quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Convite à Morte (Poesia)

Deitado numa cama
Envolto em pensamentos
Num rompante saltei
E fui em direção a uma caixa
Repleta de pílulas
Que na medida certa deveriam me fazer bem
E as ingeri todas de uma só vez
Estava fazendo o meu terceiro convite à morte
Não satisfeito, fui à cozinha
E peguei a primeira faca que vi
Já sem forças, comecei a cortar o pulso esquerdo
Cuja pele parecia tão grossa
Que ao serrilhar só via pele
Até que uma gota de sangue apareceu
Já enfraquecido, mal tive forças pra cortar o pulso direito
Definitivamente não era o meu dia de ir embora
Bem que tentei, suportei as dores dos cortes
Em meio a tontura que os medicamentos me deram
No momento certo, meu pai adentrou meu quarto
E me salvou, me imobilizando com habilidade de um lutador de MMA
Tentei resistir, com a ideia fixa de morrer
E entra no quarto minha mãe chorando
E essas lágrimas concluíram meu salvamento
Ali resolvi retirar meu convite à morte
Não conseguiria morrer causando tamanha dor
Àqueles que me deram a vida
Vida que quero viver
Renasci e pensei como seria ver um de meus filhos fazendo o mesmo que eu
Eu me tornaria, sem dúvida, um morto-vivo
Preciso de ajuda, vou buscar ajuda e vou ressuscitar
Virei mais forte e quero ser para meus filhos
O que meus pais foram e são pra mim
Decidi pela vida e a quero mais do que nunca!
Que a morte venha na hora que Deus marcar
Ela será bem vinda...
Mas não agora, não agora...