década de 80 e início da década de 90 e vou dizer uma opinião pessoal: pra mim virou quase que um critério de eliminação. Fico com os dois pés atrás. Para tudo há exceções. Há moças hoje com 16 anos com uma visão mais firme e responsável do que muita mulher de 30. Idade é apenas número. A cabeça que importa. Há mulheres de 45 anos totalmente desvairadas que ainda se lamentam de estarem sós. Mas a idade, apesar de número, tem que ser considerada pela forma que a pessoa viveu. Pra isso é necessário conhecer bem, conversar bastante pra ver qual é a linha de pensamento dessa moça. Já tive surpresas muito agradáveis com as "novinhas" e desagradáveis com as "balzaquianas e quarentonas em diante", e vice-versa. Não tem regra, mas eu tenho preferência por mulheres da minha geração. Ainda mais ouvindo essas histórias absurdas dos meus amigos que se aventuram.

Sei que a sabedoria consta em aprendermos com os erros alheios. E eu aprendi com esse erro do amigo. Por isso ainda bato e sempre baterei na tecla de que as pessoas devem conversar, se encontrar e trocar ideias. Ganha-se muita experiência observando as experiências alheias.

Meu negócio é encontro às claras... A Internet pode ser até uma ferramenta, mas prefiro que seja sempre por aqui perto de mim. Se for longe, sei e aprendi como me defender de "roubadas" como a que este meu amigo se meteu. Nosso papo foi educativo. Conversem sempre com seus amigos e sempre troquem ideias. É crescimento mútuo!

Beijo nas crianças,
MB